Geral SAÚDE OCUPACIONAL
Saúde ocupacional no campo: como produtores rurais podem proteger funcionários e evitar riscos legais
Especialista apresenta soluções em medicina do trabalho para produtores rurais durante encontro no Sindicato Rural de Castro, destacando prevenção, legislação e segurança no ambiente de trabalho.
27/03/2026 14h47
Por: Redação Fonte: Toninho Anhaia
Produtores rurais acompanham apresentação sobre saúde ocupacional no Sindicato Rural de Castro. Crédito da Foto: Toninho Anhaia

A importância da saúde ocupacional no meio rural foi destaque em uma reunião realizada no Sindicato Rural de Castro, durante o Café do Produtor, na quarta-feira, 25 de março de 2026 . Onde produtores tiveram acesso a informações sobre como proteger seus funcionários, reduzir riscos e atender à legislação trabalhista. O encontro contou com a participação de Marcelo Doff Sotta, bioquímico da empresa Doff Sotta Saúde Ocupacional, que apresentou soluções práticas e personalizadas para o setor.

Durante a apresentação, os participantes puderam entender que investir em medicina do trabalho não é apenas uma exigência legal, mas também uma estratégia para aumentar a produtividade e garantir um ambiente mais seguro. Conforme materiais apresentados pela empresa, a medicina do trabalho atua diretamente na prevenção de doenças e acidentes, promovendo bem-estar e reduzindo impactos negativos no desempenho das equipes .

Marcelo Doff Sotta, bioquímico da Doff Sotta Saúde Ocupacional, destacou que o atendimento ao produtor rural precisa considerar as particularidades de cada propriedade. “Foi uma grande oportunidade de estar aqui hoje comentando com os produtores rurais. A importância realmente de você ter um programa de saúde ocupacional voltado à sua empresa, direcionado, com os seus riscos, avaliando a questão do funcionário, da saúde e da condição de trabalho dele”, afirmou.

Segundo ele, cada atividade rural apresenta riscos específicos, como exposição a ruídos, trabalho em altura ou contato com agentes químicos. “Cada empresa tem sua particularidade. Nós fazemos um trabalho voltado para essa característica, identificando quais são os riscos realmente existentes e, a partir daí, indicando apenas os exames necessários, evitando custos desnecessários”, explicou.

A legislação também foi um ponto central da conversa. Marcelo reforçou que a adoção de programas de saúde ocupacional é obrigatória no Brasil e protege tanto o empregador quanto o trabalhador. “É lei. A empresa se resguarda em relação aos riscos e o funcionário trabalha mais protegido, com menor chance de acidentes e em um ambiente saudável”, disse.

Outro destaque foi a atualização da NR-1, que passa a incluir a avaliação do clima organizacional nas empresas. “A partir de maio, haverá uma análise sobre questões como estresse, carga horária e gestão. Isso amplia ainda mais o cuidado com o trabalhador”, ressaltou.

O diferencial da empresa, segundo o bioquímico, está na agilidade e no atendimento personalizado. “Temos um olhar diferenciado, com visitas técnicas e até exames realizados diretamente na propriedade, o que facilita muito para o produtor e o funcionário”, concluiu.

Além de cumprir exigências legais, a adoção de práticas de saúde ocupacional contribui para reduzir o número de faltas, melhorar o clima organizacional e aumentar a produtividade, fatores essenciais para a sustentabilidade do agronegócio