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Agricultura Tabaco

Inovação e sustentabilidade: energia solar passa a ser opção para cura de tabaco

Equipamento inovador desenvolvido pelo ADET reduz em 29% a utilização de lenha na cura do tabaco, diminui necessidade de mão de obra e emissão de gases do efeito estufa

12/11/2020 22h36 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação Fonte: Redação
Estufa solar utilizada na pesquisa Divulgação JTI
Estufa solar utilizada na pesquisa Divulgação JTI

A energia solar térmica é a nova aliada dos agricultores para a cura de tabaco. Graças às pesquisas desenvolvidas pelo Centro de Desenvolvimento Agronômico, Extensão e Treinamento (ADET), da Japan Tobacco International (JTI), em parceria com a empresa MJF Indústria e Manutenção de Máquinas, a tecnologia agora está disponível aos produtores em uma nova proposta de estufa para a cura de tabaco.

Nesse equipamento inovador, a energia solar é utilizada para o aquecimento do ar que, posteriormente, é aplicado no tabaco em processo de cura. Em condições climáticas favoráveis (dias ensolarados), a estufa é capaz de realizar as duas primeiras fases do processo – amarelação e murchamento, sem a necessidade de queima de lenha como fonte de calor– sistema convencional. Já para as fases de secagem da folha e do talo, a energia solar atua de maneira complementar, bem como à noite, dias nublados e em caso de chuva. O sistema também conta com controlador de cura, paredes antichamas e inversores de frequência que auxiliam no controle do fluxo interno de ar de acordo com cada fase.

Segundo o Supervisor de Mecanização do ADET, Janquiel Züge de Oliveira, a iniciativa possibilita o aumento da eficiência energética e a redução do consumo de energia elétrica. Isso se comprova no estudo realizado que apontou a redução de 28,8% no consumo de lenha comparado à utilização de uma estufa de mesmo modelo que não utilize a nova tecnologia. “Além disso, também há o benefício da redução de energia elétrica que em uma estufa que utiliza somente lenha é de R$1.005,00 durante o ciclo de colheita da safra. Já no sistema com aquecimento solar, o custo é de R$576,99, segundo informações do produtor que já testou o modelo. Agora, se compararmos com uma estufa sem nenhuma melhoria técnica, (Estufa convencional) podemos falar de uma redução de até 78% de consumo de lenha e os benefícios são ainda maiores”, explica. Isso representaria R$ 3.920,00 de economia em uma safra, comparando duas estufas da mesma capacidade, versos os resultados de consumo obtidos neste primeiro teste em produtor.

Um novo modelo com o mesmo propósito de absorção solar, porém, com algumas melhorias que prometem reduzir a mão de obra, além de uma eficiência energética ainda maior, será testada dentro do ADET, nesta safra.

Além disso, o modelo desenvolvido possibilita a diminuição da emissão de gases efeito estufa e a redução da mão de obra. “Em um sistema convencional, é preciso que o agricultor alimente a estufa com lenha diversas vezes ao dia. Como esse modelo reduz a utilização dessa fonte de calor, há menos geração de poluentes e menor necessidade de abastecimento da estufa e, portanto, menos mão de obra envolvida no processo de cura”, destaca Oliveira. Essa percepção é comprovada pela experiência do agricultor João Batista Goettems, de Arroio do Tigre, que teve uma estufa com aquecimento solar instalada na propriedade para os estudos do ADET na safra 2019/2020. “É um equipamento simples, de fácil manuseio e em dias quentes, nas fases de amarelação e murchamento, a estufa praticamente não demanda lenha, curando somente com o aquecimento solar e, dessa forma, me liberando para outras atividades”, afirma.

O Gerente do ADET, Mauro Luiz Feuerborn, ressalta que o foco da JTI é sempre desenvolver novas soluções, identificar alternativas e parceiros de negócio que venham ao encontro dos objetivos da empresa com um olhar atento ao aumento de qualidade, redução da emissão de gases e produção de tabaco sustentável. “O desenvolvimento dessa estufa, voltada aos agricultores familiares, representa o nosso compromisso com a sustentabilidade do meio ambiente e da própria agricultura. Sabemos que precisamos pensar em um futuro que pode ter escassez de mão de obra, além de pensar no aumento da qualidade de vida dos produtores, e essa é uma solução que consegue agregar todas essas questões”, afirma. Segundo ele, a implementação desse sistema nas propriedades integradas da empresa pode ser financiada pela JTI mediante análise de crédito dos produtores.  Para aqueles que desejarem conhecer a estufa com energia solar, um modelo está sendo instalado no ADET e pode ser visitado mediante agendamento. 

Sobre a JTI

A Japan Tobacco International (JTI) é uma empresa internacional líder em tabaco e vaping, com operações em mais de 130 países. É proprietária global de Winston, segunda marca mais vendida do mundo, e de Camel fora dos EUA. Outras marcas globais incluem Mevius e LD. Também um dos principais players no mercado internacional de vaping e tabaco aquecido com as marcas Logic e Ploom. Com sede em Genebra, na Suíça, emprega mais de 45 mil pessoas e foi premiada com o Global Top Employer por cinco anos consecutivos. A JTI é membro do Japan Tobacco Group of Companies.

No Brasil, são mais de mil colaboradores em 10 Estados além do Distrito Federal. A operação contempla a produção de tabaco – por meio de 11 mil produtores integrados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – compra, processamento e exportação de tabaco, fabricação, venda e distribuição de cigarros em 16 Estados do Brasil. As marcas comercializadas são Djarum, Winston e Camel, essa última também exportada para a Bolívia. Em 2018, 2019 e 2020, a JTI foi reconhecida como Top Employer Brasil. 

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