Quarta, 08 de Julho de 2026
5°C 19°C
Castro, PR
Publicidade

Confira variação de preços agrícolas em Santa Catarina, no Boletim Agropecuário de março

O milho e a soja também retomaram tendência de alta, depois de quedas em dezembro.

Por: Redação
24/03/2021 às 09h58
Confira variação de preços agrícolas em Santa Catarina, no Boletim Agropecuário de março
Arroz teve pequena queda de preços, feijão e milho estão em alta

Os preços agrícolas apresentaram oscilação no mercado catarinense nos primeiros três meses de 2021. O arroz teve queda nos preços pagos ao produtor, enquanto que o feijão segue com valores em alta. O milho e a soja também retomaram tendência de alta, depois de quedas em dezembro. O cebolicultor catarinense vem negociando a safra a bons preço e os produtores de alho estão segurando os estoques para fortalecer a negociação. A banana também teve queda de valores e o leite está com tendência de alta em março. Na pecuária, os custos de produção preocupam. Está tudo no Boletim Agropecuário emitido mensalmente pela Epagri/Cepa

Grãos

Em fevereiro, os produtores de arroz receberam R$87,32 pela saca de 50 kg, o que representa uma redução de 0,5% em relação a janeiro. Até fevereiro, cerca de 90% da área de lavoura apresentava boa condição. Nos 10% restantes, a condição era média.

Continua após a publicidade
Anúncio

Os produtores catarinenses de feijão-carioca receberam em fevereiro, em média, valor 11,4% mais alto do que em janeiro. No caso do feijão-preto, a variação no período foi de 8,10%. O baixo estoque para o início da safra e a queda na produção da primeira safra 2020/21 é um dos fatores que explica esse aumento.

Os preços pagos aos produtores de milho retomaram movimento de alta em janeiro, depois de recuo em dezembro. A estiagem do ano passado e o ataque de cigarrinhas do milho derrubaram o rendimento do grão nas lavouras catarinenses.

Em janeiro, os preços pagos aos produtores de soja de Santa Catarina retomaram movimento de alta, com valorização de cerca de 6,9% em relação a dezembro, quando houve queda. Em 2020, a alta nos preços foi de 44,5%, batendo recordes nominais e em valores corrigidos desde 2014, segundo dados da Epagri/Cepa. A estimativa indica cultivo de 700 mil hectares de soja em Santa Catarina na safra atual. 

Continua após a publicidade
Anúncio

Hortaliças

Com colheita concluída, os cebolicultores catarinenses comercializaram a produção em fevereiro a valores considerados bons, variando de R$2,00/kg a R$2,50/kg, dependendo da qualidade dos bulbos. A cebola importada começou a chegar ao mercado nacional, especialmente da Argentina, e também da Holanda. Até fevereiro, foram importadas 15 mil toneladas de cebola, o que, embora não seja um volume significativo para o mercado brasileiro, é o maior dos últimos quatro anos para o bimestre.

Apesar de estar com a colheita também concluída, a comercialização da safra de alho catarinense está lenta. É uma estratégia de produtores, que mantêm o produto nos estoques à espera de melhor preço. A cultura enfrentou problemas com estiagem, granizo e ciclone durante seu desenvolvimento. Contudo, a Epagri/Cepa afirma que a safra pode ser considerada positiva para a maioria dos produtores catarinenses, visto que o preço pago está acima do custo médio estimado.

Banana

A banana-caturra catarinense teve os preços reduzidos, como estratégia de escoar a produção das frutas, já em fase de maturação. A banana-prata, de qualidade melhor que a caturra, segue valorizada, mas com estimativa de redução nas cotações com o aumento da oferta.

