
Ocorreu na última sexta-feira (18) o encerramento do 2º Encontro dos Adidos Agrícolas Brasileiros. Por conta da atual situação, os adidos agrícolas se reuniram virtualmente para definir diretrizes e discutir os próximos passos do setor. Foram cinco dias de reuniões com diversas entidades do agronegócio em rodadas de conversa com o setor privado. Destacaram-se no evento as discussões sobre o fortalecimento das relações com parceiros tradicionais, a prospecção de mercados promissores e a ampliação das ações de promoção comercial.
O cargo de adido agrícola é formado, majoritariamente, por Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Affas). Ele é responsável por garantir a qualidade das exportações brasileiras e abrir novos mercados para os produtos agropecuários. O evento é uma oportunidade para reunir visões de diversos mercados, acertar diretrizes e, durante o atual momento de pandemia, discutir a importância da atuação dos adidos.
O Affa e adido agropecuário lotado em Pequim Jean Manfredini participou das reuniões ao longo da semana e falou sobre os benefícios trazidos pelos encontros anuais para o setor. “A atualização dos temas e das prioridades, tanto com as entidades de governo quanto com o setor privado, a possibilidade de trocar ideias e informações e rever a pauta negociadora de temas de interesse do Brasil nos países de atuação dos adidos são alguns dos benefícios que esse tipo de programação traz”, explica.
Sobre as diretrizes para o futuro, Jean afirma ainda que entre as linhas de ação apresentadas para 2021 estão a diversificação da pauta exportadora, a promoção do mercado para produtos recém habilitados nos mercados importadores e a promoção da imagem do Brasil e de produtos nacionais.
Também foi destaque durante o evento o trabalho apresentado pelo presidente do Incra sobre regularização fundiária. De acordo com a Affa e adida agropecuária lotada em Lima, no Peru, Angela Peres, o trabalho utiliza o sensoriamento remoto e os dados do CAR (Cadastro Ambiental Rural) como uma grande ação de preservação ambiental. “Esse tipo trabalho merece ser amplamente divulgado e valorizado”, completa Angela.
Outra programação ressaltada pela adida foram as reuniões setoriais com as associações e demais entidades dos mais diversos setores do agronegócio. “Isso tornou possível uma aproximação da adidância do potencial de mercados a serem explorados, tanto para oferta de produtos quanto de serviços. Além disso, esses encontros setoriais permitiram a apresentação, pelos setores brasileiros, de demandas inusitadas. Por exemplo, a exportação de cavalos de raça para o Peru, país em que atuo”, explica Angela Peres.
Em comparação com a primeira edição, o encontro desse ano foi 100% digital, e para Angela isso favoreceu a realização de reuniões pontuais e bastante objetivas, “graças a uma primorosa organização por parte dos envolvidos”. Com assessoria.