Há 40 anos, nascia o desejo de buscar alternativas que tornassem a região dos Campos Gerais referência para o país em agricultura e pecuária. Naquela época, os desafios eram de tornar os solos mais férteis, produtivos e menos susceptíveis à erosão. Audácia, coragem e obstinação, aliadas a inquietude de produtores rurais daquela época, motivados pela organização e força das cooperativas, fizeram com que nascesse a Fundação ABC.
E para falar do passado, precisamos antes falar do presente. Graças a história escrita até aqui, chegamos a números e resultados surpreendentes. Já são mais de 600 mil hectares atendidos, entre mantenedores e contribuintes, com um total de 6.404 produtores, espalhados entre o Paraná, São Paulo, Minhas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia e Distrito Federal.
Atualmente, a Fundação atua desenvolvendo a pesquisa em seis campos experimentais em diversas áreas de atuação, o que considera clima e especificidades de solo para atuar frente às áreas de pesquisa de: Agrometeorologia, Economia Rural, Entomologia, Fitopatologia, Forragens & Grãos, Herbologia, Fitotecnia e Sistemas de Produção, Laboratório de Proteção de Plantas e Bioinsumos, Mecanização Agrícola e Agricultura de Precisão e Solos e Nutrição de Plantas. Só para se ter uma ideia da dimensão do trabalho desenvolvido pela instituição, em 2023 foram realizados 1.084 experimentos, 16.305 tratamentos e 62.878 parcelas.
Entre os resultados práticos, pode-se destacar os impactos na produção de leite a partir dos estudos e melhoramentos na silagem. Em 2009, a silagem que gerava 1.514 kg de leite, por exemplo, passou a gerar 1.571 kg, atualmente. Esta diferença impacta em um resultado de R$ 0,04 por litro de leite produzido no Grupo ABC. No geral, a produção de leite também cresceu e hoje são produzidos cerca de 870 milhões de litros ao ano.
Ao longo das décadas, quando falamos em grãos, a sinalização é de que a produtividade média de milho e soja mais que dobrou. Trigo também registrou aumento considerável em sua produção. Mais recentemente, os olhares da pesquisa, e também dos produtores, incluíram a cevada, graças a necessidade do produto através da implantação da Maltaria dos Campos Gerais. O objetivo é disseminar o conhecimento para que a produção deste cereal seja rentável ao produtor e atenda a demanda do mercado.
Além da atuação junto as mantenedoras, que são as cooperativas Capal, Castrolanda e Frísia, o trabalho de pesquisa da Fundação atende também agricultores contribuintes na região dos Campos Gerais e cooperados das cooperativas Coopagrícola (Ponta Grossa (PR), Cooperativa Witmarsum (Palmeira (PR) e da KGL Agronegócio (Formosa (GO).
HISTÓRIA E LEGADO
Ao longo de 40 décadas a agricultura se transformou, evoluiu e novas tecnologias surgiram. As formas de cultivo, o manejo, o controle de pragas e ervas daninhas, a ciência voltada à produção, bem como as tecnologias aliadas aos insumos e sementes também mudaram. O que não mudou, ao longo destes 40 anos é o propósito que pauta o trabalho da Fundação ABC. Gerar conhecimento, a partir de informações de qualidade, sérias e alicerçadas pelo desenvolvimento constante de pesquisas capazes de nortear a decisão dos produtores sempre será o norte que guia a Fundação.
Resultado da soma de esforços entre cooperativas e produtores, pesquisadores e mercado fez com que Fundação ABC se tornasse a primeira instituição privada no Brasil, voltada à pesquisa agropecuária. À medida que as dificuldades surgiam, apontadas principalmente pelas assistências técnicas das suas cooperativas, elo com os produtores da região, a instituição trabalhava para buscar alternativas mais eficientes. A proposta era buscar soluções capazes de contribuir também com a construção de uma bacia leiteira forte, e de referência para o país, bem como aumentar a produtividade tanto de inverno e como de verão.
O dinamismo do setor e a necessidade de respostas cada vez mais rápidas a questões cíclicas que envolvem o setor deram corpo ao que antes era apenas uma comissão de agricultores representantes das cooperativas da região.
Aquela que era conhecida como "Comissão Agrícola Central" foi precursora na provocação para que se criasse uma entidade sem fins lucrativas capaz de oferecer amparo tecnológico confiável e de credibilidade. E deu certo!
Hoje, a Fundação ABC é reconhecida nacionalmente pela importância do seu papel junto a disseminação de conhecimento, sempre com olhar de vanguarda e em busca de inovações que acompanhassem a evolução da agricultura.
"E é assim que vamos continuar: focados em promover, por meio de pesquisa, desenvolvimento e inovação no agronegócio, a sustentabilidade dos produtores e cooperativas vinculadas", destaca Luís Henrique Penchowski, gerente da Fundação Abc.
Ele se apropria da missão para destacar o compromisso dela com todos aqueles que fazem parte, direta ou indiretamente. Além disso, Penchowski reforça a visão da instituição que é "ser referência no agronegócio como instituição de vanguarda na difusão do conhecimento" para continuar construindo um legado para a agricultura do Brasil.