Terça, 15 de Junho de 2021 17:20
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Meio Ambiente CHORUME

Empresa brasileira traz solução para o chorume, um dos vilões do meio ambiente

Com a proximidade da Semana Nacional do Meio Ambiente, a Air Products relembra a questão do chorume, um dos maiores poluidores do planeta, e como é possível tratá-lo de forma sustentável

26/05/2021 07h30
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Por: Redação
O segredo está na utilização correta do oxigênio, uma vez que o chorume é uma das substâncias mais poluidoras e difíceis de tratar. Enquanto o tratamento de outros produtos exige somente de 1 a 2 mg de O2 por litro, o chorume requer de 3 a 6 mg de O2 por
O segredo está na utilização correta do oxigênio, uma vez que o chorume é uma das substâncias mais poluidoras e difíceis de tratar. Enquanto o tratamento de outros produtos exige somente de 1 a 2 mg de O2 por litro, o chorume requer de 3 a 6 mg de O2 por

Líquido escuro, viscoso, com uma quantidade de Demanda Biológica de Oxigênio (DBO) – medida de poluição - aproximada de 1.000 mg/L, ou seja, ainda maior que a do esgoto, o chorume é o resultado da decomposição e da dissolução em água da matéria orgânica. Um dos maiores poluidores do solo, quando o lixo é mantido a céu aberto, o chorume é também responsável pela poluição hídrica, contaminando as proximidades de cursos d'água ou lençóis d'água subterrâneos ou freáticos.

Com a proximidade da comemoração da Semana Nacional do Meio Ambiente, iniciativa de 1981, que visa a incluir a sociedade na discussão sobre a preservação do patrimônio natural brasileiro, a Air Products quer atentar ainda mais para este que é um dos principais causadores de poluição da água e do solo.

“O chorume pode comprometer toda uma cadeia alimentar devido à liberação de metano, nitrogênio e gás carbônico no solo, água e no ar, mas felizmente, hoje, há maneiras de tratá-lo de maneira sustentável”, diz Edson Basilio Gerente de Aplicações e Desenvolvimento da Air Products.

A empresa, aliás, é uma das maiores especialistas no tratamento de efluentes e atende diversos setores, sendo as indústrias de curtumes, químicas, alimentícias e de celulose as maiores interessadas em razão da grande geração de poluentes advindos de sua produção.

“A maior questão do tratamento de chorume não é a falta de estações de tratamento ou a escassez de investimento. Algumas empresas chegam a gastar uma fortuna e não têm o resultado esperado. O modo de tratamento é que é fundamental”, explica Basilio.

O principal desafio, portanto, é a altíssima concentração de nitrogênio amoniacal, que precisa ser removido e que demanda alto consumo de oxigênio e conhecimento da cinética das reações microbiológicas.

“No chorume bruto, a concentração de nitrogênio amonical é de cerca de 2.000 mg/l e precisa ser reduzido para de 5 a 20 mg/l; uma eficiência de remoção mínima de 99%, que só pode ser obtida num processo com alto teor de oxigênio e com o uso correto dos parâmetros de processo”, descreve Fabio Mimessi, engenheiro especialista da Air Products.

Segundo ele, a chave para o tratamento ideal do chorume está na utilização adequada do oxigênio. “Realizamos o processo, que no nosso caso é biológico, em três etapas. A primeira é o tanque anóxido, ou seja, com oxigênio zero. Em seguida, passamos o produto para um tanque aeróbico, onde mantemos o oxigênio em níveis bem altos para alimentação do lodo biológico e, finalmente, o líquido vai para um decantador, onde o lodo é retido, fazendo com que possa retornar à estação de tratamento do efluente. A água tratada é descartada, já sem perigo de toxicidade para os rios e seus peixes”.

“O segredo está na utilização correta do oxigênio, uma vez que o chorume é uma das substâncias mais poluidoras e difíceis de tratar. Enquanto o tratamento de outros produtos exige somente de 1 a 2 mg de O2 por litro, o chorume requer de 3 a 6 mg de O2 por litro.

Além de gerar mais eficiência no tratamento, o uso do oxigênio também reduz o consumo de eletricidade, sendo duplamente sustentável. “A utilização de bons equipamentos de dissolução de oxigênio puro ajuda a reduzir muito o consumo de energia elétrica e aumenta a capacidade das estações de tratamento, sem necessidade de parar o tratamento por nem um dia sequer”, conclui Mimessi.

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