Pecuária

Análise da Epagri/Cepa indica que os preços dos lácteos começaram a se elevar no transcorrer de março, mês em que os valores recebidos pelos produtores de leite foram inferiores a fevereiro. Com a demanda fraca, a reação dos preços se dá fundamentalmente pela chegada da entressafra da produção leiteira nacional, que poderá ser mais intensa do que normalmente, em face de pressões de custos para boa parte dos produtores. A tendência para abril é que os produtores catarinenses recebam preços melhores do que em março.

Os custos de produção preocupam os produtores catarinenses de suínos. Segundo a Embrapa Suínos e Aves, o custo de produção desta proteína registrou alta de 3,7% em fevereiro, em relação ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 48,7%, impulsionada pela elevação dos custos com nutrição, que ficou em 43,3%. A isso se soma a demanda no mercado interno, afetada pela crise econômica e pela elevação dos preços da carne suína. Santa Catarina exportou 40,77 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em fevereiro, alta de 34,8% em relação ao mês anterior e de 16,4% na comparação com fevereiro de 2020. As receitas, por sua vez, foram de US$97,00 milhões, crescimento de 37,2% em relação ao mês anterior e de 20,3% na comparação com fevereiro de 2020.

A avicultura catarinense também enfrenta alta nos custos de produção. A Embrapa Suínos e Aves calcula que o custo de produção de frangos registrou alta de 6,9% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 48,3%, impulsionada pela elevação dos custos com nutrição, de 44,4%. A boa notícia é o aumento nas exportações. Santa Catarina exportou 80,89 mil toneladas de carne de frango em fevereiro (in natura e industrializada), alta de 33,9% em relação ao mês anterior, mas 8,1% abaixo do montante embarcado em fevereiro de 2020.

O comportamento dos preços do boi gordo nas primeiras semanas de março foi distinto nas duas praças de referência de Santa Catarina. Em Lages houve alta de 3,9% na comparação com o mês anterior, enquanto que em Chapecó o valor manteve-se inalterado no período. Em relação a março de 2020, as altas são significativas nos dois casos: 56,2% em Chapecó e 53,9% em Lages. A perspectiva é de que haja uma acomodação nos preços ao longo dos próximos meses, em função da maior disponibilidade de bovinos criados a pasto a partir deste mês. Contudo, a influência desse fator sobre o mercado vai depender, principalmente, do ritmo das exportações e da capacidade de retenção por parte dos produtores, caso se verifique quedas.

ACOMPANHE O BOLETIM.

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
CALCÁRIO Há 7 dias

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

Dados constam no Informe Mineral 03/2026, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra. No ano passado, foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com destaque para substâncias usadas na fabricação de cimento, cal e corretivo agrícola.

IDR-Paraná prepara quatro novas cultivares para fortalecer a fruticultura paranaense Foto: IDR
FRUTAS Há 1 semana

IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado

As novas cultivares (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor.

Concurso revela que capacitação e assistência técnica são essenciais para diminuir perdas na colheita da soja Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
ASSITÊNCIA TÉCNICA Há 2 semanas

Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Piraí do Sul - PR
Agricultura Há 2 semanas

Piraí do Sul realiza recolhimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos em parceria com a ADINP

A iniciativa reforça o compromisso com a preservação ambiental e o cumprimento da legislação, oferecendo aos produtores rurais uma altern...

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos
PORTFÓLIO Há 2 semanas

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos

Com investimentos crescentes em pesquisa, lançamento de novas cultivares e foco em produtividade, a SEEDCORP|HO projeta dobrar a comercialização de sementes de soja até 2031, alcançando 5 milhões de sacos vendidos e faturamento de R$ 1 bilhão.

Castro, PR
13°
Tempo limpo
Mín. Máx. 19°
12° Sensação
0.97 km/h Vento
48% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h04 Nascer do sol
17h44 Pôr do sol
Quinta
21°
Sexta
22° 10°
Sábado
20° 12°
Domingo
17° 12°
Segunda
18° 11°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 -0,37%
Euro
R$ 5,88 -0,27%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 336,645,10 -2,77%
Ibovespa
171,920,81 pts -0.06%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade