Alysson Paolinelli, renomado engenheiro-agrônomo e ex-ministro da Agricultura, faleceu no dia 29 de junho de 2023, deixando um legado significativo para o setor agrícola do Brasil e mundial. Sua notável trajetória o destaca como um dos maiores expoentes da agricultura nacional, tendo sido fundamental para a maior revolução tropical agrícola da história. Formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Paolinelli dedicou-se aos estudos sobre o potencial da região do Cerrado para a produção agrícola.
O reconhecimento mundial do trabalho de Alysson Paolinelli demonstra que o agronegócio brasileiro é, e sempre foi, sustentável, refutando aqueles que tentam manchar sua reputação. Embora possam ocorrer casos isolados de problemas, a grande maioria dos produtores trabalha com foco na produção e preservação, reconhecendo que o solo, a água e a natureza são seus maiores patrimônios. Os produtores que respeitam essa tríade alcançam produtividade, rentabilidade e proporcionam às famílias alimentos de qualidade e preço justo.
Por meio da disseminação de técnicas de produção, Paolinelli ajudou muitos países a alcançar a "segurança alimentar", permitindo que eles produzissem seus próprios alimentos de maneira suficiente e autossuficiente. Isso fortalece a ideia de que a soberania de um país também depende de sua capacidade de suprir suas necessidades alimentares.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a segurança alimentar ocorre quando todas as pessoas têm acesso físico, social e econômico a alimentos seguros, nutritivos e em quantidade suficiente para satisfazer suas necessidades nutricionais e preferências alimentares, resultando em uma vida ativa e saudável.
Alysson Paolinelli sempre valorizou a ciência, a pesquisa e a disseminação de tecnologia. Sua visão de transformar a agricultura tradicional foi pioneira e abriu uma nova era no campo, com impactos socioeconômicos, de sustentabilidade e desenvolvimento humano ainda presentes nos dias atuais.
A morte de Alysson Paolinelli foi lamentada por muitas instituições que reconhecem sua contribuição para o setor agrícola brasileiro e destacaram sua liderança, visão e compromisso com a pesquisa agrícola, além de sua defesa dos interesses dos produtores rurais. Sua partida deixou uma lacuna irreparável, mas seu legado como um pioneiro da agricultura moderna continuará vivo na história do agronegócio brasileiro.
A Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) lamentou profundamente o falecimento de Alysson Paolinelli. Destacaram sua trajetória exemplar como engenheiro agrônomo, pesquisador e líder, ressaltando seu papel fundamental na implementação de políticas que impulsionaram o crescimento e a modernização da agricultura brasileira. Também mencionaram o reconhecimento internacional que Paolinelli recebeu, como o foram premiados com o World Food Prize, em 2006. A Abramilho prestou suas condolências à família e amigos, destacando que seu legado continuará vivo como uma referência para o agronegócio brasileiro.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comunicou com pesar o falecimento de Alysson Paolinelli, uma das principais referências do setor agro brasileiro. O Mapa ressaltou sua atuação como ministro da Agricultura durante o governo de Ernesto Geisel, sua contribuição para a criação da Embrapa e sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2021. O ministro Carlos Fávaro lamentou a perda e afirmou que Paolinelli eternizou sua existência por sua contribuição para a agropecuária e para o Brasil. O Mapa expressou solidariedade e condolências aos familiares e amigos.
A Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) também se solidarizou com a morte de Alysson Paolinelli, conhecido como o "pai da agricultura moderna". Destacaram seu trabalho pioneiro na agricultura brasileira, sua atuação na modernização da Embrapa e o fortalecimento da agricultura no Cerrado. Mencionaram sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz e o prêmio World Food Prize em 2006. Paolinelli também foi presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e deputado federal por Minas Gerais.
O velório será no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, a partir das 15h até 9h30 de sexta-feira. O enterro será no Parque das Colinas, às 11 horas de sexta-feira (30/06).