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Produção da soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Projeções indicam uma safra histórica da soja, impulsionada por condições climáticas favoráveis -

Por: Redação Fonte: IBGE/Sabrina Pirrho
13/02/2026 às 07h01
Produção da soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026
Projeções indicam uma safra histórica da soja, impulsionada por condições climáticas favoráveis - Foto: Jaelson Lucas/AEN

A estimativa em janeiro da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 342,7 milhões de toneladas, com previsão de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano. O resultado é 1,0% menor que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas), uma queda de 3,4 milhões de toneladas. Em relação a dezembro de 2025, houve aumento de 2,8 milhões de toneladas (0,8%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (12) pelo IBGE.

O gerente do LSPA, Carlos Barradas, destaca o desempenho da soja. “A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 está aproximando-se do recorde da safra de 2025, estando turbinada pela produção da soja, que é recorde da série histórica do IBGE. Até o momento, as condições climáticas estão beneficiando as lavouras da primeira safra”.

O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a soja teve um aumento de 3,9% na estimativa da produção (172,5 milhões de toneladas), seguida pelo feijão, com 0,9%. As quedas foram no algodão herbáceo (em caroço) de -11,0%; no arroz em casca com -7,9%; no milho com -5,6%; no sorgo de -13,9%; e no trigo de -1,0%.

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Já na área a ser colhida, houve aumentos de 0,5% na da soja; de 2,2% na do milho (aumentos de 9,3% no milho 1ª safra e de 0,5% no milho 2ª safra) e de 0,9% na do trigo, ocorrendo declínios de 6,2% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 5,9% na do arroz em casca; de 1,4% na do feijão e de 2,9% na do sorgo.

Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos

A grande região que liderou o volume de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a Centro-Oeste com 167,5 milhões de toneladas (48,9%). Em seguida, Sul, com 95,3 milhões de toneladas (27,8%); Sudeste, com 30,2 milhões de toneladas (8,8%); Nordeste, com 28,2 milhões de toneladas (8,2%); e Norte, com 21,5 milhões de toneladas (6,3%). A estimativa da produção apresentou variação anual positiva para a Região Sul (10,4%) e a Nordeste (1,8%), e negativas para a Centro-Oeste (-6,2%), a Sudeste (-2,9%) e a Norte (-3,7%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Região Sul (0,2%), a Norte (0,5%) e a Centro-Oeste (1,6%). A Sudeste apresentou estabilidade (-0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,4%).

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O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos entre as unidades da federação, com participação de 30,3%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,6% do total.

Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 172,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% em relação ao 3º prognóstico e 3,9% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Estima-se que a produção brasileira tenha um incremento de 3,4% no rendimento médio anual, alcançando 3 598 kg/ha (60 sacas/ha), contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 48,0 milhões de hectares, o que representa um aumento de 0,5% no ano (222,6 mil hectares), seguindo em ritmo de plena expansão, mesmo com os preços da commodity em patamares abaixo do desejado pelos produtores. As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do país, e pela expansão da área plantada.

O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 48,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação ao 3º prognóstico, porém, declínio de 3,3% em relação ao volume colhido no ano anterior. Goiás deve totalizar uma produção de 19,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,3% em relação ao 3º prognóstico, e declínio de 5,8% em relação ao volume colhido em 2025, com crescimento de 0,5% na área plantada e declínio de 6,3% no rendimento médio. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,0 milhões de toneladas, aumento de 14,0% em relação ao volume colhido em 2025. O Paraná, com uma produção de 22,2 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do país, com crescimentos de 0,3%, em relação ao 3º prognóstico, e de 3,9%, em relação ao volume colhido em 2025. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 21,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 55,4% em relação ao volume colhido no ano anterior, com o rendimento médio devendo aumentar 57,5% e a área plantada, declinar 1,4%. Em 2025, a produção gaúcha foi prejudicada pelo clima por causa da falta de chuvas durante o ciclo da cultura, o que faz da safra de 2026, uma recuperação.

Sobre o LSPA

Implantado em novembro de 1972, o LSPA fornece estimativas mensais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento médio dos produtos agrícolas mais importantes. O levantamento permite acompanhamento de cada cultura investigada, desde a intenção de plantio até o final da colheita e, ainda, o prognóstico da próxima safra, com base em levantamentos específicos em outubro, novembro e dezembro. Acesse os dados no Sidra. A próxima divulgação do LSPA, referente a fevereiro de 2026, será em 13 de março.

 
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