Quinta, 02 de Julho de 2026
14°C 23°C
Castro, PR
Publicidade

Insumos biológicos: a arma silenciosa para controlar doenças foliares em soja

Tecnologia ganha espaço nas fazendas brasileiras ao proteger a fotossíntese, reduzir perdas e prolongar a vida útil dos fungicidas químicos

Por: Redação
29/12/2025 às 10h35
Insumos biológicos: a arma silenciosa para controlar doenças foliares em soja
Insumos biológicos: a arma silenciosa para controlar doenças foliares em soja

O avanço das doenças foliares tem se tornado um dos principais desafios do sojicultor brasileiro nas últimas safras. O clima tropical, associado ao aumento da intensidade dos sistemas produtivos e à evolução dos patógenos, tem ampliado a ocorrência de manchas, lesões e perda de área fotossintética em praticamente todas as regiões agrícolas do país. Nesse cenário, os insumos biológicos surgem como uma tecnologia estratégica e extremamente eficaz para proteger a lavoura, preservar a produtividade e tornar o manejo mais sustentável.

Segundo Renan Quisini, Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, doenças como Mancha-Alvo, Septoriose, Cercosporiose, Antracnose e Ferrugem Asiática compõem hoje um complexo patogênico de alto impacto agronômico. Somadas, elas podem provocar perdas superiores a 90% quando não controladas adequadamente.

“Essa maior agressividade é resultado direto das condições climáticas brasileiras, caracterizadas por temperaturas elevadas, alta umidade relativa do ar e disponibilidade contínua de hospedeiros. Além disso, a intensificação dos sistemas soja–milho, soja–algodão e soja–feijão, bem como a presença de plantas voluntárias durante a entressafra, aumenta o volume de inóculo e acelera o processo de contaminação das lavouras. O adensamento das plantações, muito comum em regiões como o Cerrado e o Sul, também favorece a formação de microclimas propícios ao desenvolvimento de fungos como Cercospora, Corynespora e Phakopsora, reforçando a necessidade de estratégias de manejo cada vez mais sofisticadas”, explica o especialista.

Continua após a publicidade
Anúncio

Nesse contexto, os insumos biológicos têm ganhado protagonismo por sua capacidade de proteger a área foliar e garantir a fotossíntese, mesmo sob alta pressão de doenças. Esses produtos atuam por meio de mecanismos complementares que, somados, oferecem uma proteção mais robusta à cultura. A colonização da superfície foliar impede a germinação e penetração de esporos, enquanto a produção de metabólitos antimicrobianos, como lipopeptídeos e antibióticos naturais, atua de forma direta contra os patógenos, inibindo seu crescimento ainda na fase inicial. De forma simultânea, a planta passa a ativar suas próprias rotas internas de defesa, produzindo compostos naturais que fortalecem suas estruturas e reduzem a severidade das infecções.

Embora possam auxiliar a frear o avanço de doenças já instaladas, os biológicos demonstram desempenho muito superior quando utilizados de maneira preventiva, pois precisam de tempo para colonizar o filoplano e desencadear a resposta de defesa da planta. Aplicados antes da chegada do patógeno, criam um ambiente hostil ao fungo e conferem proteção duradoura, o que se torna ainda mais valioso em cenários de instabilidade climática.

Outro ponto fundamental destacado por Quisini é o papel dos biológicos na longevidade dos fungicidas químicos. “Patógenos foliares evoluem rapidamente e o uso contínuo de moléculas sítio-específicas aumenta o risco de seleção de resistência. Como os biofungicidas atuam por múltiplos mecanismos simultâneos, torna-se extremamente difícil para o fungo desenvolver resistência a todos eles. Quando utilizados em conjunto com os químicos, o produtor consegue reduzir a pressão seletiva e manter a eficácia das moléculas por mais tempo. Enquanto o fungicida químico garante ação de choque e efeito curativo, o biológico impede o novo estabelecimento do patógeno e fortalece a resposta interna da planta. Esse equilíbrio amplia o controle e torna o manejo mais eficiente e sustentável”, destaca Renan.

Continua após a publicidade
Anúncio

A escolha de um biofungicida eficaz, porém, exige atenção. O registro no MAPA é o primeiro critério a ser observado, pois garante que o produto passou por todas as etapas regulatórias. Também é essencial verificar a comprovação de eficiência para os principais alvos foliares, as características da formulação e a compatibilidade com fungicidas, inseticidas e nutrientes aplicados à mistura. Nos últimos anos, os avanços em pesquisa permitiram selecionar microrganismos mais resilientes às variações ambientais, o que assegura desempenho consistente em regiões tão distintas quanto Mato Grosso, Paraná e Goiás.

Com a crescente pressão de doenças e a demanda por práticas mais sustentáveis, os insumos biológicos deixaram de ser apenas uma tendência e se consolidam como uma ferramenta indispensável no manejo da soja moderna. Silenciosos na ação, mas extremamente eficientes nos resultados, eles preservam a área foliar, reduzem perdas, prolongam a vida útil dos fungicidas e contribuem para a produtividade em diferentes cenários climáticos. Para Quisini, essa é uma das decisões estratégicas mais importantes para o produtor que busca manter competitividade e estabilidade produtiva. “Os biológicos elevam o patamar de controle, reforçam a saúde da planta e ajudam o agricultor brasileiro a seguir avançando com responsabilidade e eficiência”, conclui

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
CALCÁRIO Há 15 horas

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

Dados constam no Informe Mineral 03/2026, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra. No ano passado, foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com destaque para substâncias usadas na fabricação de cimento, cal e corretivo agrícola.

IDR-Paraná prepara quatro novas cultivares para fortalecer a fruticultura paranaense Foto: IDR
FRUTAS Há 3 dias

IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado

As novas cultivares (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor.

Concurso revela que capacitação e assistência técnica são essenciais para diminuir perdas na colheita da soja Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
ASSITÊNCIA TÉCNICA Há 5 dias

Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Piraí do Sul - PR
Agricultura Há 6 dias

Piraí do Sul realiza recolhimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos em parceria com a ADINP

A iniciativa reforça o compromisso com a preservação ambiental e o cumprimento da legislação, oferecendo aos produtores rurais uma altern...

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos
PORTFÓLIO Há 7 dias

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos

Com investimentos crescentes em pesquisa, lançamento de novas cultivares e foco em produtividade, a SEEDCORP|HO projeta dobrar a comercialização de sementes de soja até 2031, alcançando 5 milhões de sacos vendidos e faturamento de R$ 1 bilhão.

Castro, PR
14°
Tempo limpo
Mín. 14° Máx. 23°
14° Sensação
1.7 km/h Vento
88% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h05 Nascer do sol
17h42 Pôr do sol
Sexta
19° 14°
Sábado
16° 12°
Domingo
20° 11°
Segunda
20° 12°
Terça
17° 12°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,21 +0,00%
Euro
R$ 5,93 +0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 332,300,79 -0,20%
Ibovespa
171,688,61 pts -0.2%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade