Segunda, 23 de Novembro de 2020
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Portos já receberam navios de 48 nacionalidades em 2020

De janeiro até setembro, 1.845 atracações aconteceram nos portos de Paranaguá e Antonina. A bandeira mais frequente foi a das Ilhas Marshall, um pequeno país da Oceania, com 273 embarcações. A seguir aparecem Libéria (271), Panamá (254), Hong Kong (188), Malta (166) e Cingapura (144).

20/10/2020 09h57
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Por: Redação Fonte: Redação
Hasteadas na popa dos navios, as bandeiras indicam em qual país a embarcação foi registrada e também quais leis os tripulantes devem seguir.
Hasteadas na popa dos navios, as bandeiras indicam em qual país a embarcação foi registrada e também quais leis os tripulantes devem seguir.

Os portos do Paraná já receberam neste ano navios de 48 nacionalidades. De janeiro até setembro, 1.845 atracações aconteceram nos terminais de Paranaguá e Antonina. A bandeira mais frequente foi a da República das Ilhas Marshall, um pequeno país da Oceania, presente em 273 embarcações.

Hasteadas na popa dos navios, as bandeiras indicam em qual país a embarcação foi registrada e também quais leis os tripulantes devem seguir. “O porto recebe pessoas, cargas e navios de todo o mundo. O que muita gente não sabe é que o navio é um território do país de registro e, por isso, nele valem as regras, leis e convenções internacionais daquele país”, explica o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Depois das Ilhas Marshall, as bandeiras que mais apareceram nas atracações nos portos paranaenses foram da Libéria (271), do Panamá (254), Hong Kong (188), Malta (166) e Cingapura (144).

Navios brasileiros também apareceram bastante – 72 atracações. É a oitava bandeira que mais esteve entre as nacionalidades dos navios atracados em Paranaguá e Antonina.

TRIPULAÇÃO – Quanto à nacionalidade das tripulações, a mais frequente é a filipina. Um levantamento feito por amostragem, entre março e agosto, mostrou que 32% dos trabalhadores embarcados nos navios que passaram pelo Paraná eram filipinos. Na sequência, aparecem os indianos, ucranianos, brasileiros e russos.

Os dados foram levantados internamente, a partir das listas de desembarques definitivos dos tripulantes, durante a pandemia. Ou seja, nos casos que os tripulantes desembarcaram nos portos paranaenses por que deixaram de fazer parte da tripulação do navio, geralmente por motivo de encerramento de contrato de trabalho, e retornaram aos seus países de origem por via aérea.

DESTINOS – Segundo o Ministério da Economia, o principal destino das exportações que deixaram o Brasil pelos portos de Paranaguá e Antonina é a China. O país asiático recebeu mais de 47% dos produtos embarcados no Paraná. Em seguida, aparecem como principais importadores os Países Baixos (Holanda), Coreia do Sul, França, Irã e Bangladesh, respectivamente.

Quanto à origem das importações que chegam pelos portos paranaenses, as mais frequentes são os Estados Unidos, de onde vêm quase 19% do volume de cargas. Também estão entre os países de origem a Rússia, China, Marrocos, Canadá e Belarus.

Confira as bandeiras dos navios e nacionalidades dos tripulantes.

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