Pecuária NUTRIÇÃO
Transição entre águas e seca exige ajuste nutricional para evitar perdas no desempenho do rebanho
Suplementação estratégica com proteína, energia e minerais ajuda a manter ganho de peso e saúde animal no período mais crítico da pecuária
29/04/2026 18h11
Por: Redação
Transição entre águas e seca exige ajuste nutricional para evitar perdas no desempenho do rebanho

A mudança do período chuvoso para a seca marca uma virada importante no sistema produtivo da pecuária. À medida que as chuvas diminuem, o pasto perde qualidade nutricional e reduz sua capacidade de sustentar o desempenho do rebanho. Nesse cenário, o pecuarista deve atentar-se ao ajuste nutricional para evitar perdas produtivas e garantir a continuidade do ganho de peso dos animais.

De acordo com Mariana Lisboa, gerente nacional de Nutrição da Supremax, esse período exige atenção antecipada, já que a queda nutricional da pastagem pode comprometer rapidamente o desempenho animal. “Durante a transição águas-seca, a oferta e a qualidade do pasto diminuem de forma acentuada, com redução de até 70% na proteína bruta e na energia. Sem ajuste nutricional, o rebanho entra em déficit, o que pode gerar perdas de peso entre 500 g e 1 kg por dia por animal, impactando todo o ciclo produtivo”, explica.

Com o avanço da maturidade do pasto, ocorre a redução das folhas mais nutritivas e o aumento da fração fibrosa, com maior presença de lignina e menor digestibilidade. Esse processo reduz a ingestão voluntária de matéria seca e compromete o ganho de peso. “A digestibilidade do pasto pode cair de 60% para até 40%, o que diminui o consumo dos animais e leva a um balanço energético negativo. O resultado é a queda no ganho médio diário, que pode sair de 800 gramas por dia para zero ou até valores negativos, além do enfraquecimento imunológico”, destaca Mariana.

Entre os sinais de que o rebanho já está sofrendo com a queda nutricional estão perda de peso, escore corporal baixo (menor que 3), pelagem opaca e áspera, redução da ruminação e menor ingestão alimentar. “Também é comum observar aumento de endoparasitas e diarreia, além de diminuição na atividade e brilho nos olhos. Esses sinais indicam que o animal já entrou em déficit nutricional, o que torna a recuperação mais lenta e mais cara”, alerta.

Segundo a especialista, um erro comum é iniciar o ajuste nutricional apenas quando a seca já está instalada. Essa decisão tardia pode gerar impactos mais profundos e difíceis de reverter. “Quando o animal começa a mobilizar reservas corporais, ocorrem perdas de peso que podem levar de 60 a 90 dias para recuperação. Além disso, há aumento na incidência de doenças, queda na taxa de prenhez e elevação dos custos de produção ao longo do ciclo”, afirma.

Nesse cenário, a suplementação estratégica com proteína, energia e minerais torna-se fundamental para manter o desempenho produtivo. A suplementação proteica estimula a microbiota ruminal, melhorando a digestão da fibra seca, enquanto a suplementação energética mantém o balanço nutricional positivo. Já a suplementação mineral corrige deficiências e fortalece a imunidade.

“Quando bem ajustada, a suplementação pode suprir déficits de 30% a 40% em proteína e energia, elevando o ganho médio diário de zero para até 800 g por animal”, explica Mariana.

A nutrição adequada também contribui para a saúde e o bem-estar do rebanho. Animais com dieta equilibrada apresentam melhor resposta imunológica, maior taxa de concepção, maior resistência ao estresse térmico e à pressão de parasitas. “Com a suplementação correta, é possível reduzir a incidência de doenças e o uso de medicamentos em até 30%”, destaca.

A estratégia nutricional também deve considerar as diferentes categorias animais. “Bezerros demandam maior teor proteico para crescimento rápido, já animais em recria exigem equilíbrio entre proteína e energia para desenvolvimento estrutural, enquanto a fase de terminação requer maior aporte energético para marmoreio e acabamento. A nutrição precisa ser ajustada conforme a categoria para maximizar resultados e otimizar custos”, reforça.

O momento ideal para iniciar o ajuste nutricional deve ser definido com base no monitoramento da pastagem e do desempenho do rebanho. Entre os indicadores estão a redução da altura do pasto, diminuição da oferta de matéria seca e queda no escore corporal dos animais. “O ideal é iniciar a suplementação de 30 a 45 dias antes da seca mais intensa, garantindo adaptação e manutenção do desempenho”, orienta.

Para apoiar o produtor nesse período, a Supremax conta com um portfólio de suplementos completo, desenvolvido especificamente para a transição entre águas e seca, com formulações equilibradas e alta palatabilidade. Entre as soluções estão Ração Terminação Vmax​, Max Power​, Conversão Max​, Recria Max​, Max Boi​, Proteico Verde Max​ e Proteinado 30​.

“Com suplementação específica para cada fase, o produtor consegue manter o ganho de peso, preservar a saúde do rebanho e melhorar a rentabilidade mesmo durante a seca. Além disso, a integração entre nutrição, sanidade e manejo potencializa os resultados e garante mais eficiência produtiva ao longo de todo o período crítico”, finaliza Mariana.