Agricultura ATEG MORANGO
Sindicato Rural de Piraí do Sul e Sistema Faep/Senar promovem ATeG para produtores de morango
No dia 8 de setembro, mais de 80 produtores se reuniram na Associação Entreposto Castrolanda para conhecer o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATEG) — iniciativa do Sistema FAEP em parceria com o Sindicato Rural de Piraí do Sul, IDR-Paraná e AgroBaum que oferecerá, gratuitamente por dois anos, acompanhamento técnico focado em gestão, produtividade e qualidade da produção de morango.
09/09/2025 13h57
Por: Redação Fonte: Toninho Anhaia
Produtores acompanham a apresentação do Programa ATEG em Piraí do Sul. Crédito da Foto: Toninho Anhaia

No dia 8 de setembro, às 19h, a Associação Entreposto Castrolanda, em Piraí do Sul (PR), recebeu mais de 80 produtores rurais para a apresentação do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATEG). 

A iniciativa é fruto da parceria entre o Sistema FAEP/Senar, o Sindicato Rural de Piraí do Sul, a Secretaria Municipal de Agricultura, o IDR-Paraná e a empresa AgroBaum.

O objetivo é claro: apoiar os agricultores na gestão e aprimoramento das práticas de cultivo, aumentando a produtividade e a qualidade da produção de morangos. O programa terá duração de dois anos, será totalmente gratuito e contemplará inicialmente 30 produtores do município.

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Importância para o município

Piraí do Sul já ocupa posição de destaque no cultivo de morango. De acordo com Luciano Solek, secretário de Agricultura do município, o potencial é grande e pode crescer ainda mais com o apoio técnico e gerencial da ATEG. “Essa parte de conhecimento sempre deve ser aproveitada pelo produtor rural. O programa já deu certo em outros municípios e Piraí do Sul tem a felicidade de recebê-lo agora. Nosso município é hoje o segundo maior produtor de morango do Paraná, com um VBP de R$ 75 milhões em 2024. Mas temos condições de avançar ainda mais. Se os produtores souberem aproveitar os ensinamentos da ATEG, não tenho dúvida de que poderemos chegar à primeira posição no estado”, destacou Solek.

Segundo ele, o diferencial da proposta está na qualificação da gestão, além do apoio técnico. “O curso vai melhorar a produção, a lucratividade e, consequentemente, a qualidade de vida do produtor, gerando também riqueza para o município.”, afirma.

A metodologia da ATEG

A ATEG combina assistência técnica no campo com acompanhamento gerencial, ajudando os produtores a organizar custos, medir resultados e planejar investimentos.

Felipe Preto Grzebielucka, supervisor do Sistema Faep/Senar Regional Ponta Grossa, explicou a proposta. “O técnico da ATEG não tem nenhum interesse comercial. Ele está ali para auxiliar o produtor, especialmente na gestão da propriedade. Muitos ainda não anotam dados de produção e custos. Com o caderno de campo, o agricultor passa a visualizar o resultado real dentro da porteira. Isso ajuda a alinhar produção e despesas, aumentando a rentabilidade.”

Ele acrescentou que os impactos não ficam restritos às propriedades. “Sempre que o produtor aumenta a produção ou investe na ampliação, isso reflete na economia do município. Mais produção significa mais arrecadação e retorno em infraestrutura e programas públicos.”, afirma.

Repercussão entre produtores

O encontro foi avaliado de forma positiva por Luiz Fernando Tonon, presidente do Sindicato Rural de Piraí do Sul. “Foi um momento importante. Tivemos a presença de cerca de 70 produtores interessados em entender como o programa irá funcionar. Quem não pôde comparecer pode procurar o sindicato. Se houver demanda, organizaremos uma nova reunião com o Senar para esclarecer dúvidas.”

Tonon também ressaltou que, apesar da exigência de pelo menos um ano de produção para participação, o sindicato pretende negociar a inclusão de produtores iniciantes. “Muitos estão com oito ou nove meses de atividade. Vamos tentar junto ao Senar a flexibilização para que também possam ser beneficiados.”, comenta o presidente.

Para a produtora Bruna Maria Santos Werner, que cultiva 4 mil pés de morango em sua chácara, a expectativa é de ganhos práticos na rotina do campo. “O programa vai melhorar a produção e a parte de gestão. O acompanhamento técnico vai trazer troca de conhecimento e soluções diretas para o dia a dia do produtor. Acredito que a adesão será importante para todos nós.”, acredita a produtora.

A expectativa é que, com a adesão dos produtores e a aplicação da metodologia, o município não só fortaleça sua posição de destaque no estado, como também amplie a rentabilidade dos agricultores, refletindo no desenvolvimento econômico local. “Um custo menor e uma produtividade maior naturalmente aumentam a rentabilidade. Essa é a essência do programa: melhorar os índices de produção e gerar riqueza tanto para o campo quanto para a cidade”, concluiu o presidente do sindicato, Luiz Fernando Tonon.