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Trabalhador na cultura de Soja – MIP - Manejo Integrado de Pragas – Inspetor de Campo

Sindicato Rural de Piraí do Sul em parceria com o Sistema Faep/Senar promoveram o curso sobre Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura da soja e como consequência a técnica reduziu custos promovendo a sustentabilidade ambiental nas lavouras.

Por: Redação
28/05/2024 às 16h27 Atualizada em 28/05/2024 às 16h39
Trabalhador na cultura de Soja – MIP - Manejo Integrado de Pragas – Inspetor de Campo
Produtores participam do curso MIP, oferecido gratuitamente em parceria entre o Sindicato Rural de Piraí do Sul e o Sistema Faep/Senar, aprendendo técnicas essenciais para reduzir custos e promover a sustentabilidade na lavoura. Foto Toninho Anhaia

A crescente preocupação com a sustentabilidade e a eficiência econômica na agricultura tem levado produtores a buscar novas técnicas de manejo. O Manejo Integrado de Pragas (MIP), que tem demonstrado resultados impressionantes em diversas safras. Ao focar no monitoramento das plantações e na diferenciação entre pragas prejudiciais e organismos benéficos, o MIP permite uma aplicação de inseticidas mais eficiente e econômica. Para apresentar a técnica aos produtores rurais o Sindicato Rural de Piraí do Sul e o Sistema Faep/Senar, ofereceram o curso gratuitamente e contou com a participação de 12 produtores que aprenderam técnicas valiosas para o manejo de suas lavouras.

A importância do monitoramento e do conhecimento técnico, reflete não só na qualidade da lavoura, mas também na economia da fazenda. A agrônoma e instrutora do Senar/PR, Adliz Ayram de Bastos Budziak Salgado, destaca a importância do conhecimento adquirido pelos produtores durante o curso.

"Os produtores aprenderam a diferenciar os estágios fenológicos da soja, as pragas e os inimigos naturais, além de conhecer o nível de controle de cada praga, bem como a hora ideal de se entrar aplicando inseticida, antes da praga causar um dano econômico para lavoura", explica Adliz.

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Ela enfatiza que o curso exige dedicação, pois os produtores devem monitorar suas lavouras semanalmente.

O diferencial do MIP está na capacitação contínua do produtor para observar e interpretar o ecossistema de sua lavoura. "Esse curso demanda um pouco mais de tempo do produtor porque ele tem que estar semanalmente na sua lavoura, caminhando e fazendo os monitoramentos", explica Adliz. Ele passa a entender melhor o desenvolvimento de sua cultura e a trabalhar com mais harmonia, observando a lavoura como um todo, desenvolvendo uma visão mais abrangente de sua produção.

Um dos principais benefícios do MIP é a economia significativa com inseticidas. "A média de uso de inseticidas antes do MIP era de quatro a cinco aplicações por ciclo da cultura da soja. Com o MIP, essa média caiu para uma aplicação, com algumas áreas nem necessitando de aplicação", relata Adliz. Esse resultado é alcançado porque os produtores aprendem a usar a "batida do pano" para monitorar as pragas e aplicar os inseticidas apenas quando necessário. "Isso também evita a eliminação dos insetos benéficos que ajudam no controle das pragas."

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Adliz compartilha exemplos práticos de como o MIP tem ajudado os produtores a economizar. "Antes, muitos produtores aplicavam inseticidas a cada quinze dias. Agora, com o MIP, eles entram com inseticida por volta de oitenta dias após a emergência da planta. Isso resulta em uma economia muito grande, reduzindo a aplicação de quatro ou cinco vezes para apenas uma."

Marcus Angelo Tonon Pucci, um dos participantes do curso, compartilhou sua experiência positiva. "O curso foi muito válido pela economia que proporciona e pela conscientização sobre o uso de defensivos", afirma Pucci. Ele destaca a importância de uma disciplina semanal para visitar e monitorar a lavoura, o que resulta em uma economia significativa para a propriedade. "A economia pode chegar a R$ 120 por hectare, dependendo dos produtos utilizados, o que é muito relevante quando se considera uma área maior." cita o produtor.

