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Pink Farms, maior fazenda urbana vertical da América Latina

A Pink Farms surgiu a partir de uma necessidade dos próprios empreendedores de encontrar legumes e verduras de qualidade e, também, com a missão de revolucionar a produção de hortaliças com a utilização de tecnologia.

Por: Redação Fonte: Redação
18/02/2020 às 14h12
Pink Farms, maior fazenda urbana vertical da América Latina
Ao adentrar o galpão de 750m2, em São Paulo, a visão é surpreendente: grandes salas hermeticamente fechadas, com estruturas que abrigam diversos tipos de folhagens. O Pink não está apenas no nome, mas na utilização de luz de LED que, na sua composição, s

Quantos avanços podem acontecer em uma empresa dentro de seis meses? Para a Pink Farms, maior fazenda urbana vertical da América Latina -  que foi considerada a empresa mais inovadora do agronegócio brasileiro – e vencedora do Prêmio Inovação, powered by Vivo Empresas, esse período foi suficiente para que as dezenas de tipos de alfaces e microgreens, vegetais que se diferenciam por terem alto valor nutritivo, visual e sabor extremamente atraentes, ganhassem destaque nas prateleiras de alguns dos principais varejistas paulistanos, como os supermercados Mambo, os Hortifrutis Oba (onde os produtos ganharam exposição em um espaço que simula os LEDs rosa característicos da sua produção), Natural da Terra, Quitanda, Hortisabor, o charmoso centro gastronômico Eataly, entre outros.

 

Além disso, os produtos Pink Farms estão ganhando cada vez mais espaço nos cardápios saudáveis e saborosos de importantes endereços de food services da cidade, como Octávio Café, Suplicy Café, Tea Connection, Plant Made, entre outros. Eles ainda deram nome a pratos especialmente criados para usar os produtos da empresa, como é o caso da Urban Kitchen (a chef Jacqueline criou a Pink Farms Toast, que leva pão de fermentação natural, homus de beterraba, avocado e microgreens Pink Farms) e do Kith Restaurante (a chef Ju criou a entrada Pink Beterraba, um tartar de beterraba tostado na brasa, raspas de limão siciliano, azeite e microgreens de rúcula Pink Farms).

A rápida expansão tem motivo. Com os consumidores cada vez mais preocupados e engajados em uma alimentação prática e saudável, o conceito de trabalho da empresa focado no farm to table - em português, da fazenda pra mesa, se encaixou perfeitamente, pois seu diferencial está no cultivo feito no coração das grandes cidades, bem próximo dos consumidores (a fazenda está instalada em um galpão ao lado da agitadíssima Marginal Tietê). Além disso, a qualidade dos produtos Pink Farms não fica apenas no frescor com que chegam à mesa das pessoas, mas também porque são cultivados sem a utilização de qualquer tipo de agrotóxico e por serem sustentáveis: sua produção é feita com uma redução de 95% do consumo de água e a capacidade de plantio é 100 vezes maior se comparada ao cultivo tradicional, no campo.

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Como tudo começou

Mateus Delalibera, Gerlado Maia e Rafael Delalibera

 

A Pink Farms surgiu a partir de uma necessidade dos próprios empreendedores de encontrar legumes e verduras de qualidade e, também, com a missão de revolucionar a produção de hortaliças com a utilização de tecnologia. “Ao olharmos o mercado e a cadeia produtiva de hortaliças no Brasil, tivemos surpresas bastante negativas, principalmente por sua baixa eficiência, com perdas pós-colheita que chegam a 40%. Ou seja, de cada 100kg de folhas comestíveis, apenas 60kg são consumidos”, comenta Geraldo Maia, cofundador da Pink Farms. Além de reduzir o desperdício de alimentos, cada espécie é extensamente estudada para que possa contar com as condições perfeitas para o seu crescimento, eliminando 100% do uso de agrotóxicos.

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Ao adentrar o galpão de 750m2, em São Paulo, a visão é surpreendente: grandes salas hermeticamente fechadas, com estruturas que abrigam diversos tipos de folhagens, como os microgreens, alfaces (mimosa, mimosa roxa, lisa, lisa roxa, friseé, friseé roxa e crespa) , rúcula, manjericão, espinafre, espinafre roxo e acelga. O Pink não está apenas no nome, mas na utilização de luz de LED que, na sua composição, se torna rosa, e que faz o papel da iluminação solar.

Com um ambiente totalmente limpo e controlado, aplicam-se técnicas de hidroponia


Os vegetais não conhecem a palavra sazonalidade, já que um sistema de automação controla todas as variáveis de cultivo, independe de clima e época do ano. Com um ambiente totalmente limpo e controlado, aplicam-se técnicas de hidroponia, um tipo de cultura sem solo. Sua metodologia de produção é altamente sustentável e promove uma redução de 95% no consumo de água, em comparação às lavouras a céu aberto, sem falar do sistema vertical que diminui em 90% a utilização de espaço e garante uma capacidade produtiva 100 vezes maior.

Com menos manejo e intervenções, contabiliza-se uma redução de 30% de perda, resultando em produtos chamados de pós-orgânicos, aqueles cujo processo de produção é mais sustentável, produtivo, menos danoso ao meio ambiente. “Com a utilização do conceito farm to table, reduzimos a quantidade de intermediários, tempo, perdas e impacto gerado pela cadeia, sempre trazendo um produto muito mais fresco para o consumidor. É possível que ele seja consumido no dia em que foi colhido, eliminando descartes pós-colheita e aumentando o tempo de prateleira em mais de 100%”, explica Maia.

De acordo com o 2º Censo AgTech Startups Brasil, neste momento, mais de 300 equipes de todo o país concentram esforços para desenvolver ideias inovadoras para o agronegócio brasileiro. Mais da metade delas foi fundada nos últimos três anos, como a Pink Farms. São startups do agro, também chamadas de agtechs, que estão se tornando cada vez mais numerosas no Brasil. Em escala mundial, o AgriFood Tech Investing Report de 2018 mostra que as agtechs captaram pouco mais e US$ 17 bilhões no ano, um crescimento de 43% nos investimentos em relação a 2017.


Planos de investimento e expansão


Tanta inovação fez com que a startup, em tão pouco tempo de existência, recebesse o aporte de R$ 2 milhões da SP Ventures, gestora de fundos de investimento de Venture Capital especializada no agronegócio, e da Capital Lab, plataforma de investimento proprietário de capital seed e de risco. O investimento está sendo utilizado na expansão da fazenda para uma escala comercial cada vez maior, com foco em atender a demanda da cidade de São Paulo, além do desenvolvimento de sua marca de consumo. Em paralelo, por meio de sua área de P&D, a Pink Farms busca aumentar seu portfólio com produtos como morango, tomate, entre outros, além de continuar aprimorando a tecnologia atual e abastecer, constantemente, o mercado com novos tipos de microgreens e alfaces. 


“Nosso plano é, nos próximos anos, consolidar a Pink Farms como a maior produtora de folhosas da América Latina, quadruplicando nossa capacidade atual de produção de 30 toneladas/ano, e levá-la outras cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte”, disse Geraldo Maia. “Em São Paulo, já marcamos presença em diversos endereços de varejo e food services, além da loja online, que está em fase de implantação”, completou Geraldo Maia. 

Fazenda Vertical, produção de microgreens, alfaces (mimosa, mimosa roxa, lisa, lisa roxa, friseé, friseé roxa e crespa) , rúcula, manjericão, espinafre, espinafre roxo e acelga. O Pink não está apenas no nome, mas na utilização de luz de LED que, na sua composição, se torna rosa, e que faz o papel da iluminação solar.

 

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