Pecuária IDENTIFICAÇÃO
A importância da identificação dos animais e outras ferramentas para manejo do rebanho
A ITC do Brasil possui em seu portfólio ferramentas úteis para o manejo de animais, seja para identificação ou outras finalidades como tosquia e alimentação
05/09/2022 10h16
Por: Redação
A identificação individual dos animais, seja permanente ou temporária, é uma prática que ajuda na tomada de decisão.

A identificação individual dos animais, seja permanente ou temporária dentro do sistema de produção, é uma prática de manejo importante. Com ela, o produtor pode acompanhar todas as fases da vida do animal, a respeito de vacinas, medicamentos, desempenho corporal, reprodutivo, entre outras informações.

Além disso, a identificação proporciona amplo controle dos procedimentos de manejo utilizados e rápida identificação de pontos críticos, permitindo tomadas de decisão pontuais para minimizar prejuízos econômicos e atuar no bem-estar animal. Também é possível identificar a procedência do produto oferecido no mercado, chamada de rastreabilidade.

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O agrônomo e representante da ITC do Brasil, Patrick Nienhuys, explica que a identificação, seja ela permanente ou temporária, é importante para acompanhamento zootécnico, avaliação produtiva, seja de carne, leite ou lã, por exemplo, de cada animal, individualmente ou entre lotes de animais. "Hoje estamos acompanhando o manejo de uma leiteria e a utilização da marcação é primordial para o manejo dos animais. Essa marcação pode ser permanente, que irá acompanhar o animal durante toda sua vida, ou temporária. As marcações temporárias, por exemplo, são para identificar um animal que pode estar sendo medicado e requer um cuidado especial, seu leite tem que ser separado por causa da carência para consumo, ou porque é necessário dar sequência nessa medicação. Portanto, a marcação facilita e agiliza o manejo", conta Nienhuys.

Outra ferramenta interessante apresentada pelo representante da ITC do Brasil é o imã ruminal, usado na prevenção de traumas no aparelho digestivo dos animais, em especial nas vacas de leite ou animais de alto desempenho. "Muitas vezes a alimentação é fornecida no cocho, a exemplo da ração, silagem e aditivos, que nas propriedades de alto desempenho, utilizam vagões de “mistura total”. Estes, por desgaste, podem soltar algum metal, que se mistura na dieta; ou até mesmo vir da ensilagem da forrageira pedaços de faca da ensiladeira, parafusos ou até pedaços de arame picado, algo que é mais comum. Dentre os cuidados para reter os metais, recomendo o manejo corretivo com a introdução oral de um Dispositivo Ruminal (imã ruminal) com capa plástica, normalmente inserido com o uso de um aplicador.", explica Patrick.

A função do Dispositivo Ruminal é diminuir a incidência de ferimentos e infecções causadas por objetos metálicos perfurantes ingeridos pelos bovinos. "Sabemos que esses corpos estranhos representam um grande risco para o gado, porque os animais não são seletivos ao comer. Eles entram no rumem e não acontece nada, mas se for parar no retículo, pode causar Retículo Peritonite/Pericardite Traumática. O uso do imã diminui também intervenções cirúrgicas emergenciais e até perda de animais.", conta o agrônomo da ITC do Brasil.

Na oportunidade, Patrick também apresentou a tosquiadeira de rabo, um instrumento simples que facilita a tosquia dos animais. "É uma ferramenta acoplada a uma furadeira sem fio. O aparelho tem lâminas circulares para tosquiar o rabo de vacas com rapidez e facilidade. Este aparelho é uma alternativa segura para a tosquia de caudas, e corta todos os pelos nas pontas e nas laterais, reduzindo a sujeira em torno dos quartos traseiros e úbere da vaca", explica.