
Lagartas de várias espécies atacam pasto de tifton no Paraná, o fato aconteceu no municipio de Piraí do Sul, na região dos Campos Gerais no Paraná em diversos bairros da zona rural do municipio.
O primeiro relato foi do pequeno produtor de leite no bairro da Jararaca, Jorge Eziel Alves, ele tem um rebanho de 45 vacas em lactação e tira 500 litros de leite dias, as lagartas atacaram os dois piquetes com mais de um 1, hectare. Jorge postou um video espantado sobre o ocorrido em grupo nas redes sociais e em grupo de Whatsapp de produtores deixando o alerta. “Olha o jeito que tá ficando o tifton! Para quem tem tifton e vaca prestem muita atenção, tem que fazer um controle desta praga antes que se alastre. Aqui tinha pasto, agora só tem lagarta e isso em quantia, pelo horário que estou olhando agora a noite e impressionante, olha o jeito que ta dê lagarta isso aqui. Tão comendo com uma veracidade mais que vaca!”, relata Jorge.
O pai do produtor Jorge Alves, que mora na localidade há mais de 63 anos, conta que nunca tinha visto isso acontecer. “A gente sabia que isso acontecia em soja, milho, mas no pasto eu nunca vi! Agora meu filho vai ter que respeitar um prazo de carência para que o gado retorne ao pasto e vamos ver como ele vai fazer para tratar os animais. Certamente vamos ter que comprar silagem para contornar.”, relata assustado.
O engenheiro-agrônomo e pós-graduação em agronegócios, Jorge Luiz Dutra explica que o problema acontece quando produtores de grãos não respeitam a área de refúgio no plantio transgênico. Este seria o primeiro ano que aconteceu e tem relatos do ataque nos municípios de Piraí do Sul, Castro.“O pessoal esta plantando a soja transgênica resistente a lagarta e ela não tem onde comer e ataca o pasto, ou outra cultura que estiver perto e que não tenha a tecnologia contra lagarta.”, explica Jorge Luiz.
Ele conta que atendeu casos no municipio de Piraí do Sul na Jararaca, Sertão da Jararaca e Piraí-Mirim e em Castro no bairro Terra Nova. “Em alguns destes locais aconteceu que de um dia para o outro dizimou todo o pasto.”, conta Jorge Luiz. O agrônomo relata que o ciclo da lagarta é muito rápido, por isso que em questões de horas ela faz um estrago grande. “O ciclo dela é rápido em um hectare, por exemplo a voracidade dela faz com que um pé de soja, por exemplo seja exterminado em poucos dias. Portanto, no caso desta localidade e por causa da quantidade somente um defensivo químico é pode controlar. Já quanto o ataque é menor recomendamos produtos biológicos para que o pessoal não perca a pastagem, pois assim ele pode soltar o gado em cima. Já com a outra tática tem que esperar o prazo de carência que é em torno de 21 dias, para que os animais retornem.”, explica o agrônomo.
Jorge Luiz salienta que os produtores que usam a tecnologia transgênica com resistência a lagarta devem respeitar as recomendações e observarem o refúgio. “O produtor de soja, milho tem que respeitar a área de refúgio. Existe uma lei que deixa isso claro e caso fiscais da Adapar encontrem áreas assim, o produtor pode ser autuado e pagar multa. Isso é feito para respeitar o equilíbrio. ”, explica o agrônomo.




