
O Manejo Integrado de Pragas (MIP), vem ano a ano se consolidando e mostrando que é um protocolo importante e oferece muitos benefícios para a natureza, lavoura e para o bolso do produtor rural.
O Senar/PR em parceria com o Sindicato Rural de Castro abrem vaga para curso que inicia em setembro, conta com uma grade de 52 horas, dividida entre teoria e prática. O curso é gratuito e deve ser procurado na sede do Sindicato Rural.
A engenharia agrônoma, técnica do Senar e responsável pelo curso MIP, FlaviaMedeiros, salienta que a prática é um conjunto de técnica que visa proteger a lavoura ao ataque de pragas e ao mesmo tempo maximizar os rendimentos da propriedade rural. Isso acontece porque o produtor realizará a aplicação de inseticida somente se for necessário e na dosagem correta. “Os benefícios do MIP para a lavoura e o produtor são inúmeros. O primeiro é o uso racional de inseticidas. As aplicações ocorrem quando as pragas atingem o nível de dano econômico, ou seja, quando realmente poderão causar prejuízos para a produção. Além disso, a técnica faz a manutenção dos inimigos naturais na lavoura. Na lavoura de soja encontram-se vários insetos, inclusive aqueles que são benéficos aos produtores. Utilizando o MIP o produtor consegue atrasar a entrada da primeira aplicação de inseticida, proporcionando a manutenção destes inimigos naturais durante um maior período de tempo.”, descreve a coordenadora do curso. Segundo ela nas turmas do curso do MIP, a média da primeira aplicação de inseticida, ocorreram aos 70 dias após a emergências das plantas, sendo que nas áreas onde não se realizam o MIP, normalmente, o produtor faz a primeira aplicação antes dos 30 dias após a emergência das plantas.
Outro item importante com o MIP é a diminuição do número de aplicação de inseticida: a média de aplicação nas áreas monitoradas com o MIP são de 2 aplicações de inseticida, durante toda a safra. “Com esta diminuição, todos os envolvidos no processo de produção são beneficiados, inclusive o meio ambiente. Esta diminuição só é possível, pois o produtor rural realiza o monitoramento da cultura semanalmente, com isso, consegue perceber a evolução das pragas durante a safra. Sem monitoramento, não há critério para aplicação de inseticida.”, explica Flaviane. Outro benefício importante segundo ela é a economia no bolso do produtor. "Com menos aplicações de inseticidas necessárias, consequentemente, menor o custo de produção.”, salienta.

SOBRE O CURSO - O curso é dividido em 3 fases: teoria, monitoramentos na lavoura e apresentação dos resultados. "A fase teórica acontece antes do plantio, onde o produtor tem conhecimento sobre o que é o MIP, aprende sobre o protocolo técnico desenvolvido pela Embrapa Soja, diferenciar as pragas dos inimigos naturais, dentre outros conteúdos.”, conta Flaviane.
Ela explica que os monitoramentos acontecem durante toda a safra. "A turma é dividida em 4 grupos e os produtores, junto com o instrutor, realizarão as amostragens semanalmente, 2 horas por semana, durante 16 semanas. Este é o tempo que o produtor teria que se dedicar ao curso durante a safra de soja. A apresentação dos resultados acontece após a safra, onde todos os participantes se reúnem para discutirem os pontos fortes e fracos da execução do MIP em suas propriedades.”, explica a agrônoma.
Segundo a coordenadora o participante do curso aprende a diferenciar os insetos benéficos (inimigos naturais) das pragas. "Normalmente, o produtor só “enxerga” as pragas na lavoura e não sabem que existem muitos insetos que estão realizando o controle das pragas, gratuitamente. Tem conhecimento sobre o protocolo técnico, nível de dano, diferentes tipos de inseticidas. Aprendem, na prática, a realizar o monitoramento dos insetos, utilizando o pano de batida. Entre outros conteúdos.”, destaca.
O protocolo técnico que o Senar utiliza no curso foi desenvolvido pela Embrapa Soja, testado pelo IDR e desde a safra 2013/14 publica os resultados dos monitoramentos. "Então, é uma metodologia já consagrada, que dá resultado. Essas instituições são parceiras do SENAR-PR no desenvolvimento do curso. Anualmente, nossos instrutores são capacitados pelos pesquisadores da Embrapa Soja. Além disso, todas essas informações nos ajudam a monitorar o andamento das pragas nas lavouras em todas as regiões do Paraná. Com os dados em mãos podemos fazer intervenções certas e evitar danos na lavoura ou na natureza.”, explica Flaviane.

QUEM PODE PARTICIPAR DO CURSO - Podem participar do curso produtores, trabalhadores rurais, filhos de produtores. Maiores de 18 anos. E cada participante precisa monitorar uma área de, no mínimo, 5 hectares.
Para esta safra 2020/21, por conta da pandemia, o curso foi adaptado para que as aulas teóricas iniciais aconteçam on line. E os monitoramentos acontecerão nas lavouras dos participantes (ambiente aberto), com no máximo 4 pessoas (participantes e instrutor). “ Seguiremos os protocolos de segurança orientados pelas autoridades de saúde para este tempo de pandemia, assim, iremos para o campo cercado de cuidados.”, conta.
O curso do Senar-PR é gratuito. Os participantes receberão um kit contendo pano de batida, lupa para identificação de insetos, caderneta para anotação das pragas e as cartilhas contendo principais pragas e inimigos naturais.
SERVIÇO:
Sindicato Rural de Castro
R. Dr. Romário Martins, 1017 - Centro, Castro - PR, 84165-010 - Fone (42) (42) 3232-1813.
O SINDICATO RURAL DE CASTRO EM PARCERIA COM SENAR-PR CONVIDA VOCÊ PARA A REUNIÃO DE SENSIBILIZAÇÃO PARA O CURSO.
Manejo Integrado de Pragas da Soja safra 2020/2021, garanta sua vaga.
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