Castro, 6 de fevereiro de 2026 - A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial anunciou, em Castro, nos Campos Gerais do Paraná, ações que vão celebrar seus 75 anos de história com uma coletiva de imprensa. O evento foi marcado por anúncios estratégicos, balanço de resultados expressivos e a apresentação de um dos maiores pacotes de investimentos já realizados pela cooperativa. O encontro reuniu diretores, lideranças e representantes da imprensa regional e estadual, destacando a trajetória construída desde 1951 e os planos que projetam a cooperativa para as próximas décadas.
Durante a apresentação, os executivos detalharam investimentos que somam aproximadamente R$ 500 milhões, com foco em expansão industrial, inovação tecnológica, sustentabilidade econômica dos cooperados e fortalecimento da governança. As ações integram um novo ciclo estratégico iniciado em 2025, com horizonte até 2030.
O diretor-presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, abriu a coletiva destacando o significado do momento para a cooperativa e para a sociedade regional. Segundo ele, celebrar 75 anos vai além de uma data simbólica: trata-se de reconhecer um legado construído coletivamente.
“É um ano de celebração, mas principalmente com foco no desenvolvimento que a cooperativa promove nas regiões e na sociedade onde está inserida”, afirmou.
Willem ressaltou que todas as decisões estratégicas da cooperativa são guiadas por valores sólidos, como ética, transparência, valorização das pessoas, cooperação e simplicidade. Esses princípios, segundo ele, funcionam como verdadeiros “drivers” de gestão, garantindo coerência entre crescimento econômico e responsabilidade social.
A apresentação da marca comemorativa de 75 anos reforçou essa identidade. A nova logomarca simboliza três pilares: história, representada pelo legado iniciado com a imigração holandesa; união, expressa pelo círculo que remete à perenidade da cooperativa; e crescimento, traduzido pela seta que aponta para o futuro.
“Quando olhamos para o 75 como um todo, conseguimos ler nossa história, nossa união e o nosso crescimento em um único símbolo”, explicou o presidente.
Um dos pontos centrais da coletiva foi o detalhamento dos investimentos previstos para 2026. Willem Bouwman explicou que todos os projetos têm um objetivo comum: facilitar a vida do produtor rural, oferecendo mais segurança, conveniência e sustentabilidade econômica.
Entre os principais destaques está a nova torre de secagem de leite, um projeto de grande porte que, sozinho, alcança investimento total próximo a R$ 500 milhões, sendo R$ 200 milhões aplicados já em 2026.
“Nosso produtor cresce rápido e a cooperativa precisa estar sempre pronta para receber essa produção. Temos o dever de absorver o leite com segurança e agregar valor”, enfatizou.
Outro investimento relevante é a unidade de dieta bovina, voltada especialmente a pequenos e médios produtores, permitindo acesso a alimentação pronta para os animais com redução de custos. Além disso, o parque tecnológico do Agroleite será fortalecido como um hub de conhecimento e inovação na cadeia produtiva do leite.
A expansão geográfica da cooperativa também foi evidenciada com a implantação de um entreposto no Tocantins, que contará com unidade de recebimento de grãos e fornecimento de insumos agrícolas, ampliando oportunidades para os cooperados da região Norte.
O diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee, apresentou um panorama detalhado da evolução recente da cooperativa, destacando a importância do período de reorganização vivido entre 2019 e 2024.
“Foi o momento de arrumar a casa, implementar processos, controles e fortalecer a gestão”, explicou.
Como resultado, a cooperativa registrou lucro recorde de R$ 270 milhões em 2024 e caminha para novo recorde em 2025, consolidando dois anos consecutivos de resultados históricos. Além disso, a Castrolanda conquistou rating A+, atribuído por agências globais, indicando baixo risco de crédito e alta capacidade de investimento.
“Isso nos dá condições de captar recursos e, principalmente, de proteger os nossos cooperados em momentos difíceis de mercado”, destacou Seung.
Outro dado relevante foi o índice de satisfação dos cooperados, que ultrapassou 92%, além do reconhecimento da Castrolanda como uma das 20 melhores empresas para trabalhar no Paraná, reforçando o compromisso com as pessoas.
O vice-presidente da cooperativa, Armando Carvalho, classificou o momento como único na trajetória da Castrolanda.
“Estamos diante do maior pacote de investimentos da história da cooperativa. É reflexo de anos de trabalho, organização e responsabilidade”, afirmou.
Além da torre de secagem e do entreposto no Tocantins, Armando destacou aportes significativos no parque tecnológico, na construção do Centro de Excelência em Produção de Leite, em parceria com o Senar, e em novos negócios que devem ampliar o portfólio da cooperativa.
“Esses investimentos trazem comodidade para o cooperado, novas receitas e mais eficiência para atravessar ciclos de baixa do mercado”, explicou.
Encerrando a coletiva, o gerente de Estratégia e Comunicação da Castrolanda, Vitor Almeida, apresentou o calendário oficial de comemorações dos 75 anos, estruturado em três eixos: história, união e crescimento, distribuídos ao longo do ano.
Entre as ações estão a entrega de kits comemorativos aos cooperados, eventos culturais e educacionais, revistas especiais, revitalização de fachadas, ações sociais, além de eventos de integração regional e nacional.
“A Castrolanda nasceu da união e continua crescendo a partir dela. Não faz sentido comemorar sozinhos. Essa história pertence a todos”, destacou Vitor.
Segundo ele, as comemorações também reforçam a identidade cultural da imigração holandesa, conectando passado, presente e futuro em um único movimento.
Aos 75 anos, a Castrolanda reafirma a essência que marcou sua trajetória desde a chegada dos primeiros imigrantes aos Campos Gerais: cooperar para crescer. Com investimentos históricos, gestão sólida e foco nas pessoas, a cooperativa projeta o futuro sem perder de vista suas origens, mostrando que desenvolvimento econômico, responsabilidade social e sustentabilidade no campo podem caminhar juntos.