Suinocultura Manejo
MSD Saúde Animal alerta sobre como Ileíte Suína é um “inimigo oculto” nas granjas e gera impacto econômico silencioso
Forma subclínica da doença é a mais comum e, por não apresentar sintomas óbvios, causa perdas significativas em crescimento e conversão alimentar
06/01/2026 09h53
Por: Redação Fonte: Com assessoria
MSD Saúde Animal alerta sobre como Ileíte Suína é um “inimigo oculto” nas granjas e gera impacto econômico silencioso. Foto Toninho Anhaia

São Paulo, janeiro de 2026 – A suinocultura brasileira enfrenta um desafio persistente e muitas vezes invisível: a Ileíte Suína. Causada pela bactéria Lawsonia intracellularis, a doença é endêmica e de alta prevalência nas granjas. A MSD Saúde Animal, referência global em saúde e bem-estar animal, alerta que o maior prejuízo econômico não vem das mortes, mas sim da forma subclínica da doença.
 

Nesses casos, os suínos não apresentam sintomas clínicos, como diarreia, mas sofrem silenciosamente com a redução nas taxas de crescimento e uma piora significativa na eficiência da conversão alimentar.

"O grande desafio da ileíte é que ela, geralmente, atua de forma oculta. O produtor só percebe o impacto no fechamento do lote, quando o desempenho zootécnico fica abaixo do esperado”, explica o médico-veterinário Leonardo Rossi, gerente nacional de vendas da unidade de negócio de Suinocultura na MSD Saúde Animal.
 

Lawsonia intracellularis infecta as células do intestino do suíno, causando um espessamento da mucosa (hiperplasia) que impede a correta absorção de nutrientes. E, por vezes, a ileíte somente é visível quando está associada a quadros de enterite hemorrágica, com aumento de mortalidade. O quadro subclínico é o mais prevalente, o que faz com que os animais permaneçam assintomáticos e atuem como disseminadores do agente. “O que mantém a doença ativa na granja e causa um impacto epidemiológico e econômico constante.”
 

Facilitadora para outras doenças

O impacto da bactéria vai além da má-absorção de nutrientes. O Professor Roberto Guedes, renomado especialista que colaborou ativamente em pesquisas sobre Lawsonia, define o agente como um "abridor de portas" para infecções secundárias.
 

"Existem evidências da ação sinérgica da Lawsonia com outros patógenos, como Brachyspira e, potencialmente, Salmonella. A bactéria pode comprometer a defesa primária do intestino e ter uma ação imunossupressora local, predispondo os animais, especialmente na fase de crescimento e terminação, a infecções bacterianas secundárias mais graves", detalha Guedes.
 

Embora a doença possa se manifestar de forma aguda e hemorrágica, levando à morte súbita de fêmeas jovens, a principal preocupação é o dano crônico e subclínico, conforme detalha o especialista no segundo episódio do The Talk Show, conduzido pela MSD Saúde Animal.
 

Prevenção é a única estratégia

Um dos pontos mais críticos da ileíte suína é que as consequências da infecção no ganho de peso durante o quadro não são recuperadas. "Uma vez que o intestino é lesionado, o animal carregará esse comprometimento de desempenho. Por isso, o foco deve ser 100% na prevenção. A vacinação dos leitões é a ferramenta primária e mais eficaz para reduzir os efeitos nocivos da ileíte, diminuindo a mortalidade nos casos clínicos, reduzindo a excreção da bactéria no ambiente e, o mais importante, melhorando o ganho de peso diário", afirma Leonardo.
 

Um estudo conduzido pela MSD Saúde Animal demonstrou que a vacinação é uma ferramenta comprovada para auxiliar o controle da enteropatia proliferativa (ileíte) clínica e subclínica. Ao longo das avaliações, foram observadas taxas de conversão mais baixas no grupo vacinado com Porcilis® Ileitis, com incremento médio de 2,52 kg no peso final ao abate. Além desse dado, o estudo constatou que a vacinação permitiu uma melhoria de mais de 26% no índice de eficiência de custos, quando comparado com o grupo não vacinado.
 

Alinhada às demandas de bem-estar animal, sustentabilidade e eficiência, a MSD Saúde Animal também investe em tecnologias de aplicação que revolucionam o manejo preventivo. A empresa oferece em seu portfólio vacinas contra os principais agentes da suinocultura, incluindo a Lawsonia intracellularis, que podem ser aplicadas com o Sistema IDAL, que representa a terceira geração (3G) de tecnologia de vacinação no Brasil, permitindo a imunização de suínos sem o uso de agulhas.

"É a união da proteção eficaz contra a ileíte com o máximo respeito ao bem-estar animal e ao meio ambiente”, reforça Leonardo.