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Lagartas atacam pasto de tifton no Paraná

Produtores relatam ataque de lagartas em pasto, o fato aconteceu nos municípios de Piraí do Sul e Castro na região dos Campos Gerais. Quando o ataque é severo somente o uso de defensivo químico pode solucionar o problema. Preventivamente pode ser feito um manejo biológico.

Por: Redação
30/01/2021 às 14h30 Atualizada em 30/01/2021 às 14h57
Lagartas atacam pasto de tifton no Paraná
Em questão de horas infestação de lagartas acabaram com a pastagem de tifton do produtor de leite no bairro da Jararaca em Piraí do Sul. Foto Toninho Anhaia.

Lagartas de várias espécies atacam pasto de tifton no Paraná, o fato aconteceu no municipio de Piraí do Sul, na região dos Campos Gerais no Paraná em diversos bairros da zona rural do municipio.

O primeiro relato foi do pequeno produtor de leite no bairro da Jararaca, Jorge Eziel Alves, ele tem um rebanho de 45 vacas em lactação e tira 500 litros de leite dias, as lagartas atacaram os dois piquetes com mais de um 1, hectare. Jorge postou um video espantado sobre o ocorrido em grupo nas redes sociais e em grupo de Whatsapp de produtores deixando o alerta. Olha o jeito que tá ficando o tifton! Para quem tem tifton e vaca prestem muita atenção, tem que fazer um controle desta praga antes que se alastre. Aqui tinha pasto, agora só tem lagarta e isso em quantia, pelo horário que estou olhando agora a noite e impressionante, olha o jeito que ta dê lagarta isso aqui. Tão comendo com uma veracidade mais que vaca!”, relata Jorge.

 
 
 
 
 
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Produtor Rural Jorge Alves, relata que mora na local há mais de 60 anos e não tinha visto algo semelhante.

O pai do produtor Jorge Alves, que mora na localidade há mais de 63 anos, conta que nunca tinha visto isso acontecer. A gente sabia que isso acontecia em soja, milho, mas no pasto eu nunca vi! Agora meu filho vai ter que respeitar um prazo de carência para que o gado retorne ao pasto e vamos ver como ele vai fazer para tratar os animais. Certamente vamos ter que comprar silagem para contornar.”, relata assustado.

O engenheiro-agrônomo e pós-graduação em agronegócios, Jorge Luiz Dutra explica que o problema acontece quando produtores de grãos não respeitam a área de refúgio no plantio transgênico. Este seria o primeiro ano que aconteceu e tem relatos do ataque nos municípios de Piraí do Sul, Castro.O pessoal esta plantando a soja transgênica resistente a lagarta e ela não tem onde comer e ataca o pasto, ou outra cultura que estiver perto e que não tenha a tecnologia contra lagarta.”, explica Jorge Luiz. 

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Ele conta que atendeu casos no municipio de Piraí do Sul na Jararaca, Sertão da Jararaca e Piraí-Mirim e em Castro no bairro Terra Nova. Em alguns destes locais aconteceu que de um dia para o outro dizimou todo o pasto.”, conta Jorge Luiz. O agrônomo relata que o ciclo da lagarta é muito rápido, por isso que em questões de horas ela faz um estrago grande. O ciclo dela é rápido em um hectare, por exemplo a voracidade dela faz com que um pé de soja, por exemplo seja exterminado em poucos dias. Portanto, no caso desta localidade e por causa da quantidade somente um defensivo químico é pode controlar. Já quanto o ataque é menor recomendamos produtos biológicos para que o pessoal não perca a pastagem, pois assim ele pode soltar o gado em cima. Já com a outra tática tem que esperar o prazo de carência que é em torno de 21 dias, para que os animais retornem.”, explica o agrônomo. 

Jorge Luiz salienta que os produtores que usam a tecnologia transgênica com resistência a lagarta devem respeitar as recomendações e observarem o refúgio. O produtor de soja, milho tem que respeitar a área de refúgio. Existe uma lei que deixa isso claro e caso fiscais da Adapar encontrem áreas assim, o produtor pode ser autuado e pagar multa. Isso é feito para respeitar o equilíbrio. ”, explica o agrônomo.

 

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