Marcus enfatiza ainda a importância do MIP para a sustentabilidade da propriedade. "O MIP é uma ferramenta importante para a sustentabilidade não só do meio ambiente, mas também para a economia do produtor. Cada real economizado faz toda a diferença, especialmente em grandes áreas de cultivo.", afirma o produtor.

Outro participante, Matheus Henrique Quadros, entrou no curso sem expectativas, mas saiu com um novo entendimento sobre o manejo de pragas. "Eu não sabia que existiam insetos benéficos para a planta. Aprendi a importância de monitorar a lavoura e a aplicar inseticidas de forma correta, o que pode refletir em uma economia considerável na safra", relata Matheus. Ele reconhece a dificuldade de manter a rotina de monitoramento semanal devido à correria do dia a dia na fazenda, mas vê o valor em estar mais conectado com a lavoura.

Quadros destaca como o curso mudou sua perspectiva. "No primeiro dia de trabalho com meu pai na propriedade, também foi o primeiro dia do curso. Eu não tinha expectativas, mas aprendi muito sobre a importância de monitorar a lavoura e de diferenciar os insetos benéficos dos prejudiciais. Isso ajudou a economizar em aplicações de inseticidas e a melhorar o manejo da lavoura, entre outros aspectos de gestão da propriedade" , relata Matheus.

Benefícios Sustentáveis do MIP

Além da economia financeira, o MIP promove a sustentabilidade ambiental ao reduzir o uso de defensivos químicos. "Quando você deixa a natureza trabalhar, ela pode surpreender e você nem precisa usar defensivos", observa Marcus. Ele menciona a presença de vespas parasitas que controlam pragas como percevejos, demonstrando a eficácia dos inimigos naturais. Essa abordagem sustentável é fundamental para a preservação do meio ambiente e para a saúde das lavouras a longo prazo.

Adliz acrescenta que o MIP também melhora a saúde do ecossistema da lavoura. "Os inimigos naturais, por mais que o nome sugira algo negativo, são nossos aliados no controle das pragas. Eles ajudam a manter o equilíbrio na lavoura e a reduzir a necessidade de intervenções químicas."

Desafios e Perspectivas Futuras

Apesar dos benefícios, a implementação do MIP apresenta desafios. "O maior desafio é a necessidade de um monitoramento constante e a adaptação dos produtores a uma nova rotina de manejo", comenta a Adliz. "Muitos produtores ainda estão acostumados com o uso intensivo de inseticidas e precisam se adaptar à ideia de monitorar e intervir apenas quando necessário.”, afirma Adliz.

Matheus também menciona a dificuldade de manter a rotina de monitoramento após o curso. "Confesso que está sendo difícil manter a rotina de monitoramento semanal devido à correria do resto da fazenda. Mas reconheço a importância dessa prática e pretendo continuar aplicando o que aprendi.”, conta o participante.

O curso de Manejo Integrado de Pragas oferece uma ferramenta importante para os produtores que buscam reduzir custos e aumentar a sustentabilidade de suas operações agrícolas. Ao capacitar os agricultores com conhecimento técnico e prático, o MIP promove uma gestão mais eficiente e consciente das lavouras. "A adoção do MIP não só melhora a economia da propriedade, mas também contribui para a sustentabilidade ambiental e a saúde das plantações", conclui Adliz.

Com o apoio contínuo de programas educacionais como este, o futuro da agricultura sustentável no Brasil parece promissor. A disseminação de práticas como o MIP é essencial para garantir uma produção agrícola mais eficiente, econômica e ambientalmente responsável. O sucesso do MIP em Piraí do Sul é um exemplo inspirador de como a educação e o monitoramento podem transformar a agricultura, beneficiando produtores, consumidores e o meio ambiente.

Ficou interessado em fazer cursos oferecidos pelo Sindicato Rural de Piraí do Sul é só procurar o Sindicato na rua XV de novembro, 373 ou fone com whats 42 9.9931-4083.

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