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Agricultura PREÇO MILHO

Preços recordes do milho em muitas regiões acompanhadas pelo Cepea

O impulso veio da disponibilidade restrita do cereal no spot e de incertezas quanto à produtividade das lavouras de segunda safra.

06/04/2021 16h06
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Por: Redação
Mais no final do mês, as altas nos preços internacionais mantiveram elevada a paridade de exportação, o que também sustentou os valores no Brasil. Foto Sistema CNA/Wenderson Araujo/Trilux.
Mais no final do mês, as altas nos preços internacionais mantiveram elevada a paridade de exportação, o que também sustentou os valores no Brasil. Foto Sistema CNA/Wenderson Araujo/Trilux.

Mesmo com o bom andamento da colheita da safra de verão, o mês de março foi marcado por seguidas renovações dos preços recordes do milho em muitas regiões acompanhadas pelo Cepea. O impulso veio da disponibilidade restrita do cereal no spot e de incertezas quanto à produtividade das lavouras de segunda safra. Mais no final do mês, as altas nos preços internacionais mantiveram elevada a paridade de exportação, o que também sustentou os valores no Brasil. 

No acumulado de março, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), subiu expressivos 9,72%, fechando a R$ 93,71/saca de 60 kg no dia 31. No dia 29, especificamente, o Indicador atingiu R$ 94,40, recorde real da série do Cepea (valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/21). No mercado de lotes (disponível), os valores do milho acumularam alta de 8,6% em março e no de balcão (ao produtor), de 8,4%. 

Diante disso, o valor médio de março do milho negociado no porto de Paranaguá (PR) superou em 9% o do contrato Maio/21 na Bolsa de Chicago (CME Group) e em 1% os preços de exportação da Argentina. Na B3, o contrato Maio/21 operou, em média, 25% acima do mesmo vencimento da Bolsa de Chicago. Ressalta-se que o milho no Brasil já vinha sendo negociado acima das referências internacionais ao longo deste ano, mas a diferença se ampliou em março.

Na B3, os contratos Maio/21 e Jul/21 avançaram 9% e 10,4% no acumulado do mês, respectivamente, indo para indo para R$ 96,59/sc e R$ 92,04/saca de 60 kg no dia 31. As altas foram sustentadas por preocupações com o desenvolvimento da segunda safra brasileira e por expectativas de menor área nos Estados Unidos. 

 

EXPORTAÇÃO – E as altas internas, inclusive, reduziram o ritmo de embarques do cereal em março, mesmo com os preços nos portos firmes neste ano. No primeiro trimestre de 2021, a média das cotações em Paranaguá (PR) foi de R$ 80,24/saca de 60 kg, praticamente o dobro da verificada no mesmo período de 2020. Segundo a Secex, em março, saíram de portos brasileiros apenas 294,45 mil toneladas, o que representa cerca de um terço do exportado em fevereiro e bem abaixo do volume de março de 2020 (472,67 mil toneladas). Por outro lado, as importações cresceram 53%, somando 113,61 mil toneladas. 

CAMPO – Produtores seguem focados nos trabalhos de campo, na intenção de minimizar a semeadura fora da janela ideal. No Paraná, o clima favoreceu o milho segunda safra que estava, na maior parte, nas fases de desenvolvimento e de germinação. O avanço da semeadura foi significativo, alcançando 97% da área estimada. O clima também ajuda na colheita do milho verão, que chegou a 82% da área no dia 29, avanço de 8 p.p em relação ao relatório anterior da Seab/Deral.

Em Mato Grosso, com atraso em relação à temporada anterior, a semeadura estava na reta final no encerramento de março. Em Mato Grosso do Sul, os trabalhos de campo também estavam sendo finalizados. Segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), até o dia 26 de março, quase 92% da área estadual havia sido semeada, 6,5 p.p. abaixo da temporada anterior. 

No Rio Grande do Sul, na última semana do mês, as chuvas favoreceram as atividades, e a Emater/RS indicou que 70% da área esperada havia sido colhida até o dia 1º de abril. As áreas mais ao sul do estado apresentaram melhores produtividades. 

INTERNACIONAL – Na Argentina, o clima seco beneficiou a colheita do cereal, que chegou, até o encerramento de março, a 7,9% da área. A Bolsa de Cereales aponta redução de 14% na produção deste ano, para 45 milhões de toneladas, devido à seca durante o plantio e desenvolvimento da temporada 2020/21. Nos Estados Unidos, o USDA indicou em março que a área de milho pode crescer 0,35% em 2020/21 em relação ao ano anterior, para 36,8 milhões de hectares. Além de o aumento na área ter sido menor do que o esperado pelo mercado, as estimativas de estoques também caíram, 3%, indo para 195,6 milhões de toneladas. 

Na Bolsa de Chicago (CME Group), a demanda firme (principalmente para etanol e exportação) sustentou os preços. O contrato Maio/21 fechou a US$ 5,6425/bushel (US$ 222,13/t) no dia 31, valorização de 3,06% no acumulado do mês e o patamar para esse contrário desde a sua abertura, em dezembro de 2018. Os vencimentos Set/21 e Dez/21 fecharam a US$ 5,475/bushel (US$ 215,54/t) e a US$ 4,96/bushel (US$ 195,26/t), respetivamente, com avanços de 2,34% e 1,33% em março. Fonte Cepea.

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