Quinta, 04 de Março de 2021 11:46
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Tecnologia TRANSFORMAÇÃO

Painéis de palha de cana-de-açúcar desenvolvidos pelo Instituto Senai de Tecnologia em Celulose e Papel dão novo destino a resíduos do campo

Além de solucionar questão agrícola, produto pode ser utilizado em embalagens, revestimento acústico ou na construção civil, substituindo peças com madeira de reflorestamento

22/02/2021 15h13
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Por: Redação
A proposta de fabricação desses painéis também vem de encontro com a proposta de práticas sustentáveis em toda linha de produção, contribuindo com o meio ambiente e agregando valor a resíduos.
A proposta de fabricação desses painéis também vem de encontro com a proposta de práticas sustentáveis em toda linha de produção, contribuindo com o meio ambiente e agregando valor a resíduos.

Desde que a queima da palha de cana-de-açúcar foi proibida por lei, em 2002, foi necessário encontrar um novo destino para o resíduo. Pensando nisso, a equipe do Instituto Senai de Tecnologia em Celulose e Papel se uniu à Empresa Brasileira de Pellets (EBP) para resolver a questão. Ao final da pesquisa, o grupo não apenas encontrou uma solução para o problema como desenvolveu um novo produto sustentável para colocar no mercado. 

“Com o objetivo de solucionar o problema de acúmulo de palha no campo, chegamos à criação de painéis que podem ser utilizados na construção civil para substituir peças fabricadas com madeira de reflorestamento”, explica Adriane de Fátima Queji de Paula, coordenadora do IST Celulose e Papel. “Além de garantir preços mais acessíveis e utilização de resíduos causadores de danos ambientais, o produto ainda pode ser usado para outros fins, como embalagens e revestimento acústico”. 

De acordo com Roberto Felipe Gomes, engenheiro químico da EBP, a grande vantagem do produto é, sem dúvida, a questão ambiental, pois “a sua produção não requer a destinação de nenhuma nova área agrícola”. Ele conta que, ao longo da pesquisa, a partir dos volumes gerados de palha pela colheita mecanizada da cana, passaram a procurar aplicações que agregassem valor econômico e ambiental para o resíduo, sendo a fabricação dos painéis de partículas aglomeradas o projeto escolhido. “Em qualquer que seja a aplicação, construção civil ou outro, teremos como importante diferencial um produto com impacto florestal zero em relação aos painéis disponíveis atualmente”, comenta o engenheiro.

Ana Carolina Nascimento, pesquisadora do IST em Celulose e Papel, reforça os benefícios do produto para toda a cadeia produtiva e para o mercado como um todo. “A crescente demanda por madeira reflorestada por parte da indústria de papel e celulose torna estratégico o desenvolvimento desses painéis, utilizando um resíduo pouco explorado e gerado em grandes quantidades no Brasil. A proposta de fabricação desses painéis também vem de encontro com a proposta de práticas sustentáveis em toda linha de produção, contribuindo com o meio ambiente e agregando valor a resíduos, que geram impactos ambientais, além de beneficiar indiretamente a indústria sucroenergética, por ser fornecedora da matéria-prima, da caracterização ecológica do produto e do empreendimento.” Com assessoria.

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