A produção de frutas e hortaliças no estado do Paraná conta com a participação estratégica e de elevado impacto econômico de núcleos regionais como Cornélio Procópio e Guarapuava. No ano de 2025, o Núcleo Regional de Cornélio Procópio destacou-se nacional e estadualmente ao ocupar a quinta posição no Valor Bruto da Produção (VBP) de frutas, respondendo por 7,4% de um total estadual de R$ 4,3 bilhões, o que correspondeu a um VBP regional de R$ 313,3 milhões colhidos em 4,3 mil hectares. Das 35 espécies frutícolas cultivadas no Paraná, 28 são exploradas na região, com destaque para laranja, uva, abacate, pitaya e banana. Na olericultura, o mesmo núcleo ocupa a nona colocação estadual, explorando 45 hortaliças e gerando R$ 217,6 milhões em VBP, com forte protagonismo do tomate, cenoura e mandioca. A localização geográfica privilegiada, próxima a grandes centros consumidores, facilita a escoação da produção, impulsionada também por eventos tecnológicos como o NortHub 2026.
Por sua vez, o Núcleo Regional de Guarapuava, que possui histórico como polo produtor de maçãs, articula ativamente a sua reinserção de destaque na fruticultura paranaense, apoiando-se em exemplos bem-sucedidos na produção de vinhos finos e na diversificação climática local. A atividade frutícola regional está assentada em 1,0 mil hectare, gerando 16,4 mil toneladas e VBP de R$ 96,4 milhões, onde o morango e o maracujá representam a principal força econômica do setor, somando juntos 71,8% de todo o VBP do núcleo. Visando reposicionar estrategicamente este segmento produtivo no Centro-Sul paranaense, a Estação de Pesquisa do IDR-Paraná em Guarapuava sedia um Encontro Regional de Fruticultura reunindo extensionistas, pesquisadores e agricultores para debater perspectivas, cultivares de maçã e uva, e o manejo fitossanitário.
O engenheiro agrônomo Paulo F. de Souza Andrade ressalta a relevância logística e econômica desses polos produtivos regionais. "A localização estratégica destes pomares e hortas — pois em linhas gerais o Norte Pioneiro está a 350 km de São Paulo e de Curitiba e a 200 km do eixo Londrina/Maringá, grandes centros consumidores — é um ativo importante para uma comercialização efetiva destes produtos", destaca o agrônomo ao enfatizar o potencial competitivo das hortifrútis paranaenses.
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