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Cevada brasileira caminha para safra recorde impulsionada por manejo eficiente

Cultura se fortalece no Paraná com investimentos no controle do azevém, garantindo produtividade e qualidade dos grãos na safra 2025

Por: Redação Fonte: Com assessoria
14/11/2025 às 10h05
Cevada brasileira caminha para safra recorde impulsionada por manejo eficiente
Cevada brasileira caminha para safra recorde impulsionada por manejo eficiente. Foto divulgação

A colheita da cevada brasileira já está em andamento e as projeções indicam mais uma safra histórica em 2025. As condições climáticas favoráveis, desenvolvimento genético e os avanços no manejo, especialmente no controle de plantas daninhas, e o fortalecimento das cooperativas consolidam o Paraná como o principal polo do cultivo. De acordo com estimativas do Departamento de Economia Rural (Deral), a produção deve atingir 423 mil toneladas, volume 43% superior às 296 mil toneladas colhidas em 2024, o que confirma a tendência de crescimento expressivo no Estado nos últimos anos. A área cultivada também aumentou 20%, alcançando 96,9 mil hectares, ante os 80,5 mil hectares registrados em 2024. Outro destaque é a produtividade medida de 4.600 kg por hectare, o que representa 35% da produção nacional de malte.

Na cevada destinada à maltagem, a qualidade do cereal é determinante para definir uma boa safra. O grão deve apresentar germinação acima de 92%, umidade máxima de 13%, teor proteico entre 9% e 12% e até 5% de grãos avariados.

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente Comercial Distrital da IHARA, Alesandro Pagnoncelli, o avanço da cevada representa uma conquista para o agronegócio brasileiro. “A cultura é hoje uma alternativa rentável e estratégica para o produtor, especialmente em sistemas diversificados, com alto potencial de retorno e sustentabilidade agronômica”, explica Pagnoncelli.

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Apesar desse otimismo, o setor ainda enfrenta desafios agronômicos. Um dos principais é o controle do azevém (Lolium multiflorum), planta daninha que afeta diretamente a produtividade e a qualidade dos grãos. “Estima-se que a perda de produtividade pode chegar a 14 kg para cada planta de azevém encontrada por metro quadrado. A preocupação aumenta pela dificuldade de controle e pelo potencial da planta em hospedar doenças. Quando não manejada adequadamente, pode comprometer culturas subsequentes e a qualidade do ciclo seguinte da cevada”, reforça o gerente Comercial Distrital da IHARA.

Estratégias devem ser adotadas para o próximo ciclo da cevada

Diante desse cenário e da crescente resistência às moléculas tradicionais, a IHARA conduziu, em parceria com a Cooperativa Agroindustrial Bom Jesus, um experimento de campo em Balsa Nova (PR) para avaliar diferentes estratégias de manejo, principalmente com herbicidas pré-emergentes. O estudo foi conduzido em lavouras infestadas por azevém, e os melhores resultados foram obtidos com YAMATO SC. Quando aplicado dois dias antes da semeadura, o produto apresentou a maior produtividade média de 133 sacas por hectare, 17 sacas a mais em comparação à área infestada, comprovando o impacto positivo do controle preventivo do azevém.

Testes realizados pela Fundação Agropecuária de Pesquisa Agrária (FAPA) também comprovaram a eficiência do YAMATO SC, que alcançou 100% de controle do azevém e apresentou baixo nível de fitotoxicidade, com aplicação um dia após a semeadura, superando os concorrentes.

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De acordo com o engenheiro agrônomo e administrador técnico de vendas da IHARA, Rodolfo Caetano Gomes, os resultados confirmam a importância de um manejo preventivo. “O uso de herbicidas pré-emergentes, como o Yamato SC, é determinante para garantir o arranque da cultura no limpo. Esse início livre de matocompetição faz toda a diferença na formação do estande e no resultado final da lavoura”, afirma Gomes.

Inovação e manejo integrado elevam produtividade

Além do YAMATO SC, a IHARA também oferece soluções complementares que fortalecem o manejo integrado da cevada. O FUSÃO EC, fungicida preventivo de rápida absorção, oferece proteção eficiente contra manchas foliares e oídio, doenças que comprometem o vigor e a qualidade dos grãos.

“O uso combinado dessas tecnologias reduz o número de aplicações, amplia a eficiência do controle fitossanitário e gera ganhos diretos de produtividade e rentabilidade”, explica o engenheiro agrônomo João Marcos Fillwock, também administrador técnico de vendas da IHARA. Ele complementa ainda que a adoção de soluções modernas fortalece a cadeia da cevada cervejeira. “Essas tecnologias permitem que o produtor alcance patamares superiores de produtividade e qualidade, mantendo o agronegócio brasileiro competitivo frente aos desafios do campo”.

Melhoramento genético e o futuro da cultura

Os programas de melhoramento genético têm desempenhado papel essencial na expansão da cevada no Brasil. As novas cultivares vêm apresentando maior tolerância a doenças, além de melhor qualidade para malteação, favorecendo a expansão para novas regiões e o aumento da produtividade média nacional.

À medida que as cultivares nacionais evoluem, teremos uma cevada cada vez mais adaptada às condições brasileiras, com desempenho superior e menor dependência de importações. Para isso, é essencial também investir no tratamento de sementes, garantindo uma boa germinação e o desenvolvimento inicial da cultura. Nesse sentido, a IHARA oferece o Certeza N, produto com ação fungicida e nematicida que proporciona o controle simultâneo de doenças de solo, sementes e nematoides.

“Combinando pesquisa, manejo integrado e inovação tecnológica, a cevada se consolida como cultura estratégica para o agronegócio nacional, com alta qualidade, produtividade crescente e sustentabilidade”, destaca Pagnoncelli

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