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Quedas de energia no campo: Copel apresenta plano para melhorar fornecimento de energia rural em Castro e região

Durante encontro com produtores no Sindicato Rural de Castro, a Copel apresentou um plano de ação para reduzir as quedas de energia na área rural dos Campos Gerais, problema que tem causado prejuízos à produção de aves, suínos e leite.

Por: Redação Fonte: Toninho Anhaia
11/03/2026 às 17h12
Quedas de energia no campo: Copel apresenta plano para melhorar fornecimento de energia rural em Castro e região
Representantes da Copel apresentaram plano de ação para melhorar o fornecimento de energia elétrica na área rural durante reunião com produtores no Sindicato Rural de Castro. Crédito da Foto: Toninho Anhaia

Como resolver as quedas de energia na área rural dos Campos Gerais? Essa foi a principal pergunta debatida nesta quarta-feira (11) durante o encontro “Café com Produtores”, realizado no Sindicato Rural de Castro, no Paraná. A reunião reuniu produtores, lideranças políticas, representantes de cooperativas e dirigentes da Copel (Companhia Paranaense de Energia) para discutir os prejuízos causados pelas constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica no campo.

O encontro contou com a presença de representantes dos Sindicatos Rurais de Castro, Piraí do Sul, Carambeí e Tibagi, além de cooperativas como Castrolanda, UniCastro e Cooperovos, e da Associação dos Avicultores dos Campos Gerais. O objetivo foi apresentar um plano de ação da Copel com medidas concretas e prazos para melhorar o atendimento e reduzir falhas que, segundo os produtores, já provocaram mortalidade de animais, queima de equipamentos e prejuízos financeiros significativos.

Durante a reunião, a companhia apresentou um conjunto de ações que inclui reforço de equipes, melhoria na comunicação com produtores, investimentos em manutenção e novos canais de atendimento exclusivos para o agro.

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Copel anuncia canal exclusivo para o agro

Durante a apresentação, o gerente executivo da região Centro-Sul da Copel, Rodrigo Marcassini Rezende, detalhou algumas das principais medidas que serão adotadas para melhorar o atendimento ao setor rural.

Uma das iniciativas é a criação do Copel Agro, um canal de comunicação exclusivo para produtores rurais.

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“A Copel está criando um canal de comunicação específico para que o produtor possa entrar em contato diretamente com pessoas. Ou seja, não será um atendimento por inteligência artificial ou robô. Teremos especialistas disponíveis para atender o produtor e buscar melhorar a qualidade do atendimento”, explicou.

Outra ação anunciada pela empresa é o reforço das equipes de campo. “A Copel pretende colocar mais de 200 eletricistas ainda este ano para melhorar o atendimento na rede no Paraná. Aqui na região de Castro, Tibagi, Carambeí e Piraí do Sul também estamos criando uma estratégia para ter uma comunicação mais direta com o produtor”, afirmou.

Marcassini também destacou a importância de os produtores manterem seus cadastros atualizados na empresa, o que permite identificar propriedades rurais que dependem diretamente da energia para suas atividades produtivas.

“Se o cliente não está cadastrado como produtor rural, o sistema não identifica que aquela propriedade precisa de um atendimento prioritário. Com o cadastro atualizado, o sistema entende que é um produtor e garante um atendimento diferenciado, que chamamos de atendimento VIP”, explicou.


Sindicato Rural cobra resultados práticos

O presidente do Sindicato Rural de Castro, Eduardo Medeiros Gomes, destacou que a presença de representantes da empresa demonstra que o problema ganhou prioridade, mas reforçou que o setor produtivo continuará acompanhando de perto a implementação das soluções.

Segundo ele, a expectativa agora é que as medidas anunciadas tragam resultados concretos para os produtores.

“Tivemos aqui o superintendente regional da Copel, o gerente regional e o pessoal de relações com o governo. Isso representa a importância que foi dada ao evento. Eles trouxeram uma programação de melhorias e afirmaram que, a partir de 4 de abril, haverá um funcionamento diferenciado no relacionamento e na agilidade no atendimento das demandas”, afirmou Eduardo.

