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Colheita de mandioca acelera e reduz ociosidade da indústria de fécula e farinha

Documento preparado por técnicos do Deral mostra que a maior presença de umidade no Estado favoreceu o trabalho de campo para os produtores de mandioca. Assim, a ociosidade acima de 40% da indústria de fécula e de farinha foi reduzida e há maior oferta dos produtos.

Por: Redação
22/06/2021 às 08h44
Colheita de mandioca acelera e reduz ociosidade da indústria de fécula e farinha
Mandioca. Foto: José Fernando Oura/AEN

Os produtores de mandioca no Paraná puderam acelerar os trabalhos de colheita nas últimas semanas, beneficiados pelo clima. Dessa forma, também as indústrias de fécula e de farinha reduziram os níveis de ociosidade. Esse é um dos assuntos analisados no Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, na semana de 12 a 18 de junho.

A presença de maior umidade no solo nas últimas duas semanas no Paraná foi favorável para a colheita de mandioca. Isso foi observado, sobretudo, nas principais regiões produtoras, concentradas nos núcleos de Umuarama (34%), Paranavaí (30%), Campo Mourão (8%) e Toledo (4%). Nessas áreas está também a maioria do parque industrial de fécula e farinha.

Com maior oferta da matéria-prima, as indústrias retomaram com mais força os trabalhos. Durante o longo período de estiagem, a ociosidade ultrapassou 40% no setor de transformação. Agora começou a reduzir, o que é importante para o País, visto que o Paraná é o segundo produtor de raiz e o primeiro processador, responsável por 70% do amido nacional.

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A área ocupada com a cultura de mandioca no Estado, na safra de 2020/21, é de 143 mil hectares, com produção estimada em 3,3 milhões de toneladas. Essa projeção significa perda de 4% na área e do mesmo porcentual em relação à produção observada na safra 2019/20, quando foram colhidas 3,5 milhões de toneladas em 148,9 mil hectares.

A mandioca é plantada em todo o Paraná. No Sul, onde a produção é feita em menor escala e com pouca tecnologia, a maior parte se destina ao consumo humano e animal. Na região de Curitiba, o município de Cerro Azul destina praticamente toda a produção para comercialização na Ceasa e nas feiras livres. É chamada de mandioca de mesa e tem preço mais elevado se comparado ao da indústria de transformação.

PECUÁRIA LEITEIRA E AVICULTURA – O documento preparado pelo Deral destaca que a produção leiteira no Estado está pressionada e até limitada devido aos altos custos da alimentação, o que é agravado pela estiagem, que reduziu as pastagens. No entanto, a demanda pelo leite pode apresentar elevação devido a fatores como a recuperação gradativa da economia e o avanço da vacinação contra a Covid-19.

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O boletim retrata, ainda, o aumento médio de 5,6% no custo de produção de frango de corte no País em maio. No Paraná, a alimentação das aves teve reajuste de 6,9% comparado a abril. Em relação aos ovos, a produção no primeiro trimestre de 2021 foi 0,3% superior ao mesmo período do ano passado, com 978,25 milhões de dúzias no País. Mas o Paraná teve redução e caiu da segunda para a quarta posição nacional.

BATATA E FRUTAS – O Paraná está com 99% da área total preenchida com o plantio de batata, enquanto 54% já está colhida. A maior parte do que permanece no campo está em boas condições. Apenas 18% das lavouras são consideradas medianas e 1% está em situação ruim.

Sobre as frutas, o boletim registra que o setor tem participação variável entre 1% e 2% no Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense dos últimos anos. A previsão é que, ao se divulgar o valor de 2020, que está estimado em torno de R$ 120 bilhões, as 35 principais frutas cultivadas no Estado representem 1%.

O documento preparado pelos técnicos do Deral analisa, ainda, a situação produtiva dos principais grãos – soja, milho e trigo. Também traz informações da cultura do feijão, que já tem 90% da área colhida com previsão de 309 mil toneladas.

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