
A EFAPI 2024 reafirmou-se como um evento de referência para o setor agropecuário, combinando tradição e inovação. Com um programa técnico abrangente, a feira proporcionou um espaço para troca de conhecimento e atualização sobre as mais recentes tecnologias do campo e momentos de lazer para a família.
No entanto, a edição deste ano foi marcada por um impasse judicial que envolveu a realização de provas equestres. A suspensão temporária das provas de Tambor, Ranch Sorting, Rodeio Country e Team penning, determinada pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa, gerou incerteza entre os participantes. Com a rápida intervenção da organização junto ao Tribunal de Justiça do Paraná permitiu que a programação seguisse conforme o planejado, demonstrando a importância do diálogo e da busca por soluções equilibradas. A proibição gerou manifestações por parte de criadores e atletas da raça Quarto de Milha no evento.
A Efapi celebra o importante papel no desenvolvimento da agropecuária de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Para o presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais, Rafael Barros Correia, a Efapi mantém viva a memória do homem e da mulher do campo. "A 43ª Efapi é crucial para mostrar o que já foi e está sendo desenvolvido nos Campos Gerais. Ponta Grossa tem uma longa história ligada ao agronegócio, desde os tropeiros até o desenvolvimento de novas variedades de soja e trigo que impactaram o Brasil inteiro. A cidade também contribuiu com o calcário, desenvolvimento da soja e raça de gado, entre outras pesquisas, portanto, é um município com referência nacional. O ambiente agro está no DNA de Ponta Grossa, e é por isso que esse evento é tão importante: ele mantém viva essa tradição e projeta o futuro do setor.", destaca o presidente.
Rafael também salientou a importância do cumprimento das regras de bem-estar animal durante o evento, em meio às controvérsias que surgiram.
"Tudo é rigorosamente fiscalizado. Há um desconhecimento de alguns grupos sobre o que realmente acontece nas exposições e nas provas equestres. Precisamos de mais entendimento e menos julgamento precipitado", completou.
Entre os participantes da Efapi, o clima era de surpresa e indignação após a suspensão temporária das provas equestres. Rodrigo Nascimento, agropecuarista da região, expressou o sentimento dos atletas e criadores que se mobilizaram em defesa dos eventos.
"Foi uma grande surpresa para todos nós, ao recebermos uma liminar cancelando as provas equestres sob alegação de maus-tratos, o que não condiz com a realidade. Nossos animais são tratados com muito cuidado e carinho. Fizemos uma manifestação para mostrar que não há maus-tratos. Todo o processo é fiscalizado, desde a vacinação até o estado de saúde dos animais. Sem esses cuidados, os animais nem poderiam participar.", revela.
Rodrigo destacou ainda a importância dos equinos para a produção agropecuária. "Os cavalos são fundamentais para o trabalho no campo, e essas competições são uma extensão disso. A Efapi é um momento importante para mostrarmos o preparo dos nossos animais, que envolve meses de dedicação", finalizou.
