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Conta-Satélite de Saúde: em 2017, 9,2% do PIB foram gastos no consumo de bens e serviços de saúde

O principal gasto das famílias com saúde foi com serviços de saúde privada - que incluem despesas com médicos e planos de saúde, por exemplo - chegando a 3,5% do PIB (R$ 231,0 bilhões). Na despesa de consumo final do governo, o principal item foi a saúde pública, com 3,1% do PIB (R$ 201,6 bilhões).

Por: Redação Fonte: Redação
23/12/2019 às 14h20 Atualizada em 23/12/2019 às 14h47
Conta-Satélite de Saúde: em 2017, 9,2% do PIB foram gastos no consumo de bens e serviços de saúde
Segundo IBGE, despesas com médicos e planos de saúde lideram o ranking

As despesas com o consumo final de bens e serviços de saúde no Brasil atingiram R$ 608,3 bilhões em 2017, correspondendo a 9,2% do PIB. Desse total, R$ 253,7 bilhões (3,9% do PIB) foram despesas de consumo do governo e R$ 354,6 bilhões (5,4% do PIB) despesas de famílias e instituições sem fins de lucro a serviço das famílias.

A despesa per capita com o consumo de bens e serviços de saúde, em 2017, foi de
R$ 1.714,6 para famílias e instituições sem fins de lucro a serviço das famílias e
de R$ 1.226,8 para o governo. O principal gasto das famílias com saúde foi com serviços de saúde privada - que incluem despesas com médicos e planos de saúde, por exemplo - chegando a 3,5% do PIB (R$ 231,0 bilhões). Na despesa de consumo final do governo, o principal item foi a saúde pública, com 3,1% do PIB (R$ 201,6 bilhões).

A participação das atividades de saúde no Valor Adicionado Bruto (VAB) era de 6,1% (R$ 202,3 bilhões) em 2010 e foi para 7,6% (R$ 429,2 bilhões) em 2017. O maior aumento de participação ocorreu na saúde privada, que passou de 2,1% do VAB total da economia, em 2010, para 3,0%, em 2017.

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 A publicação Conta-Satélite de Saúde 2010-2017 sistematiza informações sobre consumo e comércio exterior de bens e serviços de saúde e sobre valor adicionado e postos de trabalho em atividades de saúde. Acesse o material de apoio e a publicação completa para mais informações.

Entre 2010 e 2017, a participação do consumo de bens e serviços de saúde na economia aumentou de 8,0% para 9,2% do PIB

Em 2017, o consumo final de bens e serviços de saúde no Brasil foi de R$ 608,3 bilhões. Desse total, R$ 253,7 bilhões (3,9% do PIB) foram despesas de consumo do governo, que equivaliam a R$ 1.226,8 per capita, e R$ 354,6 bilhões (5,4% do PIB) despesas de famílias e instituições sem fins de lucro a serviço das famílias (ISFLSF), que equivaliam a R$ 1.714,6 per capita.

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Entre 2010 e 2017, a participação do consumo desses bens e serviços na economia aumentou de 8,0% para 9,2%. O aumento foi mais evidente no final do período, indicando que em momentos de retração ou de baixo crescimento econômico o consumo de bens e serviços de saúde tende a cair menos que o de outros produtos e serviços.

O consumo de bens e serviços de saúde cresceu entre 2010 e 2015. Em 2016, no entanto, houve queda em volume (-1,5%), ainda que em valor corrente as despesas tenham aumentado 6,8%. Em 2017, o crescimento em volume foi de 0,6%, com aumento de 4,3% em valores correntes.

Despesas com bens e serviços de saúde representaram 19,2% do consumo final do governo em 2017

Em 2017, os serviços de saúde e medicamentos custeados pelo governo respondiam por 19,2% do total de bens e serviços fornecidos à população, que incluem os serviços de saúde, educação e a administração pública.

Na despesa de consumo do governo com saúde, o principal item foi a saúde pública, que representou 79,5% (R$ 201,6 bilhões) do total das despesas do governo com saúde. A despesa com saúde privada (serviços adquiridos de estabelecimentos privados) correspondeu a 17,2% (R$ 43,6 bilhões), e com medicamentos, 3,3% (8,4 bilhões) do total dessas despesas.

Na distribuição da despesa de consumo do governo, a principal modificação entre 2010 e 2017 foi o aumento das despesas com a prestação de serviços de saúde pública como proporção do PIB. Esse percentual passa de 2,7% do PIB em 2010 para 3,1% em 2017. No caso dos medicamentos, o percentual passou de 0,2% para 0,1%.

A variação em volume do consumo de bens e serviços de saúde do governo somente não superou o de produtos não-saúde nos anos de 2012 e 2016. Em 2017, enquanto o consumo de serviços de saúde cresceu 2,3% em volume, o consumo não-saúde caiu -1,3%.

Mais de 65% das despesas das famílias com saúde são com serviços privados

No caso das famílias, as despesas com consumo de bens e serviços de saúde representaram 8,3% do total de seu consumo final. O principal gasto das famílias com saúde foi com serviços de saúde privada, que em 2017 respondiam por 66,8% do total das despesas de saúde, alcançando R$ 231,0 bilhões. Já os gastos com medicamentos totalizaram R$ 103,5 bilhões, correspondendo a 29,9% do total dessas despesas.

Em relação ao PIB, a despesa das famílias com medicamentos se manteve estável entre 2010 e 2017, representando cerca de 1,5%, enquanto o consumo de serviços de saúde privados avançou de 2,5% para 3,5% do PIB.

Em 2017, enquanto o consumo de serviços de saúde pelas famílias caiu 0,7% em volume, o consumo de serviços não-saúde cresceu 2,3%. De 2014 a 2016, a variação em volume do consumo de serviços de saúde pelas famílias superou a variação em volume dos bens e serviços não-saúde.

Atividades de saúde são 7,6% do Valor Adicionado Bruto em 2017

A participação das atividades de saúde no Valor Adicionado Bruto (VAB) era de 6,1% (R$ 202,3 bilhões) em 2010 e foi para 7,6% (R$ 429,2 bilhões) em 2017. O maior aumento de participação ocorreu na saúde privada, que passou de 2,1% do VAB total da economia, em 2010, para 3,0%, em 2017.

Em uma comparação das atividades relacionadas à saúde com o restante da economia, em 2017, as atividades de saúde cresceram 0,8% enquanto as de não saúde cresceram 1,3%.

Entre 2011 e 2017, a variação acumulada em volume da saúde foi de 11,5%, contra 3,2% para o restante da economia (não saúde).

Remunerações na saúde superam média da economia

As atividades relacionadas à saúde aumentaram sua participação no total de postos de trabalho entre 2010 e 2017, passando de 5,3% para 7,1% do total das ocupações. Em 2017, as remunerações do setor de saúde respondiam por 9,6% do total das remunerações da economia. As remunerações no setor também estão acima da média da economia, com um rendimento médio anual de R$ 43,8 mil em 2017 contra R$ 33,4 mil das atividades não-saúde. Fonte IBGE.

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