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COP 30, riqueza e soberania: um plano direto para fazer a sustentabilidade funcionar no Brasil
Riqueza é criada quando solucionamos problemas reais: produzir mais e melhor, recuperar áreas degradadas, reduzir desperdício, agregar valor, acessar mercados. Isso pede investimento em quem produz, e não concentração em bancos e especulação imobiliária.
05/11/2025 07h00
Por: Redação Fonte: Luiz Francisco Araujo da Costa Vaz*
COP 30, riqueza e soberania: um plano direto para fazer a sustentabilidade funcionar no Brasil. Divulgação

A COP 30 não pode ser apenas um palco de promessas; precisa virar dinheiro bem aplicado no chão do Brasil — onde se produz alimento, se conserva floresta e se gera renda. Sem isso, seguimos repetindo um assistencialismo que alivia hoje e multiplica pobreza amanhã.

O problema não é falta de dinheiro — é para onde ele vai

A função central dos acordos climáticos é levantar fundos para preservação ambiental. Mas o recurso raramente chega a quem transforma território em resultado: produtores rurais (da agricultura familiar ao grande), cooperativas, associações e arranjos produtivos locais. Sem lastro em quem produz, o Brasil não vira uma nação próspera para todos.

Riqueza não é jogo de soma zero

A ideia de que “para um ganhar, outro precisa perder” trava o país. Riqueza é criada quando solucionamos problemas reais: produzir mais e melhor, recuperar áreas degradadas, reduzir desperdício, agregar valor, acessar mercados. Isso pede investimento em quem produz, e não concentração em bancos e especulação imobiliária.

Sustentabilidade sem proibição cega

Não precisamos proibir o uso do solo; precisamos limitar, usar e recuperar. O Código Florestal dá o mapa: Reserva Legal, APP, regularização e manejo sustentável. Aplicado com técnica, fiscalização e incentivo certo, ele permite produzir e conservar. Proibir o uso racional só empurra gente para a informalidade e corrói a base de arrecadação e de empregos.

Assistência que emancipa, não dependência que aprisiona

Política pública boa começa com rede de proteção, mas termina com emancipação econômica. Isso significa: