O mercado de insumos desde o ano passado não há indicativos de que será diferente em 2022. Na abertura da 21ª edição da BelaSafra, os especialistas João Colofatti, fundador da Belagrícola – realizadora do evento -; William Guerreiro, agrônomo e diretor-comercial; e Alberto Araújo, presidente da empresa, fizeram uma análise do cenário atual com olhos voltados para o mercado Internacional, especialmente a China, principal produtor de matéria prima para insumos e fertilizantes.
“O cenário está bem interessante e precisamos ficar de olho nisso”, comentou o presidente Alberto Araújo. Vários acontecimentos apontam para uma redução na produção chinesa, como a realização das Olimpíadas de Inverno, período em que as empresas suspendem a produção para reduzir a poluição; o ano novo chinês, na próxima semana, uma das raras ocasiões em que os chineses param para descanso; e ainda os problemas de base energética que o país enfrenta com a Austrália, que levaram a cortes de energia e tensionaram o mercado agro.
Para ilustrar o tamanho do problema, William Guerreiro lembrou que há alguns anos, um container com 26 mil litros de matéria prima chegava ao Brasil com frete em torno de US$ 800. “Esse valor chegou a US$ 11 mil e agora está em US$ 9 mil”, comentou, destacando que o setor passa por um momento de escassez e a preocupação é real.
O fundador da empresa, João Colofatti, enfatizou que o momento de fazer negócios, “travando” o custo de produção é agora. “Hoje temos uma realidade, amanhã pode ser outra”, comentou. Colofatt
Ele lembrou que os produtores que participaram do BelaSafra ano passado e travaram sua produção “ganharam bastante” com a decisão.
Para finalizar o recado dos diretores que abriram o BelaSafra 2022, Alberto Araújo enfatizou que é fundamental que os produtores façam um bom planejamento este ano, já que o problema com o abastecimento de insumos vai continuar.
ACOMPANHE A ABERTURA