Agricultura PLANTIO SOJA
Como avança o plantio da soja no Paraná e quais são os impactos do excesso de chuvas?
O plantio da soja atingiu 71% da área prevista no Paraná, mas o excesso de precipitações tem atrasado os trabalhos e prejudicado o desenvolvimento inicial de algumas lavouras.
06/11/2026 08h27
Por: Redação
Lavouras de soja no Paraná enfrentam desafios com o excesso de chuvas e atraso no plantio em várias regiões do estado.RRRufino/Arquivo Embrapa Soja

Os trabalhos de semeadura da safra de soja 2026/27 no Paraná avançaram de maneira significativa nos períodos de estiagem ou de menor precipitação, aproximando-se da conclusão em diversas regiões produtoras do estado. Contudo, apesar da evolução observada no campo, a operação de plantio permanece com um certo atraso em comparação com o ritmo verificado nas três últimas safras agrícolas, reflexo direto das localidades onde os volumes elevados de chuva dificultam sistematicamente a entrada e a movimentação de maquinário pesado nas lavouras. Na atual atualização semanal, o plantio alcançou a marca de 71% dos mais de 5,7 milhões de hectares que foram projetados e previstos para este ciclo produtivo no território paranaense.

Além de impor dificuldades operacionais à semeadura, o excesso de precipitações registrado ao longo das últimas semanas também provocou uma nítida piora qualitativa nas condições das áreas que já haviam sido semeadas. Os volumes de chuva muito acima da média climatológica em várias regiões do estado, combinados com uma menor incidência de luminosidade solar e temperaturas abaixo do esperado para o período primaveril, vêm contribuindo diretamente para um desenvolvimento vegetativo mais lento das plantas. Esse cenário preocupante poderá acabar prolongando o ciclo biológico da cultura, gerando reflexos diretos e indesejados no planejamento da próxima safra de milho safrinha, cujo plantio oficial está programado para o mês de janeiro. No panorama atual, 85% das lavouras apresentam boas condições fitossanitárias, ante 88% da semana anterior, enquanto as áreas medianas subiram para 14% e as ruins mantêm-se em 1%.

O administrador Edmar Wardensk Gervasio, do Deral, aponta os reflexos do clima sobre o ritmo das lavouras paranaenses. "O plantio da soja avançou significativamente no Paraná durante os períodos de menor precipitação, aproximando-se da conclusão em diversas regiões, apesar da semeadura permanecer atrasada em comparação com as três últimas safras devido à dificuldade de entrada de máquinas", pontua Gervasio ao detalhar os desafios impostos pelo excesso hídrico.

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