No próximo dia 10 de novembro, será comemorado o Dia Internacional do Criador de Aves, data estabelecida pela Confederação Mundial Ornitológica no calendário de comemorações (já que coincide com a data de fundação da COM, em 1956).
Boas notícias não faltam para o setor celebrar a data comemorativa: a Federação Ornitológica Brasileira (FOB), registra, atualmente, 8.900 criadores, filiados a 230 clubes associados, de todas as regiões do país.
É junto a esses criadores que a FOB vem atuando com o objetivo de desenvolver a atividade em nível de excelência, incentivando a criação de aves domésticas e exóticas permitidas por leis nacionais, com fins ornamentais e desportivos.
A entidade oferece aos associados informações técnicas sobre manejo das aves, preservação, reprodução, bem-estar e sanidade; orienta quanto ao standard ideal para competições; e oferece apoio jurídico em questões de legislação ambiental à ornitologia nas esferas nacional e regional.
Criador – um conservacionista
A importância do criador para o equilíbrio da natureza é fundamental: ao criar aves domésticas e exóticas permitidas por lei, ele ajuda na proteção de espécies contra a extinção.
“A criação de aves é uma importante ferramenta para conservação do meio ambiente e preservação de espécies além de que contribui de forma considerável com o desenvolvimento econômico do país. E o elo de todo esse mecanismo sustentável, é o criador: aquele que ama essa atividade, despende tempo para cuidar das aves, estuda e cria com amor incondicional suas aves”, afirma o presidente da FOB, Mário Henrique Simões.
Atividade cresce
Segundo dados do Censo PET de 2021, fornecidos pelo Instituto Pet Brasil, a categoria de aves canoras é a segunda categoria de PET mais populosa no Brasil, com 41 milhões (perdendo apenas para cães (58,1 milhão).
Ainda segundo esses dados, São Paulo é a região brasileira com maior concentração de aves no país, com 24%; depois, Minas Gerais (13,1%), Bahia (9%) e Rio de Janeiro (9,2%).
Só de criadouros, houve um aumento de 10% em relação a 2021: 9.353 para 10.290, em 2022 (esses estabelecimentos estão elencados junto a criadouros de répteis e outros na pesquisa).
O crescimento é atribuído a questão da pandemia, quando as pessoas procuraram ter animais de estimação para dividir a convivência em casa, durante o combate da covid-19.
Isso estimulou também um crescimento notável no setor econômico relacionado aos pets: em relação a 2019, esse crescimento correspondeu a 27%, atingindo R$ 51 bilhões (ante os R$ 35 bi em 2019.
Sobre a FOB
A Federação Ornitológica do Brasil (FOB) é uma entidade sem fins lucrativos que reúne milhares de criadores de aves domésticas em clubes ornitológicos associados, presente em todas as regiões do país.
Criada em 12 de agosto de 1952, a Federação nasceu durante a realização do primeiro Campeonato Brasileiro de Canaricultura realizado no Parque da Água Branca, em São Paulo, sendo fundada como FBC (Federação Brasileira de Canaricultura).
A FOB tornou-se a entidade ornitológica com o maior patrimônio arquitetônico do mundo: o Centro de Eventos Luiz Fernando Fachini Beraldi, onde é realizado o campeonato, tem dois pavilhões para exposição, com 21 mil metros quadrados de área construída em uma propriedade de 25,5 mil metros quadrados.
A entidade tem a canaricultura doméstica como o principal segmento (são mais de 700 variações de cores, 33 raças de forma e postura, além dos canários de Canto Malinois, Timbrado Espanhol, Cantor Espanhol e Harz), e também agrega pássaros exóticos, agapornis, periquitos ondulados australianos e outros psitacídeos.
Em 2022 a FOB completa 70 anos de sua fundação, comemora jubileu de Platina.
A FOB está também nas redes sociais conscientizando e trazendo informações sobre a ornitologia.
Instagram: @fobbrasil
Facebook: Federação Ornitológica do Brasil
Spotify: Podcast FOB Brasil
Youtube: FOB Brasil e FOB Filhote