
A movimentação na Bolsinha hoje foi com as sobras de ontem, e poucas entradas, tanto que estavam disponíveis no mercado 15,6 mil sacas de feijão e destas foram negociadas 21%. As sobras de hoje ficaram com a quantidade de 12,3 mil sacas.
Assim, o mercado operou firme, porém sem alteração nos preços. Tanto que quem possui uma mercadoria um pouco melhor, opera na expectativa de conseguir um preço melhor.
Lá na roça, nas regiões produtoras os preços variam muito, uma vez que se encontram feijões de todas as qualidades.
As mercadorias de boa qualidade estão raras, seja na lavoura ou na Bolsinha, portanto, isso vem aumentando a diferença entre os feijões notas 9,5 e 9 em relação aos demais.
No Quinto Levantamento da Conab n.º 05 | Fevereiro de 220 divulgado ontem
Estimativa de área, produtividade e produção
Por ser uma cultura de ciclo curto, o feijão possibilita o plantio em até três momentos durante a temporada, na busca pelo equilíbrio no abastecimento. Na primeira safra deste ano, a área é estimada em 921,4 mil hectares, redução de 0,1% em relação à safra passada. Apesar da menor área semeada, a produtividade maior deverá resultar em uma produção de 1,08 milhão de toneladas, 9,4% maior que na última safra, que sofreu com os problemas decorrentes das adversidades climáticas e prejudicaram a produção.
A área de feijão primeira safra vem diminuindo ao longo das últimas safras, principalmente pela competição com outras culturas, como soja e milho, e também devido ao momento de a colheita coincidir, muitas vezes, com o período chuvoso, acarretando problemas de qualidade do produto.
Já o feijão segunda safra, em início de cultivo, deverá ter uma área plantada de 1,4 milhão de hectares, praticamente mantendo a área da safra passada.
Balanço de oferta e demanda

Feijão cores
Nas regiões produtoras o produto segue apresentando oscilações negativas de preços, mas sempre em patamares elevados, caracterizando a pouca oferta do grão, tanto em termos de qualidade como em quantidade.
A primeira safra de São Paulo 2019/20 está concluída, e cerca de 90% da produção foi comercializada pelos produtores.
Portanto, pouco resta de produção para suprir o abastecimento interno e, mesmo com a intensificação da colheita no Paraná, em janeiro, os preços tendem a ser compensadores aos produtores, reforçados, em parte, pelo atraso da semeadura em Minas Gerais, maior estado produtor, cuja colheita está prevista para começar a partir de meados de fevereiro.
Feijão Preto
Os preços, ainda em patamares elevados, apresentam significativas reduções, motivadas pela concentração da colheita, pela fraca demanda e pela baixa qualidade do produto ofertado. A escassez de mercadoria recém colhida, de boa qualidade, vem impedindo uma maior queda das cotações.
Geralmente, janeiro é um mês de fracas vendas junto aos varejistas devido ao baixo consumo, ocasionado pelas férias escolares, coincidindo com o “pico” de colheita no Sul do país.
Com essa conjunção de fatores; menor consumo e maior oferta, os preços do produto começaram a recuar, a partir da segunda semana de janeiro, em todos os segmentos do setor.
Em relação ao feijão-comum preto, o câmbio em alta limitou algumas negociações com os produtos importados, o que acabou beneficiando, de certa forma, os produtores brasileiros na concorrência do produto.
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Últimos preços médios praticados da bolsa.
9.5 R$ 245,00/sc.
9 R$ 230,00/sc
8.5 R$ 205,00/sc.
8 R$ 190,00/sc.
7.5 R$ 177,50/sc.
Feijão Preto.
Extra R$ 155,00