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UBS SANTA CECÍLIA DO PAVÃO: O BERÇÁRIO DA INTEGRADA

As máquinas utilizadas pela Integrada são as mais modernas do mercado, proporcionando uma aplicação uniforme e sem danos mecânicos.

Por: Redação
14/06/2021 às 13h53
UBS SANTA CECÍLIA DO PAVÃO: O BERÇÁRIO DA INTEGRADA
No total, a UBS consegue armazenar 410 mil sacas de soja e trigo.
À beira da rodovia é possível observar a enorme estrutura de silos e armazéns. A Unidade de Beneficiamento de Sementes de Santa Cecília do Pavão é a mais jovem entre as UBSs da Integrada Cooperativa Agroindustrial.   
No local, já operava o silo de armazenamento de grãos. Em 2005, a unidade passou a realizar o Tratamento de Semente Industrial (TSI), processo de proteção utilizando produtos que evitam resultados desagradáveis no campo, reduzindo a incidência de pragas e doenças na lavoura e levando maior produtividade ao cooperado. 
As máquinas utilizadas pela Integrada são as mais modernas do mercado, proporcionando uma aplicação uniforme e sem danos mecânicos.  
O gerente da Regional Assaí, Wanderlei Fulan, explica que o tratamento das sementes na UBS de Santa Cecília do Pavão segue rígido padrão de qualidade, já que todos os colaboradores que trabalham na unidade recebem treinamento especializado constantemente. “Nossa equipe é treinado pela própria cooperativa. Fazemos aqui o tratamento de sementes de soja e trigo que atende grande parte dos produtores da região norte. Aliás, temos uma das mais modernas UBSs do norte do Paraná”, ressalta Fulan. 
Uma volta pelos armazéns e é possível ter a dimensão do cuidado que existe com as sementes que estarão com os cooperados e produtores de soja e trigo em breve. Parte da produção que chega até a unidade, em torno de 30%, fica armazenada em big bags de 800 quilos de capacidade. No total, a UBS consegue armazenar 410 mil sacas de soja e trigo.  
“A Integrada possui 3 UBSs em lugares estratégicos, uma longe da outra: em Santa Cecília do Pavão, em Mauá da Serra e em Londrina. Caso aconteça algum imprevisto, como seca, estiagem ou geada, qualquer situação eventual de perdas, uma pode suprir a outra”, explica o responsável técnico de produção de sementes Celso Yuwanaga.  
Yuwanaga está na cooperativa desde 2003 e presenciou a expansão da UBS e a melhoria dos processos. “Aqui, a gente recebe as sementes, realiza o beneficiamento e envia as amostras para análise de vigor e germinação. Só depois elas seguem para o tratamento com herbicidas e fungicidas. E tudo é muito rápido: a máquina consegue tratar 500 sacas por hora”, ressalta. 
O gerente de insumos, Romildo Birelo, destaca alguns aspectos que tornam a UBS de Santa Cecília do Pavão referência na produção de sementes. O primeiro é a localização, numa altitude de 750 metros, com campos de produção de sementes de 700 a 1000 metros de altitude. “Nestas regiões, nós conseguimos produzir cultivares com amplitude de plantio maior”, explica. 
A unidade também é estratégica para a produção de cultivares de alto volume na região. As cultivares mais demandadas pelos cooperados saem de lá, afinal o sistema de beneficiamento é um dos mais modernos, com máquinas de tratamento industrial computadorizadas e um resfriador de ensaque, onde a semente permanece 2 horas em resfriamento antes de ir para a sacaria.  
“Todo esse processo resulta numa semente melhor e, mais que isso, um produtor rural que não vai ter que se preocupar com este insumo. É a tranquilidade que nosso cooperado precisa”, finaliza Birelo. 
 
O COOPERANTE TAMBÉM ESTÁ SATISFEITO

“A semente é um ser vivo e merece todo cuidado, desde o campo até chegar nas mãos do produtor”. O cooperante e coordenador do núcleo de cooperados da Regional Assaí, Hauston Munhoz, se emociona ao falar do orgulho em produzir sementes nos últimos quinze anos. 
Ele conta que toda a área onde hoje está localizada a UBS de Santa Cecília do Pavão foi da família dele. “O entorno ainda é da nossa família e temos o privilégio de ter tão perto uma unidade de beneficiamento com uma equipe técnica responsável, que produz semente de primeira qualidade”, completa. 
Hauston relembra que, quando começou a plantar sementes de soja, tentou fazer algo diferente, um cuidado a mais para garantir uma boa produção, tanto de rendimento quanto sanitário. Mas ao longo do tempo percebeu que qualidade e cuidado valem para qualquer produção. “Tudo que você cuida mais, você vai colher mais. E isso eu fui aprendendo ano a ano. Hoje, eu já não diferencio mais soja para semente e soja para a indústria. Meu cuidado é igual”, explica. 
Enquanto muitos produtores amargaram prejuízo pela seca que atingiu a safra 2020/2021, a região de Santa Cecília do Pavão foi privilegiada. Com condições normais e chuva, o produtor conseguiu colher em média 150 sacas por alqueire. “Quando a seca chegou em fevereiro, nossa região toda já estava pronta, então não tivemos perdas. Posso garantir que a qualidade da nossa semente este ano é excelente”, finaliza. 

UMA HISTÓRIA DE VIDA NA COOPERATIVA

Rogério Camargo de Godoy acompanha de perto o trabalho dos colaboradores da UBS de Santa Cecília do Pavão. Ele é encarregado de beneficiamento da unidade e tem uma história profissional construída dentro dos barracões da cooperativa. 
“Eu comecei como terceirizado, auxiliar de serviços gerais. Depois, fui efetivado como operador de empilhadeira e, há 7 anos, fui promovido a encarregado de beneficiamento. Toda essa história já tem 17 anos”, conta Rogério, que completou 42 anos em novembro passado.  
A rotina na UBS é exigente. Nesta época, a unidade chega a operar em três turnos para cumprir com o cronograma de recebimento da produção até estar tudo pronto para ser encaminhado ao agricultor.  
“A gente começa a receber a soja no dia 15 de fevereiro e segue até dia 15 de março. Ela fica armazenada enquanto realizamos o tratamento das sementes de trigo até meados de maio para que o produtor inicie a safra de inverno. Na sequência, a gente começa a preparar a soja armazenada para a safra de verão. É uma correria boa”, destaca Rogério. 
Rogério sempre atuou na UBS de Santa Cecília. Presenciou a expansão da unidade, a construção da maior parte dos armazéns e o início do beneficiamento e tratamento das sementes. Conhecedor de cada canto dessa estrutura, ele comemora fazer parte da história da cooperativa. 
“Me sinto realmente da família. A empresa cresceu e tive oportunidade de crescer junto. Isso é um privilégio para mim”.  
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