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Criado o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater.

Junção de Emater, Iapar, Codapar e CPRA, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater possibilita integração nos trabalhos de pesquisa, extensão, fomento e agroecologia. Reforma busca tornar a agricultura paranaense cada vez mais competitiva.

Por: Redação Fonte: Redação
10/01/2020 às 13h35 Atualizada em 10/01/2020 às 13h48
Criado o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater.
“A essência de cada uma está preservada nessa instituição única, que fortalecerá o desenvolvimento rural do Paraná”, afirma o secretário Norberto Ortigara.

O sistema estadual de agricultura foi reestruturado com o objetivo de tornar a agropecuária paranaense cada vez mais competitiva e garantir a redução da desigualdade no meio rural. A Lei 20.121/19, sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior, autorizou a criação do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater.

O novo órgão é uma junção, a partir da incorporação do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e Centro Paranaense de Referência de Agroecologia (CPRA) pelo Instituto Agropecuário do Paraná (Iapar).

Eles deixam de existir como instituições autônomas, formando uma única entidade vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. “A essência de cada uma está preservada nessa instituição única, que fortalecerá o desenvolvimento rural do Paraná”, afirma o secretário Norberto Ortigara. A iniciativa faz parte da reforma administrativa realizada pelo governo Ratinho Junior.

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“Integrados em um mesmo corpo, será possível prestar serviço de pesquisa e experimentação agrícola, de assistência técnica e extensão rural, de fomento no meio rural e de expansão da base de agroecologia para a produção de alimentos de alta qualidade de forma mais ágil e eficiente”, completa.

INTEGRAÇÃO - O presidente do novo instituto, Natalino Avance de Souza, destacou a necessidade de se melhorar a qualidade de entrega de serviços para os agricultores e para a sociedade, particularmente nos municípios menores do Estado. “Nosso primeiro princípio é a aproximação, a integração, o fazer junto, queremos ouvir mais a sociedade”, afirmou.

O plano de ação prevê a constituição de conselhos consultivos mesorregionais e estaduais, com participação do Estado e da iniciativa privada. “Eles serão uma estrutura de governança para discutir em cada canto do Estado as necessidades, expectativas e projetos, e como materializarmos isso que a sociedade está pedindo para nós”, disse.

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Segundo Souza, uma das metas é o trabalho integrado de pesquisa, extensão, agroecologia e fomento entre os setores público e privado, com participação efetiva da área acadêmica. “O novo instituto não é só junção de entidades, é uma mudança de paradigma”, ressaltou. “Estamos trazendo para o instituto a pesquisa aplicada, feita na propriedade do agricultor que recebe assistência técnica da Emater e que agora vai receber assistência técnica do instituto, composto por pesquisadores e por extensionista, cada um fazendo o seu papel.” Além do impulso que a união de forças dará às inovações técnico-científicas no meio rural.

De acordo o presidente do novo instituto, o Paraná é o principal Estado agrícola do Brasil, tem produção excelente, mas ainda comporta muitos desequilíbrios, com pobreza no campo, erosão voltando a afligir os agricultores e constantes críticas em razão do uso excessivo de agrotóxico. “Nós estamos nascendo nesse signo, precisamos nos ocupar com isso”, acentuou. “Temos a grande oportunidade de redesenhar a forma de contribuir para solidificar ainda mais a agricultura do Paraná.”

PESSOAL - A legislação estabelece que a sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná ficará em Curitiba e as diretorias com atribuições ligadas à área de pesquisa e inovação, integração institucional e gestão de negócios, em Londrina. A entidade inicia os trabalhos com 1817 funcionários.

Há previsão de ampliação do quadro a partir do lançamento de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para servidores celetistas, abrindo-se a possibilidade para a contratação de pesquisadores e extensionistas. Segundo o presidente do órgão, a economia inicial com a unificação das quatro entidades é de 40% nos cargos em comissão e de 28% em despesas. Fonte Aen.

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