O presidente do sindicato explicou que o principal interesse do setor produtivo é verificar se as mudanças realmente reduzirão os prejuízos causados pelas interrupções no fornecimento. “O que nós queremos saber é se isso realmente vai reduzir o prejuízo que a comunidade está tendo. Eles falaram em investimentos, contratação de pessoal e novos canais de atendimento. Tudo isso será acompanhado de perto”, destacou.

Ele também ressaltou que já existe a proposta de uma nova reunião em maio, quando produtores e autoridades deverão avaliar se o plano de ação está funcionando na prática.

Prefeitura reforça importância do diálogo

O prefeito de Castro, Reinaldo Cardoso, também participou do encontro e ressaltou que o diálogo entre produtores e concessionária é fundamental para resolver os problemas de fornecimento de energia na região.

Segundo ele, a reunião representa um avanço importante nas discussões iniciadas na semana anterior. “Foi uma atitude muito boa do sindicato. Tivemos a primeira reunião na semana passada e agora a Copel trouxe uma série de informações e um projeto para melhorar o atendimento aos produtores”, disse.

O prefeito destacou ainda que o setor agropecuário depende diretamente da estabilidade no fornecimento de energia. “O sindicato está de parabéns, os produtores também. A Copel trouxe uma resposta real daquilo que pode ser feito e esperamos que a situação melhore. O resultado deve ser um atendimento melhor aos produtores na área de energia elétrica”, afirmou.

Preocupação no setor avícola

Entre os setores mais impactados pelas quedas de energia está a avicultura, atividade fortemente presente na região dos Campos Gerais.

O presidente da Associação dos Avicultores dos Campos Gerais, Carlos Bonfim, afirmou que as falhas no fornecimento podem gerar grandes prejuízos, especialmente em períodos de clima mais rigoroso. “A reunião foi muito importante. Já tivemos um encontro na semana passada e agora tivemos o planejamento da Copel para melhorar a distribuição de energia na região”, comentou.

Ele explica que os produtores observam a situação com preocupação, mas com esperança de que as medidas anunciadas tragam resultados.

“A gente espera que, se houver falta de energia, que seja por pouco tempo e que o problema seja resolvido rapidamente. No verão tivemos prejuízos e também nos preocupamos com o inverno, que é uma época crítica para a criação de frango de corte”, alertou.

Produtores aguardam melhorias e respostas sobre ressarcimento

O produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Piraí do Sul,  Luiz Fernando Tonon destacou que o encontro foi importante para cobrar respostas da companhia e apresentar a realidade enfrentada pelos agricultores.

Segundo ele, apesar de algumas divergências nos dados apresentados, o novo canal de comunicação voltado ao agro pode representar um avanço importante.

“Eles trouxeram alguns dados que não condizem com a realidade, mas o plano tem uma proposta interessante, que é o canal específico para o agro. Esse pode ser um ponto decisivo para nós produtores, porque teremos uma ligação direta com a Copel”, avaliou.

Tonon também levantou a questão do ressarcimento de prejuízos, tema que ainda deverá ser discutido. “Questionei sobre o ressarcimento pelos prejuízos e eles ficaram de dar uma resposta em cerca de dez dias sobre como isso vai funcionar”, disse.

Próximos passos

Ao final da reunião, produtores e representantes da Copel concordaram na importância de manter o diálogo aberto e realizar novos encontros para acompanhar a evolução das ações anunciadas.

A expectativa do setor agropecuário é que as medidas apresentadas, como reforço das equipes, melhoria na comunicação e atendimento prioritário para produtores, tragam mais segurança energética para a região, considerada uma das mais importantes áreas de produção agropecuária do Paraná.

Para os produtores, a confiabilidade no fornecimento de energia é essencial para garantir a continuidade das atividades e evitar prejuízos em cadeias produtivas que dependem de funcionamento contínuo de equipamentos e sistemas automatizados.

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