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Agricultura FERRUGEM DA SOJA

Epagri desenvolve plataforma para monitorar a favorabilidade da ferrugem da soja em SC

As informações de favorabilidade climática da doença são originadas a partir de cálculos feitos com os dados das estações meteorológicas. A elas são adicionadas informações da coleta de esporos da ferrugem asiática realizada a campo.

15/01/2021 10h01
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Por: Redação
Doença é uma das principais da soja no Brasil e pode acarretar a desfolha precoce e atrapalhar a completa formação dos grãos. Foto: Marcelo Bassani
Doença é uma das principais da soja no Brasil e pode acarretar a desfolha precoce e atrapalhar a completa formação dos grãos. Foto: Marcelo Bassani

A Epagri desenvolveu uma plataforma para monitorar a favorabilidade da ferrugem da soja baseada nas condições da temperatura e umidade relativa do ar e da duração do molhamento foliar. Conhecida como ferrugem asiática e causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, esta é uma das principais doenças da cultura no Brasil, que pode acarretar a desfolha precoce e atrapalhar a completa formação dos grãos com consequente redução na produtividade. Com essas informações antecipadas, o agricultor pode tomar decisões mais assertivas e sustentáveis no campo.

As informações de favorabilidade climática da doença são originadas a partir de cálculos feitos com os dados das estações meteorológicas. A elas são adicionadas informações da coleta de esporos da ferrugem asiática realizada a campo. Esporos são pequenas estruturas que as plantas, bactérias ou fungos liberam para se reproduzirem. Se eles caírem em locais com condições apropriadas, se rompem e dão origem a novos seres. Para o desenvolvimento da ferrugem asiática é necessário que exista a planta hospedeira (soja), o esporo viável do patógeno e condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento do esporo (doença). Sem a presença de um desses fatores a doença não se manifesta.

Mapa indica a presença dos esporos da ferrugem asiática nas lavouras catarinenses

 

 

“A união das duas informações dá mais segurança aos produtores e pode levar ao manejo mais eficiente da doença, com a utilização mais equilibrada dos defensivos”, avalia o pesquisador da Epagri/Ciram Wilian da Silva Ricce. Segundo o extensionista da regional da Epagri em Canoinhas, Donato João Noernberg, a ação é desenvolvida para que a aplicação de fungicida ocorra quando realmente for necessária e não de maneira calendarizada e preventiva como vem acontecendo, fazendo que muitos agricultores apliquem cinco ou até seis vezes o fungicida durante o ciclo da cultura.

Para o pesquisador Hamilton Justino, essa iniciativa abre as portas para implementar o monitoramento para outras pragas e doenças, como por exemplo moscas da frutas, Sigatoka da bananeira e tantas outras de importância para Santa Catarina que são alvos dos trabalhos de pesquisa e de extensão da Epagri.

Todas as informações coletadas são atualizadas diariamente e estão disponíveis na plataforma Agroconnect, que é o sistema de monitoramento e difusão de avisos e alertas agrometeorológicos desenvolvido pela Epagri/Ciram.

Coleta de esporos da ferrugem da soja

Coletor de esporos instalado na região de Canoinhas. Foto: Donato Noernberg

 

O monitoramento dos esporos da ferrugem asiática vem sendo realizado em lavouras na região do Oeste de SC, Planalto Norte e Campos Novos desde setembro de 2020, quando iniciou safra a 2020/2021. Para isso foram instalados coletores de esporos por meio de uma parceria da Epagri entre os produtores, a Unoesc e a equipe de técnicos da Epagri que atuam no Projeto Soja nas referidas regiões.

 

O extensionista da Epagri de Xanxerê, Marcelo Henrique Bassani, explica que esses coletores são muito eficientes para identificar a ocorrência de esporos da ferrugem asiática. Eles foram construídos com cano de PVC (100mm) vazado e contam com uma lâmina de vidro com cola em seu interior para que sejam capturados todos os elementos que o vento carrega, como é o caso dos esporos. A cada semana as lâminas são trocadas e levadas para laboratório para verificação da existência ou não de esporos da ferrugem da soja.

Esporos de ferrugem da soja encontrados em lâmina no coletor de esporos instalado no município de Xaxim. Foto: Marcelo Bassani

 

A tecnologia foi implementada nas regiões pelos extensionistas e pesquisadores da Epagri que atuam no Projeto Soja, através de uma parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e Embrapa Soja, que há vários anos trabalham com um modelo parecido e com excelentes resultados. “Com o projeto espera-se que ao longo do tempo o número de técnicos e agricultores engajados com a tecnologia aumente de acordo com a observação dos resultados obtidos”, afirma Donato.

O monitoramento dos esporos também pode ser visualizado no Agroconnect. Ao entrar na plataforma, basta selecionar a atividade agropecuária “soja” e já estará ativa a camada “monitoramento de esporos”. Os dados serão atualizados semanalmente até a segunda quinzena de março de 2021.

Produção em Santa Catarina

Para a safra 2020/21, a estimativa da área total de soja cultivada em SC deve ultrapassar 700 mil hectares e a produção pode chegar a 2,3 mil toneladas

 

soja ganha cada vez mais espaço nas lavouras de Santa Catarina. Segundo levantamento da Epagri/Cepa, as lavouras ocupam mais de 686 mil hectares, avançando sobre as áreas antes ocupadas com milho, feijão e pastagens. A última safra catarinense registrou 2,29 milhões de toneladas colhidas. No estado, o grão é cultivado em 16.849 propriedades rurais, com a produção gerando uma receita de R$ 2,8 bilhões, representando 8,2% no Valor Bruto da Produção Agropecuária estadual. As regiões de Xanxerê, Canoinhas e Curitibanos concentram 60% da produção catarinense de soja.

Para a safra 2020/21, a estimativa da área total cultivada no estado deve ultrapassar 700 mil hectares e a produção pode chegar a 2,3 mil toneladas. Lembrando que a produtividade desta safra foi afetada pela longa e intensa estiagem em Santa Catarina.

 

Segundo Donato, a Epagri retomou as ações de acompanhamento técnico da soja em função da grande importância que a cultura vem obtendo no cenário econômico mundial, atraindo pequenos e médios agricultores. “O mercado oferece uma diversidade grande de insumos ao agricultor que, atraído por promessas de melhoria na produtividade, amplia seus custos de produção e corre o risco de que a receita obtida com a venda da oleaginosa não cubra os custos de produção.  Nosso desafio é reduzir a dependência com insumos externos mantendo o nível de produtividade da cultura e as condições ambientais”. Fonte Epagri.

 

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