Castro (PR), 7 de agosto de 2025 – O futuro do agronegócio brasileiro passa pela Amazônia. Essa foi a principal mensagem transmitida pelo presidente da Cooperativa de Crédito da Amazônia, Venceslau Braz de Freitas Barbosa, durante palestra realizada na sede do Sindicato Rural de Castro, dentro da programação da 25ª edição da Agroleite, que acontece de 5 a 8 de agosto no Castrolanda ExpoCenter, em Castro (PR).
O encontro reuniu produtores rurais, investidores e representantes do setor cooperativista interessados em conhecer novas oportunidades no mercado agrícola e no emergente mercado de créditos de carbono. A fala de Barbosa destacou tanto o potencial produtivo de Roraima quanto as vantagens de negócios ligados à preservação ambiental e à integração com mercados internacionais.
Segundo ele, a Amazônia deve ser vista como um espaço de desenvolvimento sustentável e de novas fronteiras agrícolas, mas com a devida segurança jurídica e responsabilidade ambiental.
Barbosa explicou que a palestra teve como objetivo principal mostrar aos produtores paranaenses e visitantes da feira as oportunidades que Roraima oferece para quem deseja expandir a produção agrícola.
“A nossa presença hoje aqui é para falar sobre o estado Roraima na perspectiva de futuro e desenvolvimento para os produtores. Roraima é um grande lugar para se investir, mas é preciso ter certeza, planejamento e, claro, sorte. Há paranaenses, gaúchos e produtores de outros estados que já estão produzindo soja, trigo, milho e feijão naquela região”, afirmou.
Ele reforçou que a Cooperativa de Crédito da Amazônia tem atuado para orientar investidores que desejam se estabelecer no estado, alertando para a importância de evitar problemas como grilagem de terras ou negociações ilegais.
Outro ponto abordado foi o crédito de carbono, uma das áreas de atuação da cooperativa e considerado por Barbosa como uma das grandes oportunidades da Amazônia.
“O carbono é um produto que ninguém pega e ninguém vê, mas vale milhões. A Amazônia hoje é a principal detentora dessa riqueza, que se tornou uma commodity de valor global. O nosso trabalho é mostrar como o produtor pode se inserir nesse mercado, unindo preservação ambiental e geração de renda”, destacou.
Barbosa também chamou atenção para a chamada República Cooperativista da Guiana, uma iniciativa de integração econômica na região de fronteira, e para as oportunidades no mercado do Caricom (Comunidade do Caribe).
“A Guiana tem uma posição estratégica para os brasileiros que querem investir em um mercado ligado ao Caribe, incluindo países como Trinidad e Tobago, além das Guianas francesa e holandesa. É uma porta de entrada importante para ampliar negócios e gerar parcerias internacionais”, explicou.
Encerrando sua fala, Barbosa reforçou o convite para que os produtores que tenham interesse em investir no Norte busquem informações diretamente com a cooperativa.
“Nós estaremos aqui todos os dias da feira para conversar com quem quiser entender melhor as oportunidades em Roraima e na Amazônia. É preciso desmistificar a ideia de que a região é apenas futuro. A Amazônia é o presente do agronegócio brasileiro, e precisamos trabalhar juntos para unir desenvolvimento e preservação, sempre com o olhar no combate à fome e no crescimento sustentável”, concluiu.
A palestra foi acompanhada por dezenas de produtores que, ao longo do evento, demonstraram interesse em conhecer mais sobre as condições para investir em terras no Norte do Brasil e explorar novos mercados globais.