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IAT orienta a população sobre os cuidados com animais silvestres nas estradas

Dirigir com prudência respeitando os limites de velocidade é algo essencial e, ao avistar um animal na pista, a recomendação principal é manter a calma e reduzir a velocidade de forma segura. Se o animal estiver ferido, a orientação é entrar em contato o mais rápido possível com um órgão ambiental e, em hipótese alguma, tocar ou se aproximar da espécie.

Por: Redação Fonte: AEN
18/12/2025 às 09h35
IAT orienta a população sobre os cuidados com animais silvestres nas estradas
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Com a chegada da temporada de verão, o movimento nas rodovias aumenta consideravelmente. Na mesma proporção, é necessário redobrar a atenção em relação aos animais silvestres, que ficam muito vulneráveis a situações como atropelamentos ao cruzar as vias de trânsito. Pensando nisso, o Instituto Água e Terra (IAT) preparou recomendações para que quem for pegar a estrada trafegar com segurança, sem prejudicar a fauna silvestre. São dicas simples, mas que podem salvar a vida de um animal se forem aplicadas corretamente.

“A presença de animais silvestres nas estradas é um indicativo da riqueza ambiental do entorno, e que deve ser protegida por todos. A convivência segura entre pessoas e fauna depende de atitudes individuais e coletivas. Viajar com atenção, respeito e consciência ambiental é uma escolha que protege vidas humanas e preserva a riqueza natural dos nossos caminhos”, explica a médica veterinária da Gerência de Biodiversidade do IAT, Letícia Koproski.

Dirigir com prudência é essencial para evitar incidentes, respeitando os limites de velocidade e mantendo uma atenção redobrada no trânsito, especialmente nas redondezas de áreas preservadas, como nas rodovias próximas de parques estaduais, Unidades de Conservação, rios e áreas de mata. Esses locais servem como rotas de deslocamento para animais silvestres.

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Outro cuidado geral é optar por viajar durante o dia, quando a visibilidade é maior e animais de grande porte não estão tão ativos, minimizando assim as chances de atropelamento. Além disso, um comportamento essencial é não descartar lixo ou restos de comida nas margens das rodovias. Os resíduos atraem animais silvestres, aumentando significativamente o risco de incidentes.

Se um animal estiver na pista, a recomendação principal é manter a calma e reduzir a velocidade de forma segura. Nunca desvie bruscamente em alta velocidade, já que essa situação pode resultar na perda de controle do veículo. Caso seja necessário parar para permitir a travessia do animal, faça isso somente no acostamento, com o pisca-alerta ligado e atenção redobrada ao tráfego.

Ao se deparar com um animal ferido, pedir ajuda o mais rápido possível é o melhor caminho para garantir um resgate seguro. É recomendado entrar em contato com a concessionária responsável pela rodovia, a Polícia Militar do Paraná, a Polícia Rodoviária Federal ou o IAT, e informar de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal.

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Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento. Se estiver em uma situação segura, tirar fotos da situação e enviar ao órgão ambiental competente também ajuda no processo.

Letícia acrescenta que além de ajudarem no resgate da fauna, as denúncias dos incidentes contribuem para a proteção dos animais no longo prazo. “O registro dessas ocorrências é fundamental, pois auxilia no planejamento de medidas de mitigação, como sinalização adequada, instalação de passagens de fauna e outras ações preventivas”, destaca.

A veterinária também alerta que ao encontrar um animal silvestre vivo ou morto, não se deve em hipótese alguma tocar, se aproximar ou tentar resgatá-lo, já que eles podem transmitir zoonoses ou reagir de forma defensiva quando estressados ou feridos. O cuidado deve ser redobrado com serpentes.

“Também não se deve levar o animal para casa ou para qualquer outro local. Essa prática é ilegal e pode agravar o estado do animal, além de colocar pessoas em risco”, explica a veterinária

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