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Sindicato Rural de Castro defende que Maltearia de Intercooperação seja em Castro.

Intercooperação entre a Frísia, Capal, Castrolanda, Agrária e Bom Jesus, pretende construir uma maltaria na região dos Campos Gerais. Sindicato Rural de Castro defende que Castro deva receber o investimento, por questões de infraestrutura e produção.

Por: Redação Fonte: Redação
14/12/2020 às 18h11 Atualizada em 14/12/2020 às 20h27
Sindicato Rural de Castro defende que Maltearia de Intercooperação seja em Castro.
O Paraná é o maior produtor de cevada do Brasil, tendo 8 entre os 10 maiores produtores em território nacional. Foto Toninho Anhaia

Sindicato Rural de Castro defende que maltaria e outros investimentos industriais do agro a exemplo de uma indústria da Nissin Foods, fabricante de marcas como Miojo Lámen e Cup Noodles, sejam construídos em Castro. O investimento, para a industrialização da cevada, será feito através de uma parceria, da intercooperação entre a Frísia, Capal, Castrolanda, Agrária e Bom Jesus. Já fabricante de macarrão instantâneo já sinalizou conversa com o Governo do Estado para construção da unidade no Paraná.

A princípio a conversa é que as instalações da unidade sejam em Ponta Grossa, porém, o Sindicato Rural de Castro, defende que Castro, recebam os investimentos e explica qual a razão.

O presidente do Sindicato Rural de Castro, Eduardo Medeiros, afirma que o município possui mão de obra, malha viária e a região possui uma ótima produção de inverno que pode ser migrada para cevada, além de ter boas safras de trigo. "Castro é o melhor lugar para essa industria. Isso, porque do ponto vista de desenvolvimento regional, ou seja, o item que condiciona o acesso do empreendimento ao programa Paraná Competitivo, o nosso distrito industrial está na fronteira da região com menor IDH do estado. O Vale do Ribeira que abrange, entre outros, os municípios de Itaperuçu, Cerro Azul e Dr Ulisses. Ali, já temos os nossos distritos de Socavão e Abapan, e o empreendimento pode causar forte impacto positivo na melhoria de emprego e renda para toda a região.", argumenta Eduardo. Ele levanta que outro ponto de vista é a produção e estrutura da região. 

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"Do ponto de vista de custo para a empresa as áreas de Castro são mais baratas e a infraestrutura já existente. Já está programado nesta região o contorno norte e o contorno sul de Castro, o que favorecem o empreendimento que estará no centro de uma região produtora de lavouras de inverno com potencial para migrar para a cultura de cevada, fazendo assim, um novo distrito industrial do agro.”, destaca Eduardo Medeiros.

Colheita de cevada na região de Piraí da Serra - Foto Toninho Anhaia.

 

Sobre a cevada 

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O Paraná é o maior produtor de cevada do Brasil, tendo 8 entre os 10 maiores produtores em território nacional. Nos Campos Gerais, em 2019, os municípios maiores produtores foram Ponta Grossa (área de 4,5 mil hectares), Palmeira (2,4 mil), Tibagi (2,3 mil) e Ipiranga (2 mil). Em Ponta Grossa foram colhidos 17 mil toneladas, rendendo um VBP de R$ 16,8 milhões. 

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