Em uma missão empresarial brasileira, a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (ABRAMILHO), entre outras entidades, estão na China para fortalecer laços com o país asiático, visando expandir mercados e acelerar a liberação de tecnologias essenciais para o agronegócio brasileiro. Com a presença da senadora Teresa Cristina, ex-ministra da Agricultura, e de representantes de importantes entidades do setor, a comitiva brasileira destacou a importância de ampliar a parceria com a China para a introdução de novas variedades de biotecnologia e para o aumento das exportações de milho e sorgo.
Teresa Cristina ressaltou a relevância de discutir biotecnologia para o avanço da agricultura tropical brasileira, especialmente no que se refere à liberação de produtos pelo mercado chinês.
Segundo a senadora, “É uma honra estar com a delegação da ABRAMILHO nesta missão. Discutir a biotecnologia é essencial para nossa agricultura tropical, pois precisamos liberar produtos no mercado chinês para utilizarmos as tecnologias mais modernas e, assim, produzir mais nas mesmas áreas. Há um claro interesse mútuo: produtividade e sustentabilidade. Vejo que os chineses compreendem a nossa aflição com a demora nas liberações. Acredito que deixamos nosso recado e, em breve, esperamos uma resposta positiva.”
Paulo Bertolini, presidente da ABRAMILHO, demonstrou otimismo com a possibilidade de avanços nas negociações sobre produtos de interesse estratégico, como o DDG (subproduto do milho) e o sorgo. Ele comentou: “Estamos satisfeitos com as perspectivas de progresso. Tivemos boas notícias de que o sorgo poderá ser liberado em breve para importação, o que é uma conquista importante para os produtores. O DDG também está bem encaminhado. Esta proximidade com a China é uma oportunidade de crescimento para o setor de milho e sorgo no Brasil e representa um importante passo para a nossa presença internacional.”
O deputado federal Sergio Souza, também presente na missão, destacou o impacto das negociações para o setor de milho no Brasil, apontando a importância de acelerar os processos de aprovação de tecnologias agrícolas. Souza enfatizou: “O mercado chinês é imenso e estratégico para nós, especialmente para o milho brasileiro. No Brasil, demora-se até cinco anos para que novas variedades biotecnológicas sejam aprovadas por lá. Isso atrasa nossa produtividade. Viemos aqui tratar dessas questões e mostrar o quanto o milho e o sorgo são fundamentais para a sustentabilidade agrícola. Representamos aqui o produtor rural e reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento da agroindústria brasileira.”
Glauber Silveira, diretor-executivo da ABRAMILHO, completou a perspectiva brasileira, reforçando a importância de uma relação de longo prazo com a China e a necessidade de avanços nas negociações. Para ele, essas parcerias são essenciais para expandir o mercado brasileiro de produtos agrícolas. “O Brasil está se consolidando como um grande produtor de sorgo e etanol, que geram subprodutos essenciais como o DDG, um insumo vital para rações na China. As negociações estão progredindo bem, e estamos otimistas quanto ao impacto que essas parcerias podem ter para fortalecer nosso setor agrícola e diversificar nossos mercados. Este é um trabalho contínuo, e estamos confiantes de que o governo brasileiro, em parceria com entidades como a ABRAMILHO, conseguirá abrir novos horizontes”, finalizou.
Com discussões focadas na aceleração da aprovação de biotecnologias e na abertura de novos mercados, a missão empresarial da ABRAMILHO na China representou um importante marco para o agronegócio brasileiro, que busca aumentar sua presença no mercado internacional e garantir a sustentabilidade da produção agrícola.
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