
A Pink Farms, maior fazenda urbana vertical da América Latina, concluiu uma bem-sucedida rodada de captação de investimentos, superando as expectativas iniciais em 20% ao captar R$ 4,8 milhões. A campanha, realizada pela SMU, uma das principais plataformas de crowdfunding de investimentos do país, tinha meta inicial de R$ 4 milhões.
A captação será utilizada para a expansão de área produtiva, investimento em P&D para desenvolvimento de novas culturas, como morango, tomate, cogumelos, entre outros, investimento em marketing e fortalecimento do time comercial, e, também, para ampliar o time de engenharia para projetos de fazendas maiores, com possibilidade de escalabilidade para todo o país. Além disso, destaca-se a criação de uma loja conceito com perfil inédito de consumo table-to-farm, em que a produção é consumida no próprio local de cultivo.
A Pink Farms surgiu a partir de uma necessidade dos próprios fundadores de encontrar legumes e verduras de qualidade e, também, com a missão de revolucionar a cadeia produtiva por meio da tecnologia e processos sustentáveis.
Engajada e atenta aos novos modelos de comportamento e consumo, a Pink Farms está comprometida em construir fazendas que trazem uma série de vantagens em relação ao cultivo tradicional, entre elas a plantação dentro de ambientes urbanos com produtividade por área ultrapassando 100 vezes mais do que no campo, sem uso de agrotóxicos e redução da utilização de recursos naturais, como a água, em 95%. “Ficamos muito feliz com a captação recorde e o interesse dos investidores pelo nosso negócio. Com esse novo aporte, conseguiremos ampliar a nossa área produtiva e investir para crescer muito mais nos próximos anos, transformando a cadeia produtiva de hortaliças no Brasil”,, explica Geraldo Maia, Founder e CEO da Pink Farms.

O nome da empresa é uma homenagem à iluminação que fica com aspecto cor de rosa e que proporciona a condição ideal para o cultivo das plantas. Os vegetais não conhecem a palavra sazonalidade, já que um sistema de automação controla todas as variáveis de plantio, independente de clima e época do ano. Com um ambiente totalmente limpo e controlado, aplicam-se técnicas de hidroponia, um tipo de cultura sem solo.
Ao adentrar o galpão de 750m2, em São Paulo, a visão é surpreendente: grandes salas hermeticamente fechadas, com estruturas que abrigam diversos tipos de folhagens, como alfaces e microgreens - vegetais em tamanho pequeno, colhidos em até 10 dias após o plantio, e considerados superfoods, alimentos de alto teor nutricional que trazem benefícios adicionais à saúde.
Tanta inovação fez com que a startup, em pouco tempo de existência, recebesse aporte de R$ 4 milhões da SP Ventures, Capital Lab, Grão VC e de alguns investidores anjo de renome no mercado brasileiro.
Para Rodrigo Carneiro, CEO da SMU, o sucesso da captação da Pink Farms mostra a consolidação do modelo de crowdfunding no Brasil. “Essa modalidade de investimentos amplia o acesso das startups ao smart money e proporciona oportunidades únicas para os investidores participarem mais ativamente do ecossistema de inovação de startups de alto potencial como a Pink Farms”, afirma Rodrigo.





