
O Setor de Herbologia da Fundação ABC alerta sobre o aumento na ocorrência de áreas com problemas de controle de caruru (Amaranthus hybridus) com o herbicida glifosato. Na região dos Campos Gerais já foram identificadas quatro áreas com a situação acima.
O trabalho realizado a campo pela fundação constatou que as doses de glifosato desde 1,0 até 32,0 L.ha-1 não ocasionaram controle dessas plantas de caruru, mesmo nas doses maiores do herbicida.
A presença da planta daninha nas culturas do milho e da soja, podem reduzir o rendimento em até 80%, além de inviabilizar a colheita mecânica. Outra informação relevante é que as plantas possuem hibridação natural e, portanto, pode ocorrer transferência da resistência à herbicidas de A. hybridus para outras espécies de caruru.
A planta de caruru tem capacidade de produzir de 200 a 600 mil sementes e a dispersão é feita por meio da semente, abertura espontânea dos frutos, podendo ser principalmente disseminadas por ventos, máquinas agrícolas, canais de irrigação, insumos, esterco animal, pássaros, mamíferos e sementes.
Por que devemos nos preocupar com o Amaranthus hybridus?
Na Argentina existem casos de resistência ao herbicida glifosato desde de 2013, e atualmente há plantas desta espécie que apresentam resistência múltipla aos herbicidas, inibidores da EPSPS (glifosato), ALS (chlorimuron-ethyl) e Auxinas (2,4-D) (HEAP, 2019). Com isso, a aplicação de glifosato na pós-emergência da soja ou do milho RR se mostra ineficaz, sendo necessária a utilização de herbicidas na pré-emergência e pós-emergência da cultura, encarecendo o custo de controle. Fonte Fundação ABC