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Tecnologia brasileira torna mais eficiente o plantio de canola no Canadá

Cultura que ainda é pouco produzida no Brasil tem grande potencial de ser mais uma opção de cultivo rentável aos produtores, principalmente para a produção de óleo e também biocombustíveis

Por: Redação Fonte: Redação
10/12/2020 às 08h21
Tecnologia brasileira torna mais eficiente o plantio de canola no Canadá
Canola que ainda é pouco produzida no Brasil tem grande potencial de ser mais uma opção de cultivo rentável aos produtores, principalmente para a produção de óleo e também biocombustíveis

Ainda pouco conhecida no Brasil, porém muito utilizada na maioria dos lares brasileiros, a canola é uma oleaginosa muito importante no dia a dia das pessoas, principalmente na produção de óleo de cozinha. A cultura também tem papel de destaque como matéria-prima para biocombustíveis. O maior produtor e exportador do mundo é o Canadá, em mais de 18 milhões de hectares, produz cerca de 20 milhões de toneladas anualmente. Com o objetivo de tornar mais eficiente principalmente o seu plantio, o grupo canadense Clean Seed Capital Group, acaba de lançar a nova plantadeira SMART Seeder MAX-S. O grande destaque do equipamento é que ele utiliza o dosador de sementes da empresa brasileira, J.Assy, de Caldas Novas (GO).

O Selenium é um dosador pneumático de fácil manuseio e proporciona melhor espaçamento de sementes e consequentemente melhor distribuição. Fatores estes que chamaram a atenção dos canadenses para a tecnologia brasileira. “Percebemos que poderíamos criar um kit para plantar canola no dosador de sementes, que já é muito eficiente no plantio de algodão, milho, soja, sorgo e feijão. Avaliamos os plantios de canola e percebemos que tinha oportunidade ali. Além disso, a cultura tem uma semente muito cara e com uma distribuição mais eficiente se economiza muito mais”, diz José Roberto Assy, engenheiro agrônomo, fundador da companhia e consultor em agronegócio.

E foi o que aconteceu de fato. Enquanto os dosadores utilizados e testados pela Clean Seed necessitavam em média de 3 quilos de semente por hectare, com o Selenium, reduziu-se essa distribuição para metade, com cerca de 1,5 kg/Ha. Segundo Assy, com a singulação de quase grão a grão, os espaçamentos entre as sementes ficaram uniformes, resultando nessa grande diminuição de sementes por ha. “Essa redução significa a economia de muito dinheiro e para o produtor de canola, isso é muito significativo. Fora o fato de que uma lavoura muito bem plantada facilita o manejo fitossanitário. Qualquer herbicida, fungicida, inseticida que vai se aplicar, uma vez que você tenha uma distribuição uniforme das sementes é tudo mais fácil”, ressalta.

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Além do kit para canola do Selenium, a J.Assy também prepara para o ano que vem o lançamento de sensores para as semeadoras canadenses. Eles além da canola plantam bastante trigo.  “É um mercado bem interessante para dar robustez no nosso crescimento na América do Norte.  Acreditamos que essas soluções vão chamar bastante atenção de outros produtores canadenses, ou seja, o pessoal vai migrar dos equipamentos convencionais de plantio para esse tipo com dosadores oriundos de plantadeiras”, afirma o engenheiro agrônomo.

Potencial para o Brasil

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De acordo com o levantamento da Conab, na safra de 2019, o Brasil produziu em 34 mil hectares, 48,6 mil toneladas de canola. Com produção hoje concentrada praticamente no Rio Grande do Sul, (com mais de 90% da área total) e também no Paraná, segundo estudos da Embrapa, o plantio da oleaginosa também pode ser grande alternativa como opção de cultivo tropical para produtores que precisam diversificar suas produções, não só no Sul, mas, principalmente em regiões como o Cerrado e o semiárido brasileiro.

O mercado para a canola é muito interessante, pois além da produção de óleo de cozinha e também biocombustíveis como o biodiesel e o bioquerosene (projeto que o Brasil começa a investir), também pode ser extraído dela o farelo. O subproduto tem cerca de 38% de proteína que pode ser destinado como excelente fonte nutritiva aos animais.

Atualmente o Brasil é um grande importador de óleo de canola. Com o aumento na produção nacional, o País poderia ter uma virada de mesa. Deixar de importar esse óleo com este cenário e assim suprir a demanda. Também como já destacado, além do mercado alimentício, o crescimento da demanda por biocombustíveis pode complementar a procura que há pelos subprodutos da oleaginosa, gerando muitas oportunidades aos produtores brasileiros.

Por ser uma cultura de ciclo curto, a canola pode ser muito útil na safrinha, na sequência da soja de verão. Com isso, o produtor aproveitaria boa parte da área de soja sem precisar incorporar novos espaços na agricultura e ainda aumentando a produtividade por unidade de área. Com assessoria.

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