Agricultura ROTAÇÃO
Rotação de culturas segurou a produtividade em diversas áreas do estado, afirma presidente da Fundação MS
Com presença do Governador, dados da safra de soja 2023/24 foram divulgados no Showtec, em Maracaju
22/05/2024 18h21
Por: Redação

Mato Grosso do Sul que expandiu a área dedicada ao cultivo da soja na última safra, em 5,2%, atingindo 4,2 milhões de hectares, teve um impacto na produção por questões climáticas, reduzindo 21,8% o volume da colheita, que resultou em uma safra de 12,3 milhões toneladas. Segundo o presidente da Fundação MS, Daniel Franco, o que segurou uma produção estável, foram áreas que se dedicam à rotação de culturas e uso de plantas de cobertura.

Os dados oficiais da safra foram divulgados nesta terça-feira (21), pelo presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, durante a abertura da 27ª Showtec, maior evento Agro de Mato Grosso do Sul. Para o presidente da Fundação MS, é a tecnologia e a ciência segurou a produtividade. “Há relatos significativos de áreas com baixa produtividade, enquanto outras conseguiram enfrentar melhor as intempéries climáticas. Na nossa avaliação, isso se deve, em grande parte, à rotação de culturas e ao uso de plantas de cobertura, saindo da tradicional dicotomia soja-milho”, explica Daniel Franco.

“Isso é bastante evidente e temos promovido amplamente essas práticas [rotação de culturas e uso de plantas de cobertura]. Existem diversas opções disponíveis para os produtores, com o mercado oferecendo diferentes combinações de cultivos, além dos produtores também poderem criar suas próprias combinações”, completou o presidente, durante sua fala na abertura do Showtec.

De acordo com o governador de MS, Eduardo Riedel, as perdas da produção da soja impactará toda a população, mas a capacidade de se restabelecer é inerente ao produtor rural. “Momentos bons e ruins são cíclicos. A perda de R$ 12 bilhões terá um grande impacto, não apenas no bolso dos produtores, mas em toda a sociedade de Mato Grosso do Sul. (...) A atividade agrícola e pecuária é de longo prazo, envolvendo décadas, às vezes olhando uma geração à frente e duas ou três gerações para trás”, pontuou o governador.

“Hoje, em Mato Grosso do Sul, precisamos lutar por resultados de curto prazo, mas também devemos levantar a cabeça e olhar para o futuro. Recentemente, tive uma aula de economia com Jaime Verruck, e aprendi que Mato Grosso do Sul cresceu 6,6% no ano passado, o segundo maior crescimento do PIB no Brasil. Este ano, apesar das perdas, já contabilizadas a projeção de crescimento que é de 5,82%. Isso demonstra a resiliência e o potencial de crescimento do nosso estado”, finaliza Eduardo Riedel.

Também participaram da cerimônia da abertura do Showtec o presidente da OCB/MS, Celso Régis; deputado estadual, Renato Câmara; diretor tesoureiro do Sistema Famasul, Frederico Stella; o prefeito de Maracaju, José Carlos Calderan, e o presidente da câmara municipal de Maracaju, Robert Ziemann.