
Os produtores da região Sul garantiram protagonismo no número de inscritos no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). A 13ª edição da iniciativa teve 6 mil inscrições, um recorde histórico, sendo que mais da metade (58,4%) dos participantes são sojicultores sulistas. Esses números são graças ao aumento da confiabilidade do Desafio e do crescimento da área plantada de soja, entre outros fatores.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área plantada na região Sul cresceu 2,2%. Em todo o território nacional, o crescimento foi projetado em 3,6%. O CESB, assim, observou a tendência de aumento no número de inscritos acompanhando o aumento do cultivo de soja. Para o 13º Desafio CESB, foi registrado um incremento de 17,8% na participação dos produtores sulistas. O número geral de inscritos, considerando todas as regiões, cresceu cerca de 15%.
Ao longo dos anos, sojicultores do Sul vêm se destacando no número de participantes, apesar dos grandes desafios climáticos enfrentados na região. Observa-se, portanto, a contínua confiança dos produtores na proposta do CESB de auxiliar produtores e atingir novos patamares de produtividade, investindo sempre em técnicas de plantio sustentáveis e rentáveis.
Veranice Borges, coordenadora técnica do CESB, acrescenta que esse cenário sinaliza o aumento da credibilidade do Comitê. “O maior número de participantes em todas as regiões do país evidencia a confiança do produtor no seu sistema de produção, de acordo com os nossos indicadores de qualidade. Reforça que o trabalho realizado pelo CESB é bem difundido e tem incentivado sojicultores nos diversos cenários produtivos”, diz.
Em relação aos fatores que contribuem para o sucesso do cultivo, Paulo Cesar Sentelhas, membro efetivo do CESB, professor titular da Esalq/USP, pesquisador do CNPq e CTO da Agrymet, cita alguns pontos obtidos pelo produtor Eliseu José Schaedler, campeão da categoria irrigado da edição da safra 2019/2020 do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB, na edição da safra 2019/2020. "Boa estruturação do ambiente de produção; ajuste do genótipo, da população de plantas e do arranjo espacial de acordo com a realidade local; qualidade das sementes utilizadas e das práticas agrícolas, incluindo a tecnologia de aplicação; e irrigação, que evitou que a cultura sofresse com o intenso déficit hídrico que se estabeleceu na região, especialmente na fase vegetativa. Portanto, o caminho para as altas produtividades não é trivial e exige planejamento, conhecimento e trabalho árduo", observa.
O CESB é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que tem por objetivo alavancar a produtividade da soja no Brasil. O comitê é composto por 22 membros e 30 entidades patrocinadoras: Basf, Bayer, Syngenta, UPL, FMC, Jacto, Mosaic, Superbac, Corteva, Instituto Phytus, Eurochem, Compass Minerals, ATTO Adriana Sementes, Stoller, Timac Agro, Brasmax, Stara, Datafarm, Viter, Somar Serviços Agro, Ubyfol, Fortgreen, KWS, Yara, Sumitomo Chemical, Adama, Agrivalle, HO Genética, FT sementes e IBRA.
Além do tradicional Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja, o CESB realiza uma série de outras ações que visam o incremento da produtividade média da sojicultura nacional de maneira sustentável e rentável para seus participantes e sociedade. Uma destas iniciativas é o Máster em Tecnologia Agrícola (MTA Soja), primeiro curso de pós-graduação em soja. Organizado pelo CESB, em parceria com a Elevagro e a Unifeob, o curso terá conteúdo abrangente, contemplando boas práticas e altas produtividades. A previsão é que as matrículas estejam abertas já no segundo semestre deste ano. Mais informações pelo telefone: (15) 3418.2021 ou pelo site www.cesbrasil.org.br