Agronegócios AGROLEITE 2025
Agroindústria familiar ganha força no Paraná com apoio do IDR durante a Agroleite 2025
Na 25ª edição da Agroleite, em Castro, o IDR-Paraná apresentou produtos da agroindústria familiar e destacou o impacto da assistência técnica no fortalecimento da renda rural e na valorização de queijos premiados.
21/08/2025 16h35
Por: Redação Fonte: Toninho Anhaia
Produtores rurais apresentaram queijos premiados no estande do IDR-Paraná durante a Agroleite 2025. Foto Toninho Anhaia

Durante a 25ª edição da Agroleite, realizada de 5 a 8 de agosto no Castrolanda ExpoCenter, em Castro (PR), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) deu visibilidade a um setor cada vez mais estratégico para a economia do campo: a agroindústria familiar.

Em seu estande, o instituto apresentou uma variedade de produtos artesanais assistidos por técnicos da instituição, muitos deles premiados em concursos nacionais, reforçando a importância da assistência técnica para pequenos produtores.

A reportagem ouviu técnicos e produtores rurais que atuam no segmento de derivados do leite, um dos que mais cresce no estado. A participação das famílias na feira evidencia como a orientação do IDR-Paraná está ajudando a valorizar a produção rural, diversificar a renda no campo e atrair jovens para permanecer no meio rural.

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O trabalho contínuo da assistência técnica

Segundo Flávia Almeida Silva Leão, responsável pelo acompanhamento das agroindústrias familiares no IDR-Paraná, a presença da instituição é essencial para transformar iniciativas em negócios viáveis.

“Os técnicos do IDR Paraná atuam diretamente nas propriedades, acompanhando desde a produção até a regularização das agroindústrias. Hoje temos vários produtos aqui, muitos deles premiados em concursos nacionais. Isso mostra como o trabalho técnico faz diferença, elevando a qualidade e gerando maior renda para as famílias”, destacou Flávia.

Ela explicou que o atendimento é constante e pode ser solicitado em qualquer município do estado. “Nós temos grupos de produtores que recebem visitas frequentes, praticamente todo mês. Mas qualquer agricultor pode procurar o escritório local do IDR. O atendimento é direcionado de acordo com a demanda de cada propriedade”, afirmou.

Além do apoio técnico e burocrático, Flávia ressaltou a importância social desse trabalho.

“A agroindústria ajuda na diversificação e na sucessão familiar. Muitos jovens têm permanecido no campo porque veem nesse segmento uma oportunidade de renda e realização pessoal, sem precisar migrar para as cidades”, observou.

O exemplo da queijaria Dutch Lady

Entre os expositores estava a queijaria Dutch Lady, especializada na produção de queijos Gouda de diferentes maturações. Uma das sócias, Natália Greidanus, relatou como o IDR-Paraná foi fundamental para o crescimento do negócio.

“O IDR fortalece o setor, principalmente aqui no Paraná, onde os queijos estão despontando de forma significativa. Eles nos ajudam na parte burocrática, na tecnificação e também na formação das pessoas que trabalham conosco”, disse Natália.

Para a produtora, o apoio vai além da porteira. “O IDR também contribui na comercialização. Foi por meio deles que estamos aqui na Agroleite, em contato direto com o consumidor final. Essa visibilidade é essencial”, reforçou.

Natália apresentou diferentes versões do queijo Gouda, destacando como a maturação transforma o produto.

“Um queijo jovem de três meses é macio e suave. Já um de 18 ou 24 meses ganha sabor intenso, presença de cristais de tirosina e uma textura mais quebradiça. É uma experiência única para o consumidor”, explicou.

A trajetória dos Queijos da Oma

Outro caso de sucesso vem da família de Marvin David Dyck, produtor da queijaria Queijos da Oma, em Palmeira (PR). Ele contou que o IDR-Paraná foi decisivo no início do empreendimento.

“Quando pensamos em montar a queijaria para valorizar o leite, procuramos o IDR. Foi a Flávia quem nos orientou, trazendo projetos específicos para pequenas queijarias com investimento baixo e retorno rápido. Eles também intermediaram o contato com a prefeitura e com a veterinária fiscal para agilizar nossa produção”, relatou Marvin.

A dedicação resultou em prêmios nacionais e estaduais. “Nosso queijo colonial, de meia cura e 21 dias de maturação, é feito com leite cru do nosso próprio rebanho. Ele já conquistou medalha de ouro em um concurso nacional e prata em um concurso paranaense. Para nós, isso mostra que é possível produzir com qualidade e reconhecimento mesmo em pequenas propriedades”, comemorou.

Agroindústria como caminho para o futuro rural

As experiências relatadas por Flávia, Natália e Marvin reforçam a relevância da agroindústria familiar no Paraná. Mais do que gerar renda, o setor representa um movimento de valorização do campo e de fixação das novas gerações na atividade rural.

Na Agroleite 2025, o estande do IDR-Paraná não apenas apresentou queijos e outros produtos da agricultura familiar, mas também mostrou ao público urbano a história por trás de cada alimento. Histórias de dedicação, inovação e identidade cultural que estão transformando o agronegócio paranaense a partir da base.