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Inovação é a chave para manter soberania alimentar diante de mudanças climáticas

Segundo CEO da Elicit Plant, a saída para contornar os desafios impostos pelo clima está em práticas conservacionistas aliada às pesquisas

Por: Redação
24/06/2024 às 15h02
Inovação é a chave para manter soberania alimentar diante de mudanças climáticas

Diante da emergência climática que perturba o ecossistema e lança uma sombra sobre o futuro da agricultura, o momento é propício para uma revolução adaptativa. A avaliação é do CEO da Elicit Plant, Jean-François Déchant. Segundo o dirigente, a soberania alimentar está no centro dessa discussão, diretamente afetada pelas mudanças climáticas e pelas questões geopolíticas dos principais influenciadores do mercado agrícola, como China, Rússia, Índia e Brasil. 

Para Déchant, à medida que as temperaturas globais aumentam, a inovação se torna nosso escudo mais forte contra as ameaças à agricultura. Enfatiza que os extremos climáticos afetam todas as regiões do mundo, e os agricultores sofrem as consequências em todos os lugares. "A segurança alimentar da população depende da agricultura, mas a falta de água em algumas regiões e o excesso em outras comprometem a produção de alimentos, ameaçando diretamente o rendimento das colheitas", destaca. 

Segundo o CEO da Elicit Plant, na França, como em outros lugares, o aumento das temperaturas durante o verão, as secas mais frequentes e os períodos de precipitação mais intensos ou mais longos afetam negativamente os rendimentos de culturas como milho, soja, oleaginosas e arroz, que representam 50% da produção global de calorias consumidas pela humanidade. "As perdas financeiras para os agricultores são significativas, como na Espanha, onde 75% das terras agrícolas estão em risco. No Brasil, os últimos três anos de seca causaram perdas estimadas em 30 bilhões de euros para os agricultores, com a produção de milho reduzida pela metade na região sul do país. Diante desses desafios, é hora de inovar mais do que nunca", observa.

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Para o dirigente, não existe uma solução mágica, mas a implementação de práticas culturais adequadas oferece uma esperança tangível. "Essas práticas incluem a otimização da rotação de culturas e o plantio direto, que preservam a umidade do solo e melhoram a estrutura do solo. Ao mesmo tempo, os avanços na genética oferecem variedades mais resistentes à seca e novas ferramentas de ponta para o gerenciamento da irrigação permitem um uso mais preciso da água. Inovações revolucionárias, como os fitoesteróis, aumentam a resistência das plantas frente aos estresses abióticos, como à escassez de água, preservando a produtividade durante os períodos de estresse. A combinação dessas técnicas com ações públicas adequadas, adaptadas a cada contexto agrícola, preservará a produtividade, a renda agrícola e a soberania alimentar", ressalta.

Déchant afirma que é imperativo agir, inovar incansavelmente e ousar estabelecer alianças sem precedentes entre tecnologia e natureza para se adaptar a esses novos desafios. "No Brasil, a adoção rápida e bem-sucedida de inovações disruptivas em biossoluções é particularmente interessante. Na França, a situação exige uma aceleração na adoção de tecnologias para manter a competitividade agrícola e responder com eficácia aos desafios impostos pelas mudanças climáticas", exemplifica.

O CEO da Elicit Plant diz ainda que é fundamental reafirmar a grande importância da inovação e da colaboração internacional na luta contra as mudanças climáticas. "Somente uma ação global e conjunta garantirá o gerenciamento sustentável da água e dos recursos, assegurando a segurança alimentar para as gerações futuras. A urgência é real; devemos agir de forma rápida e coletiva, utilizando todas as soluções à nossa disposição", conclui.

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