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Com apoio voluntário, IAT limpa 30 hectares do Vale do Codó de espécies exóticas invasoras

Técnicos do Instituto Água e Terra e voluntários da Iniciativa Campos Gerais fizeram o corte de pinus em área equivalente a 28 campos de futebol. Ação faz parte de um grande movimento coordenado pelo órgão ambiental que visa extinguir espécies exóticas invasoras como o pinus de Unidades de Conservação.

Por: Redação Fonte: AEN
08/04/2025 às 08h49
Com apoio voluntário, IAT limpa 30 hectares do Vale do Codó de espécies exóticas invasoras
Ação coordenada pelo IAT e pela Iniciativa Campos Gerais promoveu o corte de pinus no Parque Estadual do Vale do Codó, em Jaguariaíva Foto: IAT-Ponta Grossa

Voluntários do Instituto Água e Terra (IAT), em parceria com a Iniciativa Campos Gerais, limparam uma área de 30 hectares ao norte do Parque Estadual do Vale do Codó, em Jaguariaíva, nos Campos Gerais. A ação ocorreu no sábado (05) e domingo (06) e faz parte de um grande movimento coordenado pelo órgão ambiental que visa extinguir espécies exóticas invasoras como o pinus na Unidade de Conservação (UC). O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Desta vez, o trabalho de erradicação da árvore se deu próximo às margens do Rio Jaguariaíva, que corta o parque estadual. Para chegar à região dos cânions, um dos símbolos dos Campos Gerais do Paraná, a equipe contou com o suporte do Centro de Operações Aéreas do IAT. O controle das espécies exóticas invasoras em Unidades de Conservação é feito para não atrapalhar o desenvolvimento das espécies nativas. Novas ações do tipo estão previstas para ocorrer até que o pinus seja totalmente controlado no Codó.

“Essa é um trabalho muito importante, de conscientização ambiental voltada para o controle de espécies que não são nativas do Paraná e atrapalham o nosso ecossistema. Graças ao helicóptero ganhamos agilidade para chegar em lugares mais difíceis em função da topografia da região”, afirmou o chefe do escritório regional do IAT em Ponta Grossa, Edemilson Luiz Quadros.

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“A estrutura do IAT é o diferencial. Poder contar com a aeronave nos ajudou também no transporte de material, das madeiras que foram cortadas”, acrescentou o chefe da Unidade de Conservação, Juarez Baskoski.

ESPÉCIES EXÓTICAS – Para que uma planta seja considerada exótica e invasora como o pinus, ela precisa se criar e se adaptar fora da sua área de distribuição natural e, sem a intervenção humana, ter a capacidade de sobreviver e proliferar, avançando sobre espécies locais e ameaçando habitats naturais.

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De acordo com o Programa do Estado do Paraná para Espécies Exóticas Invasoras, desenvolvido pelo IAT, essa invasão biológica é considerada a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo – a primeira em ilhas e Unidades de Conservação.

Além do Codó, o projeto de controle da proliferação de espécies exóticas acontece também em outras quatro UCs: os parques estaduais do Cerrado (entre Jaguariaíva e Sengés), Guartelá (Tibagi), Vila Velha (Ponta Grossa) e na Floresta Estadual Metropolitana, em Piraquara.

PINUS – O pinus é uma espécie de pinheiro da América do Norte, inserido no Brasil há mais de um século para fins ornamentais. Porém, desde 1960, é cultivado em larga escala comercial como matéria-prima em indústrias de madeira, laminados, resina, celulose e papel, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do País.

A dificuldade do controle do pinus se dá pela anatomia das sementes. Elas são leves e possuem um formato que favorece a aerodinâmica para voarem até oito quilômetros de distância da chamada árvore-mãe. Essa dispersão, quando descontrolada, é prejudicial, pois os galhos que caem da árvore, parecidos com um capim, sufocam e impedem a proliferação da vegetação nativa.

VALE DO CODÓ – O parque possui aproximadamente 760 hectares de área de preservação com grande importância geoturística. Com uma extensão de aproximadamente nove quilômetros e um paredão de pedras de mais ou menos 20 metros de altura, é berço do Rio Jaguariaíva, da Bacia Hidrográfica Itararé.

O vale é margeado por uma mata virgem e espessa e viveiros de várias espécies de animais. O local abriga o cânion do Rio Lajeado Grande, com aproximadamente 450 metros de extensão e desnível de aproximadamente 50 metros.

As principais cachoeiras são a Véu da Noiva, Lago Azul e Andorinhas. A primeira possui um desnível de aproximadamente 50 metros, a segunda de aproximadamente 20 metros e a terceira de 15 metros.

O acesso ao Vale do Codó pode ser feito pela rodovia PR-151. Partindo de Ponta Grossa, no sentido Sengés, nas proximidades da área urbana do município de Jaguariaíva, no km 211 é possível adentrar numa estrada vicinal, sem pavimentação. O parque fica aberto das 9h às 17h. Não é necessário inscrição prévia.

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