
O III Encontro Tropeiro promovido pelo grupo “Os Tropeiros Nativos de Piraí do Sul”, em parceria com o Santuário Nossa Senhora das Brotas que é padroeira da Rota dos Tropeiros teve um trajeto de 10km. O percuso saiu da antiga Estação Ferroviária em direção ao Santuário Nossa Senhora das Brotas.
O evento teve desfile de carros de boi, concurso de traias mais antigas, premiação para comitiva mais distante, comitiva que chegou mais cedo, comitiva mais numerosa, tropeiro mais velho, tropeiro mais novo, entre outras categorias.
A tropeada reuniu aproximadamente 1500 cavaleiros e amazonas de diversas cidades do Paraná e de outros estados e movimentou mais de 5 mil pessoas, que passaram o dia no Santuário para almoço e missa no final da tarde celebrada pelo reitor do Santuário Padre Evandro Luis Braun.
O fundador "Os Tropeiros Nativos de Piraí do Sul”, João Carlos da Silva (Carlinhos), destaca que o evento superou a expectativa e a cada ano o evento vem crescendo. “É um orgulho e muita honra promover um evento deste porte que resgata a memória do tropeirismo em nossa região. Tudo isso acontece graças a Deus e a Nossa Senhora das Brotas que é a Padroeira dos Tropeiros e da Agropecuária. Fizemos um trajeto de 10 km até chegarmos aqui à casa da Mãe, onde muitas famílias puderam orar e confraternizar. Fico feliz com a participação de todos e por lembrar que o Paraná e o Brasil foram construídos no lombo das mulas.”, destaca Carlinhos.
Este ano o evento contou com a presença do tropeiro e comerciante, Glaucio Nascimento, ele é a quarta geração de uma família de muladeiro. O tropeiro se aventurou sozinho no lombo das mulas em uma travessia de 1,9 mil quilômetros de Cruz do Alto (RS) a Barretos (SP). A viagem começou no dia 1º de junho e terminou na Festa do Peão de Barretos, considerado o centro da cultura caipira no Brasil. Quando Glaucio soube que Nossa Senhora das Brotas é Padroeira dos Tropeiros e do III Encontro Tropeiro, fez questão de passar por Piraí do Sul para prestigiar o evento. “O projeto Resgatando Tradições que mostrar a importância que este período teve na história do Brasil e que muitos povoados e cidades nasceram com o tropeirismo. Pretendemos montar um documentário com o material que vamos colhendo pelo caminho e queremos ano que vem sair com um numero expressivo de tropeiros para refazer está rota.”, revela Glaucio.
O bioquímico e tropeiro de Jaguariaíva, Vinicius Nadal De Masi, o evento é importante porque não deixa morrer a tradição do tropeirismo. “Aqui revivemos a verdadeira história do Paraná, pois através dos tropeiros no passado é que o desenvolvimento foi surgindo, tanto que durou mais de dois séculos. Portanto, valorizar o tropeirismo é valorizar a história e identidade do Paraná. Hoje um jovem que conhece suas raizes valoriza as boas coisas, pois aprende o respeito, a cidadania o amor. Então promover e valorizar um momento cultural como este é oferecer uma boa ferramenta de educação.”, acredita Vinicius.
O locutor de rodeio de Santo Antonio da Platina, Kelsen Paraná salienta que é um prazer narrar o evento e ver tanta gente reunida para reviver o tropeirismo. “Está e a maior cavalgada que eu narro, tem gente aqui de todos os lugares do Paraná e de outros estados. O evento vem crescendo ano a ano e isso é sinal que o povo quer comemorar sua historia e manter sua tradição.”, diz o locutor.