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Agência de Inovação de UEPG vai incubar startups que trabalham com fungos e tilápias

A Agipi oferece às empresas incubadas um conjunto de serviços voltados ao fortalecimento e à consolidação dos negócios, como infraestrutura física e compartilhada, apoio ao planejamento e acompanhamento do desenvolvimento dos negócios, além de capacitações, assessorias e consultorias nas áreas de empreendedorismo, tecnologia, mercado, capital e gestão.

Por: Redação Fonte: AEN
23/01/2026 às 09h53
Agência de Inovação de UEPG vai incubar startups que trabalham com fungos e tilápias
Agência de Inovação de UEPG vai incubar startups que trabalham com fungos e tilápias Foto: Aline Jasper/UEPG

A Agência de Inovação e Propriedade Intelectual da UEPG (Agipi) terá novas empresas incubadas EM 2026. As startups Cicatripep e Muush passaram por avaliação e vão receber o apoio da Incubadora de Projetos Tecnológicos (Inprotec) em projetos inovadores e no desenvolvimento de seus empreendimentos.

A Agipi oferece às empresas incubadas um conjunto de serviços voltados ao fortalecimento e à consolidação dos negócios, como infraestrutura física e compartilhada, apoio ao planejamento e acompanhamento do desenvolvimento dos negócios, além de capacitações, assessorias e consultorias nas áreas de empreendedorismo, tecnologia, mercado, capital e gestão. Também atua como ponte com instituições de ensino e pesquisa, pesquisadores e especialistas e apoia a elaboração de projetos para captação de recursos junto a agências de fomento e investidores.

“Estamos muito felizes por receber duas novas empresas que estão tentando se viabilizar para ir ao mercado de produtos inovadores”, enfatiza o vice-reitor da UEPG e membro da banca de avaliação, professor Ivo Mottin Demiate. “Uma empresa que trabalha com materiais alternativos e ecológicos, biodegradáveis, sustentáveis a partir de fungos, a Muush; e um outro projeto muito interessante na área de saúde animal, em um primeiro momento, mas que também pode ser expandida para a saúde humana, que é um gel cicatrizante à base de subproduto da tilápia, a Cicatripep”.

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“O processo de avaliação das potenciais startups significa que a aplicação do planejamento estratégico da Inprotec da Agipi, com vistas a consistir o processo de inovação, empreendedorismo e tecnologia da universidade em relação à comunidade e empresas, está em pleno andamento, pois cada uma, em que pese tenham vieses diferentes em princípio, poderão atuar em parceria, não só entre si, como também com outras áreas”, destaca o chefe da Incubadora de Projetos Tecnológicos, Carlos Ubiratan da Costa Schier.

Em nível avançado no processo de incubação, as empresas avaliadas ampliam a carteira de startups da Agipi e contribuem para a qualificação da Agência para obter certificações Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos) nos níveis 2, 3 e 4, além de ampliar sua evidência e importância no ecossistema de inovação e empreendedorismo na cidade, região e mesmo em nível estadual.

“Ambas fazem parte do esforço da equipe da Agipi em tornar a agência uma das referências na parceria da universidade com as políticas públicas do Estado em integração com o mercado na busca dos melhores resultados possíveis, tanto em termos de desenvolvimento econômico-social, quanto em soluções para aplicação efetiva na vida das pessoas e empresas”, complementa Schier.

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Além das duas startups que entrarão no rol da Agipi, são cinco empreendimentos incubados atualmente: Blue Rise, Breven Law, Expurgos, Peplus e Virtwell. A agência também presta apoio a modelos de negócios ou projetos e encaminha para pré-incubação no Centro de Educação Empreendedora (CEE).

CICATRIPEP – O potencial já é reconhecido: o projeto que deu origem à Cicatripep já participou do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), do Governo do Paraná, no qual foi um dos projetos premiados.  Agora, o objetivo é partir da pesquisa científica para a aplicação comercial. “Nosso interesse em procurar a Agipi é a gente tirar do balcão do laboratório e ter esse olhar e experiência mais comercial para nos ajudar a alavancar nosso projeto de uma escala mais acadêmica para uma escala mais comercial”, conta o professor Flávio Luís Beltrame.

O sucesso do produto também pode gerar um incentivo maior à pesquisa e incitar novos projetos, melhorias e testagens cada vez mais rápidas, além de potencializar a conquista de bolsas para pesquisadores. “É empolgante ver que um produto de pesquisa, de dentro do laboratório, pode chegar no mercado e, mais do que isso, ajudar pessoas e animais, no nosso caso. Isso é muito enriquecedor e satisfatório. Eu acho que isso é o objetivo principal”, complementa.

MUUSH – Parece couro, mas não é. É muush – um biotecido à base de micélio, uma alternativa de material ecológico que pode revolucionar o mundo da moda. A startup surgiu a partir de pesquisas na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Ponta Grossa, que originaram diferentes produtos à base de fungos. “Eu não vejo sentido em você desenvolver uma empresa, produtos, alternativas, e deixar fechado em quatro paredes dentro das universidades”, enfatiza Antonio Carlos de Francisco, o professor Tico, um dos fundadores da Muush.

Para ele, o diferencial das startups incubadas em um ambiente de inovação como a Agipi é de potencializar soluções inteligentes. “Imagine quantas ideias boas nós temos aqui que ficam no papel e que a gente pode tentar colocar para frente. Essa é uma preocupação nossa, de fazer com que isso chegue ao mercado, que melhore a qualidade de vida das pessoas”, afirma.

Para o período de incubação, a expectativa é de muita interação com o ambiente universitário e com diversos cursos da UEPG. “A gente pretende usar todas as áreas de sinergia que nós temos com a universidade e, se for possível, até ampliar, porque a gente não tá pensando só num produto, a gente tá pensando num conjunto de produtos que atendam diversos segmentos e que possam melhorar a vida da sociedade”, finaliza.

 

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