As exportações de carne suína do Brasil demonstram grande resiliência ao longo de 2026, sustentando um saldo positivo no acumulado do ano, a apesar de ajustes pontuais registrados nas estatísticas do mês de setembro. Conforme os dados oficiais do Agrostat Brasil/MAPA, as empresas brasileiras exportaram 132.443 toneladas de carne suína (entre produtos in natura e processados) no mês de setembro, o que traduz um recuo de 10,6% frente às 148.157 toneladas de igual mês em 2025. O faturamento correspondente atingiu US$ 286,966 milhões (21,5% menor que no ano anterior), enquanto o preço médio por tonelada recuou 12,2%, situando-se em US$ 2.162,96. Regionalmente, em setembro, o Paraná embarcou 22.657 toneladas com receita de US$ 44,955 milhões, enquanto Santa Catarina manteve-se como a líder isolada nas vendas externas do mês.
Em contrapartida, ao analisar o consolidado dos primeiros nove meses de 2026 (janeiro a setembro), o cenário econômico é de crescimento consistente para a suinocultura exportadora. O faturamento total do país alcançou US$ 2,707 bilhões, representando uma alta de 1,4% frente aos US$ 2,669 bilhões registrados em igual intervalo de 2025. O volume total embarcado também avançou 6,5%, somando 1.162.453 toneladas. Os produtos in natura lideraram isoladamente a pauta de vendas externas, respondendo por 88,87% do volume total. No ranking estadual de janeiro a setembro, Santa Catarina lidera o país, seguida pelo Rio Grande do Sul e pelo Paraná, que ocupa a posição de segundo maior produtor e terceiro maior exportador nacional, tendo embarcado 186.360 toneladas — alta de 7,7% sobre 2025 —, com receita cambial de US$ 417,738 milhões.
O médico veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva avalia a sustentabilidade e a diversificação dos mercados compradores da carne suína brasileira. "As exportações de carne suína do Brasil mantêm um desempenho resiliente em 2026, sustentando saldo positivo no acumulado do ano apesar de ajustes pontuais registrados em setembro", destaca o especialista, ressaltando a relevância de mercados internacionais estratégicos como Filipinas, Japão e China na absorção da produção nacional.
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